quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015




A GRAÇA DO PT

Não é da Foster que nos referimos, mas do desatino da insistência do PT (governo Federal) com a regulação da mídia, medida antipática, pois segue os padrões dos pseudos ditadores da América Latina, que não gostam do que a imprensa tem a relatar de seus atos, geralmente espúrios.

Dias destes, a Abert se posicionou de forma veemente contra uma nota do partido (reparem bem que quem governa não é ela) nas redes sociais defendendo o projeto. O órgão que representa as emissoras de radio e televisão explicou que o setor  já obedece uma ampla legislação, como o próprio Código Brasileiro de Telecomunicações.

A Abert ainda disse que vê com preocupação a iniciativa do PT em criar uma valsa impressão de que não existe regulação no setor, dizer que o setor não é regulado é uma inverdade, frisou em nota.

A página da presidente Dilma no Facebook (ADMINISTRADA PELO PT) defendeu no sábado (dia 17 de janeiro 2015) a regulação da mídia. Foi apresentado um vídeo, vejam vocês, colegas, com gráficos e depoimentos da própria e do atual e cru ministro das comunicações.

Nós, brasileiros que trabalhamos no setor, repudiamos essa forma ditatorial do Partido dos Trabalhadores, ora no governo, de tentar cercear a maneira que informamos principalmente os maiores jornais do Brasil, que tentam seguir de forma independente.

Se continuar assim, poderemos ate achar que teremos até saudades dos militares com suas tesouras como armas na época do Brasil no regime de exceção. Logo ela, que foi vitima dessa época.



MENSAGEM FINAL
Diga ao presidente para não vir com conversa. Para dar ordens dentro dos Associados, tem que assumir nossa folha de pagamento. (em resposta ao Presidente Castelo Branco, que pedia o fim das publicações de críticas a seu governo) Assis Chateaubriand

SOLUÇÕES PARA O JORNALISMO

Já dissemos que volta e meia reproduzimos alguma crônica aqui, desde que o assunto seja de grande interesse do meio. A que segue é uma análise profunda de um jornalismo não colocado em prática, escrito pelo jornalista Carlos Castilho e publicado no Observatório de Imprensa este ano.

Propor soluções para problemas públicos num jornal, revista, rádio ou telejornal sempre foi uma iniciativa arriscada e, muitas vezes, frustrada pelo fato de ser associada a interesses do repórter ou do editor. O que os anglo-saxões chamam de advocacy através da imprensa só é uma ação tolerada quando envolve interesses das empresas jornalísticas.
A norma vigente, na quase totalidade das redações, é a de que os profissionais devem se limitar à descrição do problema, e em casos especiais à sua investigação e contextualização ampliada. A regra não escrita atribui às autoridades competentes a busca de soluções para a questão em agenda.

A aplicação da regra de uma suposta isenção e objetividade no trato do problema não foi suficiente para levar as autoridades a adotar medidas saneadoras adequadas, como mostrou o artigo de Ulisses Capozzoli publicado neste Observatório, sobre a omissão dos governantes de São Paulo nas últimas décadas na questão do esgotamento das reservas de água na capital do estado.

A ausência de um jornalismo propositivo acabou gerando uma situação que pode levar a uma crise social de consequências imprevisíveis na maior cidade do país, onde mais de seis milhões de pessoas estão na iminência de ficar sem água. É mais um grave problema a complicar a vida dos paulistanos, que já estão à beira de um estresse coletivo por conta de deficiências crônicas no transporte público, na mobilidade urbana e na segurança pessoal.

Quando a situação chega a um ponto crítico, como em São Paulo, a população parte, por conta própria, para a busca de soluções alternativas, o que só é possível com um suprimento extra de informações . Se a imprensa não quer perder clientes, ela terá inevitavelmente que mudar a sua agenda para dar ênfase à busca de soluções. Noutras palavras, sair do distanciamento e envolver-se na resolução dos problemas em foco.

Esta opção foi feita em 2013 por um grupo de jornalistas norte-americanos que fundaram a Solutions Journalism Network, uma iniciativa cuja preocupação central é buscar soluções para problemas, principalmente os das grandes cidades. Em pouco menos de dois anos, a rede já deu assistência a cerca de 30 redações de jornais, revistas, rádios e televisões dos Estados Unidos. Qualificada inicialmente como um projeto romântico, o chamado SoJo (Solutions Journalism – jornalismo de soluções) passou a ser considerado uma proposta séria, embora ainda enfrente algumas resistências na grande imprensa norte-americana.

Nossa imprensa a todo instante publica matérias denunciando a degradação do sistema escolar, prédios caindo os pedaços, professores mal pagos e equipamentos destruídos. Mas raramente sai alguma reportagem mostrando como resolver esses problemas. Essa estratégia editorial induz as pessoas a cobrar sempre soluções do governo, que em geral reage com promessas futuras ou ações que não envolvem participação popular. A segurança pública é um exemplo típico das questões abordadas pela Solution Journalism Newtwork nos Estados Unidos e que também está no alto da agenda dos brasileiros.

Com o aumento da insegurança urbana nas grandes cidades brasileiras, todo mundo cobra proteção policial, ignorando o fato de que é 
impossível deslocar um policial militar para cada esquina, em caráter permanente. Mas, apesar disso, sempre que ocorrem roubos ou assaltos os telejornais rotineiramente entrevistam pessoas pedindo mais presença da polícia e comandantes da PM respondem que estão prendendo cada vez mais delinquentes e que as solicitações serão atendidas. É um grande faz de conta porque mais prisões não significam mais segurança e nem a proteção permanente é minimamente realista.
Outro problema insolúvel na lógica atual do jornalismo tipo “boca no trombone” é o da crise nas polícias militares. A frequência com que PMs são mencionados em casos de violação da lei que deveriam defender começa a assustar a população e a aumentar o descrédito na instituição. A imprensa se limita a registrar as arbitrariedades policiais e a esperar silenciosamente que as autoridades tomem atitudes.

 O número de expulsões de soldados/delinquentes aumentou, mas ninguém fala nas mudanças estruturais necessárias para que as causas dos desvios de conduta sejam combatidas. O problema é que medidas para resolver a crise de confiabilidade na polícia deveriam ser tomadas por parlamentares, governantes ou pelos comandantes policiais.

Acontece que os parlamentares se omitem para evitar problemas com uma corporação que tem o poder da força e da intimidação. Os governantes seguem o mesmo roteiro, cedendo às pressões do lobby policial, enquanto os comandantes movidos pelo corporativismo se refugiam em medidas burocráticas para evitar confrontações na caserna. Resultado: a população só tem a imprensa como recurso para buscar reduzir os desmandos e corrupção dentro das polícias estaduais e municipais. E os nossos jornais, revistas, telejornais teimam em não sair da zona de conforto da mera descrição dos escândalos e arbitrariedades.



MENSAGEM FINAL

O brinquedo mais simples, aquele que qualquer menino é capaz de fazer funcionar chama-se avô.  Sam Stevenson


TRES NOTAS OBSERVADAS

Assunto um
O canal Esporte Interativo foi adquirido pelo Turner, o todo poderoso dono da TNT e seus conglomerados no ramo das comunicações. Aqui no Brasil, dado sua política de comunicações meio confusa, isso poderá gerar algumas confusões.
Pelo que consta, o Esporte Interativo é TV aberta e pela Constituição brasileira o limite de capital estrangeiro em empresas de radiodifusão é 30%, o que fica imediatamente inviabilizado, já que Turner é capital estrangeiro e não pode estar na condição d Canal Aberto. E agora?

Assunto dois
Recentemente a Secretaria de Comunicação da Presidência divulgou nota de uma pesquisa realizada por ela. Essa pesquisa mostra que o radio continua sendo o segunda veiculo mais ouvido no país.
O que a pesquisa revela de novo é que está havendo um crescimento constante dos ouvintes que utilizam o celular como receptor, fazendo diminuir os chamados rádios tradicionais. Isso é uma tendência que pode atingir as programações de radio. Alerta-se!!

Assunto três
Comenta-se que a TVE corre risco neste governo federal. Muitos sabem que La existe um ambiente muito sofrido, mal administrada, principalmente politicamente. Existia um pensamento para este tipo de veiculo. Se o governo é e novo então as coisas podem mudar. Ledo engano.
Os funcionários sempre culparam os governos, de ficarem á margem de um mercado mutante, como o da tecnologia, afinal TV e radio dependem de tecnologia de ponta, sempre. Porque então não passar o comando para os funcionários?  É uma  tese, inclusive, levantada por Glauco Fonseca, que conhece bem esse tipo de emissora governamental.

MENSAGEM FINAL
Quanto maior o homem, tanto maiores suas paixões. Talmude (livro de doutrina e jurisprudência