ZÉ SE FOI
Sempre disse que gosto de homenagear pessoas em vidas, Mas
com o amigo Jose Coelho não vai ser assim. Ele se foi e fui saber depois. E
porque dedicar uma crônica a ele?
Para começar, Zé Coelho era um colega conterrâneo de
Cachoeiro de Itapemirim. Era irmão do famoso cronista esportivo Ito Coelho, que
trabalhou na Radio Continental e na Radio Cachoeiro. Seu tio-avô foi
desembargador do Estado e professor de Direito na Ufes.
Viemos juntos para Vitória, inicio dos anos 70, Fomos para uma
republica na Rua Marcondes de Souza, perto da antiga Rodoviária. Fizemos juntos
o vestibular. Ele foi para a Economia e eu para Administração, tudo do mesmo Diretório
Acadêmico na UFES.
Continuamos morando juntos. Zé Coelho era de esquerda nos
seus pensamentos e tinha sua preferência musical, tipo Gonzaguinha, do qual era
fã. Discos que eu ganhava na radio e dava para ele. Lia muito. Lembro de uma
vez que estava lendo Franz Kafka.
Formou-se e foi ser estagiário do Bandes. Saiu de lá
aposentado. Afastamos-nos antes. Casamentos, empregos, colegas, tudo diferente.
Mas ele me influenciou em muitas coisas.
No estudo, na leitura, nas musicas. Lembro que a gente
dividia o mesmo quarto na republica e nosso “chama sono” era a Radio Jornal do
Brasil. Éramos fãs da radio, de suas musicas e de suas noticias. Tanto que um
colega nosso de moradia, Rosenthal Calmon Alves foi trabalhar lá e de lá para o
mundo.
Zé era ponderado, amigo e autêntico. Fico chateado de
homenagea-lo após vida, mas queria que ficasse registrado aqui que ele foi uma
pessoa que esteve ao meu lado num dos momentos mais importantes de minha,
quando vim para cá. Adeus Coelho! Você nunca será esquecido. Fique em paz.
Já Felicio Correa com toda sua experiência política,
administrativa e de assessoria de imprensa, estará ao lado do Prefeito de Vila
Velha Rodney Miranda
MENSAGEM FINAL
Acho que a
minha geração fez a passagem, usou todos os artifícios para romper preconceitos
e tabus que, careta, ela não conseguiria ultrapassar. Foi um caminho
perigosíssimo. Hoje em dia, tomar qualquer droga não faz mais sentido nenhum. Baby Consuelo
