quinta-feira, 29 de maio de 2014



SEM ASSUNTO VI

Volta e meia fico sem assunto para fazer esta coluna aqui no Século. Bom, assunto tem, mas tudo a mesmice de sempre, nada de novo. Na política, as conversas fiadas, ou seja, os alinhavos de pré-candidaturas. Na justiça, o Supremo dando exemplos de subserviência, o que um grande mal.

Abro os jornais e sinto certa ojeriza na maioria das reportagens, não pelos repórteres, mas pelos assuntos. Esses estão muito cansativos. Mas... Paciência!

No esporte, vésperas de uma Copa aqui no Brasil, o negócio está meio estranho, o brasileiro desta fez vai deixar para torcer aos 45 minutos do segundo tempo, porque Ate agora não vemos nenhuma manifestação.
Demais campeonatos, em ritimo de paralisação.

Na economia, dá até enjoo.  Impostos crescendo, descontrole no abastecimento, compras equivocadas, juros exorbitantes e o comércio e a indústria, reféns de um governo incompetente.

Ah! Tem um livro salvador na cabeceira ou mesmo uma coleção de palavras cruzadas a fazer, porque se formos na televisão vamos sofrer demais. Telejornais sem força noticiosa, novelas ridículas, sem noção. Filmes fracos, salvando as reprises. Enfim, um caos.

Creio que não seja um problema pessoal, mas na realidade não tenho inspiração em nada para escrever uma crônica hoje.



MENSAGEM FINAL

Coragem é a mais importante de todas as virtudes, porque sem ela nós não podemos praticar nenhuma outra virtude com consistência.  Maya Angelou


PROVANDO O CONTRARIO

Este artigo foi escrito em 10/06/2005 e reeditado agora

A segmentação no radio e TV foi um artifício criado pelo mercado interessado em vender seus setores. Porque segmentação – que é sinônimo de preconceito de classes – num mundo que pede menos preconceito? Na realidade a segmentação no radio e na TV provoca limitação, separação e falta de ousadia para criar outros desafios.

Os veículos sempre procuram entreter, informar e divertir. Mudou alguma coisa? Continuam executando este tripé e quem não o fizer, estará alijado, claro. De uns tempos para cá, alegando a diversidade de mercado, inventaram o que chamam de segmentação.

Uma emissora como a CBN é taxada de segmentada em informação. Perde mercado para quem gosta de musica. Por acaso são contabilizados seus ouvintes que gostam de noticias? Uma radio como a Jovem Pan, embora em “rede”, é incluída na segmentação jovem. Isto a impede ser mais séria em informação deixa de executar musica mais bonita e melodiosa diferente do ‘bate-estaca’ que é a tônica dela.

O publico jovem poderia gostar de uma radio que tenha uma locução simpática e não ligeira, uma seleção que inclui um rock cadenciado, da mesma maneira que o consultório médico pode ouvir na mesma emissora um Jorge Vercilo, por exemplo. Toca-se o que é bom e atingi-se tanto um como outro ouvinte.

E essa mesma emissora pode ser ouvida e bem recebida na oficina da esquina tocando Zeca Pagodinho, e depois Roberto Carlos cantando “Esse cara sou eu” e a dona de casa gostando, como gostou dos cantores citados antes. Esta radio não segmentada, é diversificada, é moderna.

Quando Octavio Florisbal, disse textualmente que “Fazer televisão para o coletivo brasileiro é a única forma de garantir a liderança histórica de audiência que a TV Globo tem em todas as faixas horárias, no Brasil inteiro”, ele, sem querer, derrubou toda a teoria da segmentação em veículo de comunicação, pois citou “para o coletivo”.

O veiculo que atende a todas as classes tem de ser feito por verdadeiros profissionais, que tem como carro chefe, não apenas conhecimento, mas o bom caráter . E agora? Alguém vai contestar a Globo? E como fica a teoria da segmentação? A segmentação só atrapalha e complica. Está provado pelo veiculo que dá certo há 40 anos na comunicação de massa.

MENSAGEM FINAL

Faça sua parte e não se preocupe com os outros. Acredite que Deus também fala com eles, e que estão tão empenhados quanto você em descobrir o sentido desta vida. Paulo Coelho

EFEITOS

No dia da apresentação da Seleção Brasileira os veículos de comunicação só falaram disso. Era o assunto dia? Era! Mas você levar uma surra do mesmo acontecimento em quase todos os canais é complicado.

De lá pra cá os veículos de informação (todos) só falam de Copa do Mundo. Tudo bem, mas o mundo gira, outras coisas acontecem, as vezes mais importantes. E os efeitos disso são avassaladores.

Os jornais noticiam varias ações no cotidiano que afetam a vida do cidadão que trabalha dos estudantes, como, por exemplo, o transito, com blitze diárias e em diversos pontos. Digo nos estados que irão estar direta ou indiretamente ligados com a Copa, quase todos, o nosso ES também.

Será que o euforia e a brasilidade estarão mesmo aflorados nos dias de jogos do Brasil? Será que os manifestantes não verão os jogos? Será que o país estará envolvido como nas outras Copas? E se o Brasil ficar numa das fases?

Tudo pode acontecer e não acontecer nestes dias de Copa do Mundo aqui em nosso país. Vamos ver no que vai dar, vamos ver o que acontece. Será enfim o termômetro para as eleições três meses depois.


MENSAGEM FINAL

Idade é estritamente um caso da mente sobre a razão. Se você não se importa, ela não importa. Jack Benny