domingo, 28 de dezembro de 2014


O DESCUIDO

Desde quando me entendo por gente no radio, fico pensado o porque das pessoas que atuam no administrativo não procuram saber como funciona o broadcast da emissora. E isso vale para o marketing, para atendimento, para a promoção, principalmente se for uma rede.

Esses profissionais precisam acordar e saber que eles trabalham para o radio e não para o setor que representam na empresa. Como podem atuar bem se não sabem como funciona a maquina radio em si?

Fico vendo o movimento deles na empresa, pra lá e pra cá e nunca vão ao estudio de edição ou de emissão para saber como a musica é programada, como as vinhetas são equacionadas nos intervalos, como é o jornalismo e até como o trabalho deles sai no ar.

Por isso que muita coisa dá errada. Será que pensaram um dia que eles trabalham para as radios? Cumprimentam, são simpáticos e fica por aí. Aliás eu nunca ví um entrosamente perfeito entre o broadcasting e o setor comercial da empresa, por exemplo. Um depende do outro, mas um depende mais do outro, pois sem boa programação não há faturamento real.

Desde do aparecimento da Internet, os veiculos sucumbem, menos o radio, que segue firme. Desde então existem radios comerciais pelo mundo afora, aprimorando seu conteúdo (programação em si) e diminuido seu contingente de pessoal. É chato? é. É preocupante? é.

 E talvez cheguem a determinante que o radio funciona melhor com poucas pessoas, lembrando o velho radioamador talvez, e fazendo crer que o radio da época da Radio Nacional era um erro pelo numero de pessoas em ação.

Vou arriscar uma coisa que pode ser ate um disparate para alguns. O radio de hoje funciona perfeitamente sem a presença de profissionais de vários segmentos.

PARABÓLICAS
O destaque profisional deste ano ficou para Jorge Felix, que atuou na Copa do mundo pelo Sportv, emissora da Globo

A revelação deste ano ficou por conta de Mayla Venturini, que soube levar com profissionalismo oque lhe foi confiado

Há de se louvar a volta de Amaro Neto a casa antiga e do trabalho excelente de sua estação de TV num todo. Bom ano.

O trabalho do ano fica por conta dos profissionais da SimFm Vitoria tendo Juninho Mhz á frente. Sairam do nada e chegaram a pontuar no Ibobe

Na Gazeta, por exemplo, nada a enaltecer, a não ser o programa série sobre o Rio Doce

A radio do ano fica á cargo da FmSuper do Kazinho, provando que ele sabe o que faz e faz sózinho, sem diretores e gerentes abelhudos, que so atrapalham e so querem aparecer, pois não entendem de nada. Parabens


MENSAGEM FINAL

A sociedade é maior do que o mercado. O ouvinte não é consumidor, mas cidadão. Radialismo é serviço público, não espetáculo.Alberto Dines (adaptado para o radio)

quinta-feira, 27 de novembro de 2014


PASSO A PASSO

Vale ressaltar que o término do espectro AM será um marco no radio...o que poderíamos dizer “o antes e o depois”. Para os que não estão por dentro do processo, que volto afirmar, é importante, aqui está o passo a passo resumido.

De março a setembro deste ano, o Ministério das Comunicações realizou sessões públicas em todos os estados brasileiros para receber pedidos de mudança de faixa. Nesses encontros, 1.380 radiodifusores fizeram a solicitação formal de migração por meio de um formulário.

Depois de receber o pedido dos radiodifusores, a Anatel realiza estudos de viabilidade técnica em cada unidade da federação. O objetivo é determinar se há espaço no espectro para a migração de todas as emissoras interessadas em cada município, de acordo com o plano básico de distribuição dos canais.
Para fazer a alteração de faixa, os radiodifusores terão alguns custos. Eles deverão pagar a diferença entre o valor da outorga em AM e a de FM. Além disso, deverão ter gastos com equipamentos para transmitir o sinal em FM. Este valor será fixado por uma consultoria contratada pelo ministério.

Aqueles que não participaram das sessões públicas tiveram até o ultimo dia 10 de novembro para pedir a mudança. Cerca de 80% das rádios AM de todas as regiões do país pediram autorização para migrar. O MiniCom recebeu um total de 1.386 pedidos de migração, em um universo que engloba 1.781 emissoras em todo o Brasil

No Paraná, onde existem 180 rádios AM, o número de pedidos chegou a 162. Os requerimentos atingem mais de 80% no Rio de Janeiro, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Paraíba, Alagoas, Pernambuco, Acre, Roraima, Tocantins, Goiás e Mato Grosso.

MENSAGEM FINAL
Quem planta espinhos não deve andar descalço. Adágio Popular



TECNOLOGIA E CONTEUDOS

As coisas mudaram na comunicação de um modo geral, principalmente no meio digital e a segmentação é que puxa isso para quase infinito de opções., Sites, conteúdos e plataformas surgem constantemente. As Agencias de Propaganda são as que mais sofrem com isso. Talvez elas não consigam acompanhar tamanha diversidade de comunicação direta disponível na web

Segundo pesquisas “fast line” existem  termos reais, que já são praticas reais e não futuras, como, por exemplo, mídia programática, propaganda nativa, otimização de espaço na net, etc.  Alias qualquer um pode se considerar um consumidor sempre conectado. Basta estar com a internet aberta.

A competição na internet é intensa. Você e sua empresa ou sua marca concorrem a todo segundo com outras marcas e empresas, todas disponíveis facilmente no Google, YouTube, FaceBook. Enfim, tudo compete com tudo seja aonde for.

Baseado nessas premissas, anunciantes e agencias precisam pensar em novos conceitos, fortes conceitos, afinal toda história da publicidade é ligada aos conteúdos, mas conteúdos criados por eles. Hoje os conteúdos estão soltos á disposição de qualquer um.

O numero de opções e de variáveis tende a aumentar com tempo complicando ainda mais a vida dos anunciantes e das agencias. É a o andar veloz da tecnologia. Se o presente e até mesmo o futuro da mídia é o conteúdo é preciso se reciclar a cada segundo para poder oferecer o melhor aos clientes e a você mesmo.


MENSAGEM FINAL


Se resistimos às nossas paixões, é mais pela fraqueza delas que pela nossa força. Duque de La Rochefoucauld


SOMOS CULPADOS?

Os meios de comunicação estão multiplicados e com isso a informação chega exacerbada. Vamos a um exemplo. Essa operação Lava Jato. Quando a imprensa começa a noticiar um fato, principalmente sobre justiça e política, ela incorre no tempo que durar esse caso, ou seja, por muito tempo.

A imprensa fica martelando todos os dias sobre episódios do fato. O povo quer acompanhar e saber no que vai dar, mas isso demora e a imprensa continua noticiando o fato todos os dias. Pior que isso, que a maioria dos cidadãos sabem que não vai darem nada. Ninguém vai ser culpado e o nosso tempo foi tomado á toa.

Principalmente nesse caso, todos sabem que existem culpados, os que foram presos – que para mim isso é fachada – e os que não foram, pois esses são presidentes e ex presidentes da república. Não podem ser presos.

O advogado Thomaz Bastos, morto recentemente, quando Ministro da Justiça de Lula, “reaparelhou” a Policia Federal. Coincidência ou uma amostra de que o Brasil era outro? Vimos a PF em ação e gostamos de ver, mas pra mim tinha o dedo “justiceiro” de Lula por trás. E feitiço, nesse caso, não pode voltar contra o feiticeiro.

Mas voltemos ao caso proposto. Sou da imprensa e acho que sua atuação no Brasil de hoje necessita de uma reavaliação. Falta de outros assuntos? Falta de uma imprensa investigativa, hoje nas mãos de um Estadão e de Veja apenas? O caso é que todos os dias falam do mesmo caso, casos sem solução, e que só fazem cansar a gente.

 Não nos cabe sermos alienados, temos de saber, mas repetir as mesmas informações, mesmo sendo culpa de terceiros (no caso da justiça) e sabendo que não vai dar em nada, faz perder um pouca a cedibilidade de nosso imprensa.

Isso que acontece na Petrobras, até meu neto de sete anos sabe de quem é culpa. E eu, vendo tudo isso, já me sinto um colombiano, um venezuelano, sem ORDEM de nada em meio a um PROGRESSO decadente.


MENSAGEM FINAL


Um novo claro Brasil surge, indeciso, da pólvora. Meu Deus, tomai conta de nós. (em 1930) Carlos Drummond de Andrade


CARAS DE PAU

Como todos sabem, o governo atual desandou a “dar” rádios comunitárias á torto e a direito a qualquer comunidade de qualquer município brasileiro. É a política popular do PT. Mas o que aconteceu recentemente em Brasília foi um acinte á classe da radio comercial, ou seja, as tradicionais, aquelas que tem potencia.

As rádios comunitárias cobraram ações do Executivo e do Legislativo para o fortalecimento da comunicação não comercial. As reivindicações foram apresentadas, no recente  Fórum de Comunicação Pública, realizado na Câmara dos Deputados. Algumas dessas ações poderiam ser viabilizadas por decretos ou portarias do Executivo, outras dependeriam de alterações na lei que criou o Serviço de Radiodifusão Comunitária. Sintam vocês o abuso.

Agora pasmem! Para garantir a sustentabilidade dessas emissoras, o coordenador-executivo da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (Abraço), defendeu a criação de um fundo financeiro, a exemplo do que já existe para a radiodifusão pública.

"A radiodifusão comunitária precisa participar desses recursos, até para poder garantir a sua autonomia e sua independência em relação aos poderes políticos e econômicos de onde ela atua", disse ele.

Mas eles não estão mortos, pelo contrario, também  debateram sobre a migração para tecnologia de radio digital. O representante das radio comunitárias afirmou: "Da forma como o debate está feito, não temos a garantia de que seremos contemplados com esta tecnologia, de acordo com os nossos interesses e necessidades”, disse.  
O Movimento Nacional das Rádios Comunitárias (MNRC) alertou para o risco de endividamento das emissoras diante dos custos elevados previsto na migração para a tecnologia digital. Em média, a arrecadação mensal das rádios comunitárias está em torno de apenas R$ 10 mil. Mas acho que esse

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Um olhar carinhoso faz de um prato comum, um banquete. Provérbio Francês

sábado, 8 de novembro de 2014


TA NA HORA

O governo deu prazo ate o fim de dezembro para todos que desejarem fazer a conversão do AM para o FM. Muitos radiodifusores começam a se apressar na papelada que tem de apresentar a Anatel. Mas assim que receberem a autorização, tem mais um período curto para se adaptarem tecnicamente ao processo.

Aí que entra a parte mais difícil. Mexer com gente, mexer com transmissão, com parte de estúdio, etc. Isso tudo tem de ser mudado. E o mais importante, afinar a programação, uma que irá condizer com o novo som. Volto a afirmar, o som será de FM e não stereo. Será o mesmo som que ouvimos nas televisões, por exemplo.

Os proprietários e dirigentes de emissoras AM’s que optam pela conversão têm de pensar muito antes de fazer a troca. É gasto extra e uma outra mentalidade de fazer radio. Uns já têm emissoras em FM e outros vão estrear nessa fase, mas tendo sua radio em AM antes.

E os profissionais também. Aqueles que serão aproveitados terão de ser avaliados a uma nova filosofia. Não adianta ser FM, mas executando propaganda sem qualidade, locutores falando errado e tocando musicas sem qualidade de áudio. Não adianta ser FM sem uma plástica condizente com a nova qualidade de som.

Espero que o preconceito das agências de propaganda, que já existe com as rádios, mude um pouco com a nova era do radio AM com qualidade de FM. Espero que o mercado acorde para o melhor veiculo de todos, agora em FM.


MENSAGEM FINAL
Sem a teoria, a prática nada mais é que a rotina dada pelo hábito.
Louis Pasteur
PROFISSÃO E DEDICAÇÃO

A profissão de radialista é bem interessante. Ela atrai as pessoas pela sedução da musica, da fala, do contato através dos sons. De quando em vez conhecemos sempre alguém que diz que o radio o atrai, que queria trabalhar em radio, fora aqueles que, mesmo tento outra profissão, gostam também de fazer radio.

O radio é tão importante nas vidas das pessoas, que basta dizer que a televisão, que tanto seduz o povo aqui no Brasil, veio do radio, ou seja, dos profissionais que faziam radio.

Mas descobri, depois de estar muito envolvido no radio, que este é bem egoísta com agente . Mas é assim apenas com aqueles que fazem  com dedicação, levando a sério e não por apenas “gostar de fazer rádio”, pois quem gosta mesmo de fazer não vê o tempo passar.

O radio, quando feito com afinco, é uma eterna preocupação. Os familiares, muitas vezes, cobram da gente o tempo que dedicamos a ele. Tem uma maioria que apenas “cumpre horário”. São aqueles que conseguiram chegar mas não conseguiram emplacar um bom trabalho. O radio está cheio deles.

Antigamente existia uma máxima no radio. Ele é 24 horas, 365 dias funcionando, dia e noite, feriado, fim de semana. Muitas vezes havia escala para feriado e tinha sempre alguém chiando, no que a gente dizia. ‘Ei, amigo, escolheu a profissão errada. Se não quer trabalhar em feriado ou fim de semana, vá ser bancário” Claro, não desmerecendo essa profissão.

Lembro de conhecer alguns colegas que perdiam noites e fins de semana enfurnados dentro da radio, desenvolvendo projetos de programas, projetos de plástica da emissora e até projetos técnicos. Faziam isso sem sentir que dia da semana era.

Hoje não é tanto assim, mas a magia continua para as pessoas que se iludem em trabalhar em radio, que exige afinco ao extremo, e para quem é do radio na essência da palavra, a mesma dedicação.

O radio continua a ser o melhor dos veículos até hoje!

MENSAGEM FINAL
O homem não pode renascer sem sofrer.
 Alexis Carrel
MUDANÇAS

Parece inconcebível, mas não é. Hoje em dia esta muito difícil acertar uma programação musical no radio, principalmente no FM. Muitos colegas ou mesmo os incautos não irão entender o que escrevo, mas tentarei me fazer entender.

Começamos com a programação musical livre das Mas do passado, onde se tocava tudo e agradava a todos. Depois surgiram as primeiras FMS e com o estigma de radio de elevador, começaram a se complicar a partir daí.

Em seguida, vendo que esse tipo de radio não era adequada e com forte influencia das FMS americanas, que surgiam no estilo “quente”, muitas começaram a se assanhar na linha musical.

Sempre copiando o mercado externo, tentaram o “segmentarismo” e aí ficaram limitadas a um estilo único de ouvinte. Tem varias assim por aí, no funk, no pagode, na MPB, no rock, gospel etc. Um jeito menos corajoso de fazer programação musical abrangente..

Esse vertente musical segmentada, atrapalhou também  se fazer uma radio de estilo musical amplo, além de outros fatores  remando contra isso. As musicas baixadas na Internet, as rádios da web, as chances de ter uma radio própria na net e por aí vai.

A seleção musica ampla até que dá certo, desde que o ouvinte tenha paciência de ouvir a emissora. Ele não tem, justamente pelo fatores expostos acima. Como combater isso hoje em dia? Não sei também.

Talvez com muito trabalho, com muito amor, com inteligência, com som de primeira, com alcance distante, com boa equipe e compreensão e aval de todos envolvidos e com uma paciência de monge.

MENSAGEM FINAL

A fidelidade é uma das coisas mais cobradas em nossa cultura, em qualquer campo. E não passa de ficção...  Regina Navarro Lins

FACILIDADES

Entre o meio radio existe uma concorrência surda que prejudica as emissoras comerciais; as rádios comunitárias. No atual governo, foram ofertados milhares delas por todo Brasil, naquela de ajudar os mais necessitados. Com isso qualquer bairro de qualquer cidade brasileira tem uma radio comunitária.

Mesmo sendo classe comunitária, todos querem ter a sua bem feita, bonita, com bons equipamentos, principalmente os de software, fora captação e transmissão. E depois tem de ter gente para cuidá-la e mantê-la viva. É aí que entra nosso argumento.

Com o advento do computador, da Internet, ficou muito fácil fazer uma programação de radio comunitária. Usando um programa executor de musica, como ZaraRadio, é só enche-lo com os milhares de podcasts disponíveis na net. São sites que tem programas e programetes prontos para downloads grátis, de diferentes formatos e tipos, desde musicais, esportivos, humor, políticos, religiosos, etc, etc.

Uma radio comunitária, se o líder da comunidade ganhou por ganhar, ele a mantém no ar com este tipo de programa, e baixa os conteúdos em casa e os envia através de pluggins próprios. Se a radio for na própria casa, melhor. É a radio de um homem só.

Os que preferirem ter uma programação “ao vivo” colocam aqueles locutores que falam demais, misturados com musicas. O locutor pode ser o responsável pela radio. Sai tudo grátis, menos a luz, pois a internet vai de graça também.

Mesmo não podendo, eles arrecadam alguma grana no comercio local e ainda morrem de rir disso. Mas o radio comercial tem uma solução para combater e ganhar essa luta. Por ter uma estrutura melhor, mais profissional, as rádios comerciais podem fazer o mesmo e saírem ganhando com isso.

É a radio do futuro; toda gravada, parecendo ao vivo, com potencia de alcance, com conteúdos bem feitos, faturando e tudo isso com baixíssimo custo...ou quase nenhum.


MENSAGEM FINAL

Você pode morrer muito depressa; mas ainda tem tempo para se livrar de suas paixões. Seja humilde em relação a todo mundo.    Marcus Aurelius

segunda-feira, 22 de setembro de 2014


McCARTNEY&HENNING

Há 40 anos conheço o carioca e companheiro Edú Henning com essa paixão pelo Beatles. Lembro que vi Edu operando mesa na Radio ES e tocando musica dos Beatles. Depois vieram oportunidades onde ele pode configurar essa admiração pelos FourFabs em varias rádios e TV’s do Estado.

Fazendo programas radiofônicos com os Beatles, Edú foi se aperfeiçoando na historia deles, ao ponto que não resistiu e fez uma banda musica só executando musica com a marca Lennon&McCartney. E foi com a Big Beatles que começou a frequentar Liverpool na sua anual Semana Beatles, além de shows mensais em Vitoria, sempre com um nome marcante da MPB cantando Beatles.

Toda chance que temos de conversar, fico ouvindo as histórias de Edu em sua relação com eles, via companheiros ou ex-músicos dos 4. Em sua casa, Edu tem uma sala ampla e preparada só com coisas deles, tipo, autógrafos em quadros, discos e shows inéditos, instrumentos, livros, palhetas e varias outras coisas que adquire na Inglaterra ou em outras partes do mundo, quando viaja.

Dias atrás, Edú teve a chance de sua vida. Ser um dos membros oficiais a acompanhar a trajetória de shows de Paul MCartney no Brasil. Será um produtor operacional dos shows, onde tiver a apresentação do ex Beatle aqui no Brasil e depois, quem sabe, seguir junto por este mundo nessa ultima torne do líder dos 4.

Para isso, Edu Henning não titubeou, interrompeu sua atuação como Diretor Geral da Rede Sim. Ele disse que se não aproveitasse essa oportunidade ela não seria feliz no trabalho. Edú apenas seguiu o caminho de sua lenda pessoal. Boa sorte!



MENSAGEM FINAL

Amar não é aceitar tudo. Aliás, onde tudo é aceito, desconfio que há falta de amor. Vladimir Maiakovski


RENASCER

Ao término do horário político obrigatório no radio e na televisão, todos do meio respiram aliviados. Aliás, toda audiência. Sempre fui de opinião que esse horário político é um avilte ao povo brasileiro, que se vê obrigado a ver algo que não o faz decidir por nada, ou então desligar os aparelhos.

Na realidade, todos os veículos são obrigados a mexerem na programação em função deste horário. Muitas vezes perdem uma audiência conseguida por muito trabalho. Quando acaba o martírio, tentam voltar com tudo o que tinha antes na linha de programas, o que ás vezes é difícil.

Mais uma vez conseguimos sobreviver a mais um horário imposto. Muitos veículos voltam cheios de ideias, pois se avizinha o fim de ano com sua magia comercial e espiritual e melhor ainda, o verão começa a “bombar” com seu clima quente e descontraído, pronto para muitas promoções nas rádios de ponta.

Por outro lado, os candidatos eleitos nestas eleições, esperamos uma grande renovação, uma mudança de ideias e de ideal. Muitos deles, sabemos, são contra e este horário político imposto, assim também  muitos  membros do próprio Tribunal Eleitoral.

Vamos aproveitar mais um período de calmaria nos veículos de comunicação do país, já que em 2016 tem eleição para prefeito e vereador e volta toda essa agonia, no sentido exato da palavra. E vamos ouvir musica nas rádios enquanto é tempo!

MENSAGEM FINAL

Eduque suas tendências optando por aquilo que traga alegria ao seu espírito. Enrico Oliveira

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

PELAS REDES SOCIAIS

Foi realizada uma pesquisa monstro sobre os posts no Facebook, Twitter e Instagram. Foram coletados mais 80 milhões de posts e comentários em 2013.
De acordo com o levantamento, o Twitter foi a rede social com maior participação (57,2%), seguida pelo Facebook (40,9%) e Instagram (1,9%). Em dias de semana, os usuários do Twitter e Facebook mostraram um comportamento semelhante, com o aumento das postagens começando na segunda-feira, atingindo seu ápice às quartas e quintas-feiras, e caindo bruscamente aos finais de semana. No Instagram, verifica-se o oposto: os usuários preferem postar aos finais de semana.
No Facebook, o feed de notícias é mais agitado às quinta-feiras, representando quase 16% do total de posts. Durante a semana, há um horário com mais publicações no Facebook. Antes do almoço, das 11h às 12h, e pré-saída do trabalho, das 16h às 17h.
Terças, quartas e quintas-feiras são os dias preferidos para usar o twitter. O pico de posts ocorre nas terças-feiras à noite. A quantidade de tweets começa a ter um número expressivo a partir das 11h e mantém o padrão médio durante o resto do dia. Esse número só aumenta nas terças-feiras, das 22h às 23h.

No Instagram, aproximadamente 32% das publicações são feitas no sábado e no domingo. Durante a semana, a utilização é mais noturna, pois o número de publicações costuma crescer a partir das 17h. Os períodos da tarde e da manhã são menos movimentados na rede social de fotos. O número de postagens nas 3 redes sociais continua alto na volta pra casa, entre 17h e 20h, o que pode ser explicado pelo uso das redes sociais em dispositivos móveis.

Por isso que cada vez mais, as agências e empresas precisam conhecer o seu público nas redes sociais, para direcionar o conteúdo certo, na rede certa e no horário com mais impacto. As agencias precisam ter acesso a essas informações de mofo oficial, senão dançam!

MENSAGEM FINAL

O que convence é o caráter de quem fala e não o seu argumento. Menandro

sexta-feira, 12 de setembro de 2014







CAPTADAS
Vamos saber de algumas opiniões de gente que está no comando de rádios importantes no Brasil. Participavam em fórum sobre mídia, realizado recentemente em São Paulo. Disseram o seguinte:

“O rádio já se repaginou em outros episódios, e agora precisa se recriar novamente. Precisamos criar oportunidades diferenciadas” Newton Geigher, diretor da Transamérica FM 100.1 de São Paulo
    
"Precisamos melhorar a auto-estima do Rádio. O Rádio é tão importante que empresas somem, mas a marca sonora delas permanece na memória das pessoas” Carmem Azulai, presidente da Acert

“Grandes rádios terão relevância em qualquer plataforma porque somos produtores de conteúdo multiplataforma. Temos que qualificar a nossa mão de obra, saber abordar o cliente, desenvolver um discurso adequado e disponibilizar informação" Acácio Costa, diretor da Estadão AM 700 FM 92.9 de São Paulo

"O rádio cada vez mais será ao vivo e, por isso a importância da figura do comunicador, que é um dos nossos diferenciais. A rádio pode garimpar localmente pessoas representativas de suas comunidades"Bruno Tyscheller, diretor da CBN AM 780 FM 90.5 de São Paulo

Nota-se que essas opiniões foram em detrimento a Internet em confronto com o radio, principalmente no tocante a propaganda. Nós aqui, sabemos disso e vamos além: Achamos que a Internet é nossa aliada, na realidade a Internet virou um instrumento para o radio e vice versa.
Acontece que existe um contratempo. O avanço tecnológico da Internet é superior ao do radio e isso causa uma certa preocupação e uma acuidade maior.
PARABÓLICAS
É verdade. Parece que Paul MacCartney se apresenta em show aqui em Vitória, mas precisamente no Kleber Andrade ainda em novembro.
Claudio Jansem é um bom executivo de contas, se dedicando hoje a Rede Vitória, TV e radio
Renatinha Fermo é quem assessora diretamente Vladimir Godoy em seu programa independente de TV
Marcos Som, com sua competência profissional é quem cuida com todo carinho da parte técnica do Grupo UVV
Cleílton Bastos, jovem promissor do radio, saiu da America e agora esta na Assessoria do IESES
Carlinhos Gambi, reservado como sempre, de vez em quando pinga algumas mensagens pelo Facebook
MENSAGEM FINAL
Metade da nossa fortuna é arruinada pela nossa burrice. A outra metade é destruída pelo nosso governo. Herbert Marcuse




ESSES POLÍTICOS

Qualquer um de nos conhece mais de um político ou candidato. Mas a gente pensa que conhece mesmo aqueles que temos um contato mais amiúde.

Depois de certo tempo passei a analisá-los um pouco melhor. Tinha na família e tenho alguns políticos, a começar pelo meu bisavô, que fundou a primeira maçonaria de Cachoeiro, a Fraternidade e Luz. Depois tive um tio e agora tenho um primo político.

Salvo estes, os políticos são muito engraçados. Na época de eleição, nas campanhas, eles têm de ser artistas e representar, mas a maioria não consegue. São poucos com esse dote. E aí começa uma série de desacertos.

É uma verdade quando povo fala que eles só aparecem nas campanhas. Fora deste período só os vemos através da imprensa. Outra coisa. Ninguém, em estado normal, queria ver seu rosto sem eira nem beira em algum grande cartaz, sorrindo não se sabe de que, pois eles topam fazer isso em época de eleição.

E não sabem como ficam mal pedindo voto no radio e na TV. Mas tem uma coisa que temos de reconhecer. Nesta fase eles não param e realmente devem anda cansados de tantas caminhadas, tantos abraços, tantas viagens, longas e curtas, tantos terêtetê no ouvindo e muito dinheiro gasto. Esse dinheiro, mesmo não sendo deles, eles terão de pagar de uma forma ou de outra.

Eles nasceram para isso, para o poder e para alcançar esse poder fazem qualquer negocio, mesmo que soe ridículo. O poder é bom! E além do mais é só um período de quatro em quatro anos ou conforme o caso, dois anos para muitos deles.


MENSAGEM FINAL
Noventa por cento dos políticos dão má reputação aos outros dez por cento.

Henry Kissinger

POLITICA&OPEC

Primeiramente para quem não sabe, OPEC são as iniciais de OPERAÇÕES COMERCIAIS, ou seja, na TV e no radio é quem programa os comerciais e chamadas. Musica, vinheta é outro departamento. Vamos falar de Opec na política.

De quatro em quatro anos, ano de campanha política, este setor sofre programando milhares de spots de 30, dos candidatos. É uma lei antiga, advinda da obrigatoriedade imposta pelo governo, já que os dois são concessões.

Com a isso as Opecs se vêm saturadas de autorizações, previamente avisadas e elaboradas pelos T.R.Es, enchendo os intervalos comerciais das rádios e das TVs, que por sua vez já estão cheios de propagandas de seus clientes.

A pior campanha para as Opecs é esta para majoritários, pois congrega coligações para presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual. Embora sejam 45 dias antes do dia das eleições, essa fase é bastante desgastante.

Segundo um amigo, ele disse que quem quiser procurar algumas produtoras de áudio e vídeo, ou alguma gráfica, pode esquecer, já que elas estão lotadas com material de campanha, segundo ele, nem sempre totalmente remuneradas no fim de tudo.

Vocês que apenas assistem o horário eleitoral e as inserções no decorrer das programações, não faz ideia de como se grava isso, de como se entrega isso, de como se programa.

É preciso urgentemente acabar com isso, seja pelo próprio T.S.E ou através de uma reforma política, que eu não acredito passar.


MENSAGEM FINAL

A paciência com os outros é amor. A paciência consigo próprio é esperança. A paciência com Deus é fé. Adel Bestavros
“SEO” PIQUITÓTE MARATAISES

Vamos viajar no tempo, criar nesse tempo e ao mesmo tempo sentir a verdadeira comunicação.

Nos anos 60 e 70, de nossas férias em Marataises, existia uma casa de víspora, como era denominada a casa de bingo do velho piquitóte. Seus filhos é que tomavam conta, já que ele, naquela época já era idoso.

Mas o nome do lugar que deixava a gente encucado “O QUE É O MUNDO”. Nós da época, muito jovem ainda, completava a frase falando “ UM PINICO SEM FUNDO” No alto verão era muitíssimo frequentado por todos os veranistas e daqueles que só estavam de passagem.

 Lembro que ele depois mudou seu O que é o Mundo para perto da Estação da estrada de ferro, que depois Camilo Cola deu um jeito de colocar a Itapemirim ali. Antes era ali, ao lado do Hotel de Dona Balbina, em frente a casa de João Pedro Secchin, o Pedroca, que deve ter lido mil vezes o nome daquele lugar.

Mas hoje, pensando bem, tem um mistério nisso tudo. Pra mim, o velho tinha algum amigo dos estrangeiros e este inventou esse nome estranho, e um tanto moderno para aquela época, moderno não, misterioso. Ou será que o mundo já seria um jogo, um jogo duro?

E mais, esse amigo deve ter apelidado o velho em inglês, e o pessoal aportuguesou. Que tal PIC TOUCH? Tudo a ver com o jogo. PIC são as quadras e o movimentar das pedras (caroço de feijão) o TOUCH.

Desculpe se fui longe demais na “imagination” mas que bateu, bateu. E o nome do lugar era um verdadeiro case de comunicação.



MENSAGEM FINAL

Filosofia é a batalha entre o encanto de nossa inteligência mediante a linguagem.  Ludwig Wittgenstein

quinta-feira, 4 de setembro de 2014



CAFE LINDEMBERG

Parece que foi ontem que Cafe tinha uma mesa na sala da diretoria da Rede Gazeta, recém chegado do Rio onde tinha terminado seu curso de economia. Estava ali como Diretor das rádios da Gazeta, a Gazeta FM e a Gazeta AM.

O Sistema de radio foi criado com a junção da sociedade com Paulo Gava, que trouxe a Litoral a Antena 1 e depois a que virou CBN. Café (que são as iniciais de seu nome, CArlos FErnando mas virou Café), continuou diretor e depois passou o comando das emissoras para a jornalista Aurelice Aguiar.

Lembro que em sua sala, ele vivia mexendo com o computador, criando gráficos para controlar o sistema da fazenda que a família tinha em Linhares, além de exercer seu papel de um dos diretores da Rede Gazeta. Foi aprendendo e tomando conta do negocio, já que sei pai o Carlos Fernando Lindemberg,  Cariê  queria passar logo o bastão, virando apenas parte do Conselho.

Pois bem, Café “tocou o barco” com maestria, lógico, ajudado pela família. Sua empresa, que vive do negocio, prosperou, mas teve seus tropeços, como a aquisição do parque gráfico importado, justamente quando o pais entrou em crise. Saiu ilesa.

Sempre solícito e educado, Café sempre teve ao seu lado o respeito e a admiração de todos os funcionários e dos concorrentes também. Pois bem, um dia soube que ele havia sido empossado presidente na importante Associação Nacional dos Jornais (ANJ), que tem membros os Frias, Sirotsky, Marinhos e Mesquitas.

O que achei interessante é que foi reeleito por mais um período e tem o motivo da aprovação destes nomes para que Café continuasse. Ele defende dois projetos de ponta para os jornais do Brasil. Um, de não perder anúncios (que vinha caindo) com campanhas inteligentes e chamativas, aprovadas por todos.

A outra, a metrificação dos espaços dos anúncios na internet, para poder classificar preços dos anúncios para as agencias. Aprovado também, já que todos os grandes jornais têm seus sites de noticias na Internet e com muitos anúncios. São duas frentes antagônicas mas que no fim acertam e finalizam os dois de seus produtos, o jornal e a Internet.

Sem sombra de dúvida, Cafe é mais um capixaba que brilha no Brasil e exterior, por conta da ANJ

MENSAGEM FINAL

Todo homem tem a si mesmo como propriedade. E sobre esta ninguém tem direito, só ele. John Locke

sexta-feira, 22 de agosto de 2014


TÓPICOS IMPORTANTES

PRIMEIRO – o Ministério Público entra com ação na justiça contra o Ministério das Comunicações, cujo teor de que o órgão é omisso  á lei que trata de subconcessões, principalmente para igrejas e produtos de televendas. O Código Brasileiro de Telecomunicações determina apenas o tempo limite destinado à publicidade em canais abertos: 25% da programação. Desse modo, mesmo que pastores ou empresas privadas aleguem ter comprado espaço publicitário, a prática continuaria sendo contra a lei nos casos de horários alugados em quase toda a grade diária de uma emissora. O Ministério das Comunicações permanece omisso sobre o caso, não se manifestou (é porque está errado)

SEGUNDO – Pesquisa recente do Ibope Média, mais um braço de pesquisa do Ibope, mostrou resultado sobre o Jovem Digital Brasileiro; nele 68% dos jovens pesquisados ouvem radio, principalmente na Internet. A pesquisa mostra que o consumo de outros meios também é expressivo entre os jovens, sendo que 92% assistem TV e 68% escutam rádio. Além disso, a internet deve ser reconhecida hoje como uma plataforma estratégica de interação e engajamento com os outros meios. Eis a facilidade de adesão de todas as classes.
TERCEIRO - O horário eleitoral gratuito tem um escoamento de plateia de ano para ano. A TV paga continua como a grande concorrente das TVs abertas neste horário político. Nas eleições presidenciais passadas, a TV por assinatura tinha cerca de 9,7 milhões assinantes no Brasil. No primeiro trimestre de 2014, o número de clientes do serviço bateu a casa dos 18,7 milhões. Redes como Globo, SBT e Record já esperavam uma queda entre 5% e 10% em suas médias diárias de ibope durante o horário eleitoral, que ficará no ar ate 2 de outubro. São cerca de 2h30 por dia destinado ao assunto, somando propagandas políticas e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

MENSAGEM FINAL


O coração nunca envelhece. Basta um sorriso, um nada, um alvoroço, e tudo nele se ilumina e aquece. Padre Antônio Feijó

quinta-feira, 14 de agosto de 2014


A VOLTA

Após a Copa e ao reiniciar o Campeonato brasileiro, me senti um paraguaio barato, ridículo, vendo os jogos. Até a transmissão da TV voltou a ser a mesma, ou seja, sem nenhuma emoção. Aliás tem sim, o Flamengo passar por estes vexames.
Nós já vínhamos acompanhando a Copa dos Campões da Europa, naquele jogo de passes rasteiros certos e que todos aplicam.

O futebol brasileiro está  em decadência acentuada. O jogo que vemos aqui é bola lançada pelo alto, que na maioria das vezes não dá em nada. Todos jogam assim no Brasil. Eis um dos motivos dos 7 a 0. Está na cara de todos. Até pouco tempo a gente exportava jogadores, hoje importamos. Vejam os estrangeiros. Todo time brasileiro dos grandes centros tem um ou dois.

Vamos jogar a culpa em todos, não só nos jogadores, que aqui fazem corpo mole para as disciplinas, diferente de lá fora. Vamos culpar os dirigentes. Tem cabimento um Marin dirigir a CBF? Tem cabimento, depois de um vexame na Copa aparecer com um Gilmar Rinaldi para dirigir o futebol brasileiro? Quem é ele? E Dunga o retrocesso? A culpa é dos dirigentes, la como aqui.

Aqui, a culpa vem de dirigentes, tanto dos clubes como do órgão máximo capixaba. Antes os dirigentes davam a vida pelos clubes. Vi assim no Rio Branco, na Desportiva, no Vitoria. Hoje, eles não estão nem aí. Mesmo assim tem torcedores e eles sofrem.

De que adianta Copa ES, Campeonato Capixaba? Não leva a lugar nenhum, pelo contrario, piora como ocorre com o RB. E quando tem um time capixaba na série (deixa me ver....) D ou F, não sei bem, dão vexame. E ainda tem imprensa que leva fé, acompanha, mas para no fim dar em nada.

É preciso profissionalizar, tornar empresa o futebol como um todo. Chega de amadorismo. Amadorismo era na época de Salustiano Sanches, Kleber Andrade, Manoel Ferreira, que mesmo amadores, sabiam dirigir um clube. Depois que a Desportiva virou Capixaba e o Rio Branco perdeu o estádio, acabou tudo. Vai ser difícil reerguer. Verdade nua e crua!


MENSAGEM FINAL

“Muitas vezes é a falta de caráter que decide uma partida. Não se faz literatura, política e futebol com bons sentimentos...” Nelson Rodrigues


ENTREVISTA HOJE

Raramente recorremos ao expediente de fazer entrevista virtual aqui neste espaço, somente para casos raros e especiais. O que o jornalista tarimbado Carlos Tourinho fez, merece este desvio de conduta da coluna. Vamos entrevistá-lo sobre sua tese, recentemente concluída em Portugal

JRM – Tourinho, sua tese fala diretamente sobre interação em um jornalismo praticado em telejornais nos dias de hoje.
CARLOS TOURINHO – Quando surgiram às primeiras notícias sobre a implantação da TV digital terrestre (TDT - via ondas hertzianas) em vários países do mundo falou-se muito das vantagens para o telespectador: melhor imagem e som, mobilidade, portabilidade e... interatividade. O  que me propus a fazer foi identificar se a promessa da interação/interatividade estaria sendo cumprida no âmbito dos telejornais. Por que telejornais? Porque uma coisa é você dar voz ao telespectador numa transmissão  de futebol, num programa musical, e outra é dar poder ao telespectador de interferir ou questionar as notícias. O jornalismo é o principal cartão de visita de uma emissora de televisão. É ali que a emissora diz ao seu público quem é, o que pretende, e se é ou não confiável. Portanto, interação/interatividade no jornalismo significa compartilhar poder, estimular a autonomia e a cidadania de seus telespectadores. Foi isso que nos propusemos a entender e verificar. De certa forma, quando das manifestações de Junho de 2013, os jovens questionaram os políticos e os meios de comunicação neste sentido: são ou não representativos da população? Porque tomam para si a palavra final? Por que não ouvem o cidadão? A “interação” contribui neste sentido.

JRM – Você, em dado momento, chama seu estudo de “investigação” Toda tese é uma investigação ou seu estudo foi um trabalho ímpar de análise?
CARLOS TOURINHO – Toda tese é uma investigação. Assim como no campo policial (onde o termo é mais difundido) a ciência prescinde da investigação para certificar a autenticidade das hipóteses levantadas. Não basta ter uma opinião, “achar” alguma coisa. Um trabalho científico –e uma tese é um trabalho científico –deve ser construído a partir de estudos teóricos e empíricos. O pesquisador (ou investigador) precisa mostrar em detalhes como chegou a uma conclusão. Precisa provar  isso!


JRM – Você dividiu essa sua tese de três anos e meio de estudos em duas partes: Uma envolve o próprio desenvolvimento da televisão, inclusive com sua crescente dependência tecnológica e a segunda,você se baseia na interatividade do telespectador com os canais, inclusive, com aqueles que você trabalhou. É isso?
CARLOS TOURINHO – A primeira parte é teórica. Fala do desenvolvimento da televisão e do telejornalismo ao longo da história. Esta parte também aborda os diferentes entendimentos atribuídos aos conceitos “interação e interatividade” que são conceitos próximos, porém diferentes. A segunda parte da tese é a empírica. É onde, a partir de uma metodologia própria, faço a pesquisa prática (a investigação!), analisando seis telejornais (os três principais do Brasil e o mesmo número em Portugal) ao longo de três anos. É aí que vou identificar se estes telejornais praticam ou não a interação com seus telespectadores. Depois tiro minhas conclusões.


JRM – Conta aí porque de Portugal, caso possa resumir (riso)
CARLOS TOURINHO – Escolhi trabalhar meu tema no Brasil e em Portugal por alguns motivos. Primeiro porque sou brasileiro e, naquele momento, morava e estudava em Portugal. Segundo porque considero que estes dois países representam uma espécie de síntese do mundo ocidental: velho/novo mundo; Europa/América; primeiro mundo/ emergente; colonizador/colonizado; referências e influências europeias/referências e influências norte-americanas. Em comum, o fato de Brasil e Portugal possuírem laços históricos no período Colonial, um passado com marcas do autoritarismo e uma duradoura amizade entre seus povos.

JRM – Qual a sensação do dever cumprido e o que acontecerá com sua tese agora?
CARLOS TOURINHO – A sensação é maravilhosa pelo alívio de ver o trabalho concluído, pela oportunidade do aprendizado e pela possibilidade de ter contribuído para o avanço das pesquisas nas Ciências da Comunicação. Agora espero uma convocação para retornar a Portugal no final deste ano com o objetivo de uma apresentação pública da tese e uma sabatina com professores de várias universidades europeias. Só depois disso receberei o título. Na sequência penso em publicar a pesquisa. O problema é o tamanho: foram cerca de 450 páginas.



MENSAGEM FINAL

Não é porque as coisas são difíceis que não as desafiamos; é por não sermos corajosos que elas são difíceis. Seneca

INAUDÍVEL

Passando na rua, vi um sujeito sentado num tôco, ouvindo radio no celular. A música era inaudível, era um funk. O que leva um ser humano ouvir um funk? O que traz de bom e aproveitável as pessoas ouvirem musicas através de um minúsculo celular? Afinal musica se ouve com qualidade.

Lembro que extraia qualidade das musicas, ouvindo cada acorde, cada arranjo, através de particularidades dos sons, justamente porque a gente ouvia com certa medida de altura e o som era mais “cheio” através do vinil.

Com o tempo, foi mudando o material das musicas gravadas, que apesar de dobrar a tecnologia de gravação, com estúdios de ultima geração, diminuiu a qualidade de reprodução, um pouco com o CD e agora com os drives.

E com isso tudo, juntou-se a precária qualidade musical sonora, como musicas de funk e pagodes duvidosos, amplamente divulgados em emissoras de enorme apelo popular, o que leva uma fatia da população a ouvir essas porcarias em seus celulares, principalmente sem o plug de ouvido, assim, ao livre e em qualquer ambiente.

Não sei não, acho que isso contribuiu um pouco para a falência das gravadoras no mundo todo, já que esse fenômeno ocorre em todos os lugares, Mas aqui é demais. Viva a contracultura! E mesmo assim fico-me perguntando. O que leva um ser humano a ouvir essas coisas e desse jeito? Já sei! Cultura e gosto irão responder alguns. Tudo bem, e vence a ignorância.



MENSAGEM FINAL

Temo que tenhamos o apetite maior do que o ventre, e mais curiosidade do que capacidade. Michel Eyquem de Montaigne


INEVITÁVEL MUDANÇA

Nas reuniões preliminares no Tribunal Regional Eleitoral entre veículos e juízes eleitorais recentemente, foi ventilada uma possível e rápida mudança no processo eleitoral com o voto facultativo, em trâmite no Congresso Nacional.

Caso isso aconteça logo, muitas coisas irão mudar na política e nas campanhas e no modo de ser político. A começar com essa obrigatoriedade das mídias (radio e televisão) veicularem essas coisas ridículas que os políticos falam, mesmo os veículos sendo concessão governamental.

Nós, desses veículos, não aguentamos mais, quando o T.R.E nos convoca de quatro em quatro anos para reuniões com os partidos e suas alianças. Há um total abismo de interesses, mostrados claramente na intolerância e na ganância dos representantes partidários, talvez demonstrando com isso , talvez, como a classe política é.

Não sei se falamos por todos, mas se depender da gente que dirige e coordena veículos como radio e televisão, iremos torcer muito por uma reforma política capaz de mudar o voto obrigatório, para que acabe com esse tipo de coisa, obrigada, imposta, coisa que vem do passado e que não coaduna mais com os dias hoje.



MENSAGEM FINAL
Se com retidão queres ir, caminha só; quem se apóia inclina-se. M. Del Palácio


MORTE SÚBITA

O futebol brasileiro já não mais aquele. Isso todo brasileiro tem de saber, aceitar e se indignar. Isso não porque deu vexame na Copa é antes disso. Alemanha deu o exemplo, não como campeã, mas como avanço no futebol solidário e ambientalista.

Uma prova de que a coisa está mal foi a ida dos presidentes dos principais clubes do país ate Brasília para tentar mudar um pouco essa realidade. É financeira mas somente em relação aos compromissos com o governo; é técnico pois basta ver que todo time grande de mais um estrangeiro jogando aqui.

Enquanto a gente não voltar a ver nossos jogadores dando exemplo técnico aos estrangeiros, enquanto não ver esses jogadores sendo bem vendido, ou melhor, mantido aqui, nosso futebol vai acabar de vez. Hoje é inverso, contratamos jogadores de fora, a maioria medíocre.
Como poderíamos de ganhar uma Copa nesse estado de coisa?

A Alemanha deu e dá o exemplo: Chama-se planejamento, comprometimento e trabalho. Investiram no planejamento, se comprometeram na meta, inclusive pensando no social e trabalharam duro se  reclamar. É o futebol empresa, o futebol frio, mas com resultados emocionantes.

Aqui no Brasil o futebol doente continua na CTI, O Cruzeiro se destacando, a volta de Cacá, de Robinho, mudança de técnico, Atlético ganhando a Recopa. Tudo isso não quer dizer nada, não adianta nada, se não houver uma mudança de mentalidade urgente. E o futebol capixaba então, este não existe.


MENSAGEM FINAL
Temo que tenhamos o apetite maior do que o ventre, e mais curiosidade do que capacidade. Michel Eyquem de Montaigne