domingo, 2 de setembro de 2012


UMA MENSAGEM

Recebi uma carta-mensagem de um colega e leitor do Pará e resolvi colocar-la aqui


“Apenas hoje (veja quanto tempo eu perdi) é que tomei conhecimento do seu texto sobre a situação do radio no Brasil, especialmente aí no seu grande Espírito Santo.

Sou radialista, não fiz faculdade de comunicação e aprendi o oficio através do dia-a-dia, nas redações dos locais por onde trabalhei. Tenho registro profissional DRT-1267/PA, porém, não são locutor. Aliás, quase todo mundo, mesmo os que comentam sobre comunicação ainda tem esta idéia de que Radialista é sinônimo de Locutor. Na verdade sou PRODUTOR EXECUTIVO , uma das mais de 90 funções existentes na Lei 6.615/78 (lei dos radialistas).

Bom, vamos ao que interessa. Sua matéria é PAI-DÉGUA como falamos aqui no Pará, ou seja, é algo extraordinário, grandioso, eloqüente, principalmente pra quem gosta e ama fazer rádio. Detectei em sua entrevista (bate papo) com "quem entende de rádio", como você faz questão de destacar, que a maioria deles, mesmo sendo radialistas, são também radio-difusores, ou seja: são donos de emissoras de rádio, portanto, mesmo sendo "pessoas que entendem de rádio, vêem o radio mais como negócio, mais com os olhos voltados para as cifras e faturamentos, claro.

 Muitas emissoras utilizam o Playlist e se o locutor berra ao microfone é por que o dono da emissora assim deseja, por achar que isto lhe trará mais faturamento. A maioria dos entrevistados esqueceu-se de dizer que mesmo sendo donos das emissoras, não são donos da CONCESSÃO  que é publica e que por isto mesmo deveriam ter a preocupação de fazer radio para os ouvintes, levando informação, cultura... e não o besteirol globalizado, principalmente nas FMs espalhadas brasis afora.

Você deveria também ter escutado os diretores do sindicato dos radialistas ou mesmo a federação dos radialistas (FITERT), pra buscar um pouco da luta dessa turma na busca de melhores condições de trabalho para os radialistas. Quando digo melhores condições de trabalho, me refiro ao local onde o radialista trabalha se tem insalubridade e periculosidade, se as cadeiras são ergométricas, se o patrão respeita a carga horária do trabalhador, se paga o mínimo exigido pelo sindicato através de suas convenções, se o trabalhador tem registro profissional (DRT), se o trabalhador tem registro em carteira de trabalho, se o patrão recolhe de forma legal as contribuições previdenciárias, FGTS, e outras “cositas más”

Preocupa-me sim ver o estado deplorável em que se encontram as maiorias das programações de rádios AM/FM e olha que vivemos o melhor momento tecnológico na radiodifusão e sem dúvida o PIOR MOMENTO NO QUE SE REFERE À CONTEÚDO. Ah, finalizando, sou apenas um trabalhador radialista e não um artista do rádio como muitos "medalhões" gostam de ser chamados.


Saudações

Luiz Cunha
DRT 1267/PA

 

 

MENSAGEM FINAL

A saudade é um pouco dessa incerteza da separação. José Américo de Almeida

 

 

SURPRESAS&CUIDADOS

Muitas vezes quando escrevo artigos, percorro alguns sites que possam me trazer inspiração informativa. Entre esses sites – todos de comunicação com foco em radio e TV – tem o da ABERT Associação Brasileira das Empresas de Radio e Televisão.

Esta semana fui até a este site e comecei a pesquisa, quando para minha surpresa, no setor “Clipping” entre muitos, estava uma matéria com o título O Sabor do Radio. Aliás apropriado para a ABERT.

Só que era uma crônica recente que fiz para os sites que escrevo semanalmente e que foi “clipada” pelo site da associação. Isso me causou surpresa sendo que já é a segunda vez que me deparo com artigos escritos por mim, veiculados por sites especializados e de grande navegação.

 O mesmo acontece com nossos escritos em outros sites que escrevemos e que são igualmente publicados em sites maiores, sem que a gente saiba. Vale então dizer que acima de tudo, devemos ter o Maximo de cuidado com nosso pensamento transposto para a Internet, já que ela é infinita e de fácil “clipagem”.

Não reclamo, pelo contrario. Isso me envaidece e enaltece, provando que o que escrevemos aqui, apesar de ser bem  avaliado por nossos leitores, é também visto por milhares e milhares de pessoas, uns profissionais como a gente e outros nem tanto, mas com curiosidade latente.

Quando isso ocorre, só nos faz ter mais coragem para escrever, mais vontade de se esmerar, mais preocupação com a responsabilidade.

 

MENSAGEM FINAL

Um sentimentalista é simplesmente alguém que deseja ter o luxo de uma emoção sem ter que pagar por isso. Oscar Wilde

 
RESPEITO

Em todas as eleições como nessa, a gente que milita no radio nota um certo desdém com o mesmo por parte de quem faz campanha ou ate mesmo de alguns candidatos. São poucos que já sabem do potencial do mesmo em relação a televisão.

Mas em toda campanha, em todo lugar do Brasil, a tônica se dá quase que totalmente para a televisão, onde os candidatos acham que ganham eleições. Os tempos mudaram e os veículos também

Como tudo que acontece hoje nos Estados Unidos chega ao Brasil seis ou sete anos depois, é preciso saber que lá, as eleições estão sendo disputadas na Internet. Quer dizer, aqui praticamente só pensam televisão e lá já é na net.

Mas estamos falando do radio. E o radio lá? Para se ter uma idéia, com todo aparto de logística tecnológica e de pesquisa, o presidente de lá tem seu programa semanal de radio. E porque não de televisão?

Aliás, programa eleitoral de radio é feito porque a Justiça Eleitoral disponibiliza o horário, senão passaria batido pelos partidos, que se concentrariam apenas na televisão. Volto a lembrar: Agora tem a Internet.

É preciso pensar que o radio tem a mesma importância e mais alcance que a televisão. Ainda!

 É preciso respeitar e valorizar o profissional de radio. Este tem que se dar o respeito. Se esmerar na profissão, se educar para a profissão, ser preparado, principalmente na era da informática, pois sem isso ele está fadado ao ostracismo e virão mais eleições , sendo que o rádio e seus radialistas tendem  a prosseguir numa espécie de segundo plano.

MENSAGEM FINAL

É no futebol que o brasileiro se sente cidadão, critica, elogia, vai do ódio à alegria, da alegria à tristeza. O cargo de treinador fica uma coisa desumana. Carlos Alberto Parreira

 
O ATRASO

No lançamento do site em homenagem aos 90 anos do radio brasileiro, diversos “experts” do assunto usaram da palavra, até então para virar depoimento e seguidamente aproveitado.

Um deles, de São Paulo, que não me recordo quem, disse que o radio continua uma força e nos Estados Unidos ele tem um leque de opções de programação, gerando receitas e força com tais conteúdos.

Ele certamente se referia ao radio por assinatura, uma coisa que deu certo por lá em apenas 80%. Uma rede de radio, via satélite, com aparelhos receptores próprios, colocados á venda no mercado e com programação de diversas emissoras, cada uma com sua segmentação diferenciada.

Só sintoniza quem paga a taxa de manutenção – como a TV por assinatura, conhecida de todos – e pode ouvir a programação que quer, na radio credenciada que quer onde estiver. Já falamos desse processo em varias outras crônicas.

Aqui no Brasil tal esquema pode virar realidade, só o Sistema Globo quere, pois é a única que detém conteúdo e a sistemática técnica e financeira para realizar. Nenhuma outra empresa poderia ter esse privilégio no país.

Se este assunto serviu para ilustrar aquela data, pode ser que tenha impressionado uma meia dúzia de pessoas que estariam presentes naquela noite de lançamento do site e não para a maioria de radialista – dirigentes ou empresários – que tem a obrigação de saber deste avanço.

 
MENSAGEM FINAL

você está numa situação ruim, não se preocupe, ela mudará. Se você está numa boa situação, não se preocupe porque ela também mudará. John A. Simone Jr