Conheci Rose de Freitas numa radio. Tinha uma exposição de antigüidades na Saturnino de Brito. Escrevo sobre ela, pois, sendo a primeira mulher a ocupar cargo na Mesa Diretora da Câmara, ela é radialista, primeiro agrimensora, claro.
Lembro que ela conseguiu emplacar um programa popular na Radio Capixaba, do então saudoso Hugo Borges Junior, com quem ela veio casar mais tarde. Essa sua facilidade de se expressar a levou onde está hoje e se bobear vai muito além. Conheço bem!
Já vi Rose com dedo em riste em nariz de muito político em Brasilia, mas vi também uma senhora cansada, jogada numa poltrona de sua confortável casa. Já vi muitas vezes o plenário da Câmara parar e ouvir suas defesas e propostas.
Sempre falante, sempre eloqüente. Políticos que foram verdadeiros exemplos, como Jose Richa, Mario Covas, Fernando Henrique sempre tiveram Rose em mais alta estima política.
Com sua forma de falar, ás vezes dura, ás amável, ela nunca se furtou de reprimir amigos e correligionários, da mesma maneira que sempre fez com os filhos Julia e Gabriel.
Não digo que Rose seja uma boa locutora. É talvez mais que isso, sabe concatenar o pensamento antes, para fluir as palavras depois de modo fácil, sem pausa, direto, convincente.
Sempre lutou e se doou para o Espírito Santo, mas é mineira. Começou na política logo no legislativo, depois Brasília, por varias vezes. Ela carrega um desejo dentro de si, tenho certeza, o de mostrar o seu valor aqui, para os capixabas.
Não se iludam! Com sua boa fala, ela mais mostrar o valor da mulher no centro das decisões do Brasil e também, ir preparando terreno para melhorar sua atuação política, tanto para o Brasil, como para o Espírito Santo.

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