domingo, 20 de janeiro de 2013





ZÉ SE FOI

Sempre disse que gosto de homenagear pessoas em vidas, Mas com o amigo Jose Coelho não vai ser assim. Ele se foi e fui saber depois. E porque dedicar uma crônica a ele?

Para começar, Zé Coelho era um colega conterrâneo de Cachoeiro de Itapemirim. Era irmão do famoso cronista esportivo Ito Coelho, que trabalhou na Radio Continental e na Radio Cachoeiro. Seu tio-avô foi desembargador do Estado e professor de Direito na Ufes.

Viemos juntos para Vitória, inicio dos anos 70, Fomos para uma republica na Rua Marcondes de Souza, perto da antiga Rodoviária. Fizemos juntos o vestibular. Ele foi para a Economia e eu para Administração, tudo do mesmo Diretório Acadêmico na UFES.

Continuamos morando juntos. Zé Coelho era de esquerda nos seus pensamentos e tinha sua preferência musical, tipo Gonzaguinha, do qual era fã. Discos que eu ganhava na radio e dava para ele. Lia muito. Lembro de uma vez que estava lendo Franz Kafka.

Formou-se e foi ser estagiário do Bandes. Saiu de lá aposentado. Afastamos-nos antes. Casamentos, empregos, colegas, tudo diferente. Mas ele me influenciou em muitas coisas.

No estudo, na leitura, nas musicas. Lembro que a gente dividia o mesmo quarto na republica e nosso “chama sono” era a Radio Jornal do Brasil. Éramos fãs da radio, de suas musicas e de suas noticias. Tanto que um colega nosso de moradia, Rosenthal Calmon Alves foi trabalhar lá e de lá para o mundo.

Zé era ponderado, amigo e autêntico. Fico chateado de homenagea-lo após vida, mas queria que ficasse registrado aqui que ele foi uma pessoa que esteve ao meu lado num dos momentos mais importantes de minha, quando vim para cá. Adeus Coelho! Você nunca será esquecido. Fique em paz.

Já Felicio Correa com toda sua experiência política, administrativa e de assessoria de imprensa, estará ao lado do Prefeito de Vila Velha Rodney Miranda

 

MENSAGEM FINAL

Acho que a minha geração fez a passagem, usou todos os artifícios para romper preconceitos e tabus que, careta, ela não conseguiria ultrapassar. Foi um caminho perigosíssimo. Hoje em dia, tomar qualquer droga não faz mais sentido nenhum. Baby Consuelo

 
 
SOLIDIFICAÇÃO

Este é o nome que dou para a insistência no radio, um dos fatores de sucesso. No radio o sucesso não é imediato e sim gradativo. Quem faz sucesso súbito esta fadado a desaparecer rapidamente. Tem muitos casos assim.

Para fazer sucesso no radio não precisa ser excepcional, bom, etc. Basta ter bom senso e ser insistente no que faz. Temos exemplos que deram certo e que estão á nossa vista. Bastou acreditar no que faz, fazer com alegria, com força de vontade.

Um dos exemplos é Aloísio Ovelha. Lembro quando apareceu em Vitória, vindo de Guarapari, dizendo que fazia radio por La. Gostava de sertanejo e começou á noite. Depois mudou de emissora praticamente com a gente.

Continuou sempre do mesmo jeito, ate hoje é assim. Não é que não tenha evoluído, ele apenas sempre fez o que sabe, com garra, determinação e alegria. Hoje se pode dizer que Ovelha é dos nomes do radio capixaba.

Existem os bons, estes tem carreira curta, marcante mas curta. Talvez por darem seus talentos a outras iniciativas. É o que eu penso

Um outro exemplo meio esquisito é o da Globo, Mesmo com algumas restrições a programação da Globo melhorou agora. Antes era sofrível. Mas porque do grande sucesso de fixação da TV Globo? Insistência técnica perfeita. Tecnicamente a Globo é imbatível. Tudo com esmero.

Insistência e persistência é a razão de ser aceito, de conseguir o objetivo. Aliás, não é á toa que Antario Filho adotou uma frase na FM Tropical criada por nós naquela época|: “Persistência é a razão da vitória.” E ele foi um vencedor.

 

MENSAGEM FINAL

Inicialmente o candidato à liberdade deve procurar eliminar todos os seus vícios. Buddha (Siddharta Gautama)




SEM INTERNET


Só acontecendo um imprevisto de ficar sem internet que vemos como já nos tornamos dependentes dela. Não sei se é vício ou necessidade.


Por motivos de mudança, fiquei sem Internet em casa por mais de uma semana (as operadoras atrasam porque são ruins de serviço). Não fiquei totalmente “ilhado” porque tinha a do trabalho, mas deu para sentir que faz falta demais.


Em compensação eu tive então o tempo necessário para escrever artigos, crônicas e acertar as pastas do PC. Isto é, continuei em frente a computador mesmo sem net em casa.


Se isso acontece numa empresa qualquer que não tenha gerador, o serviço para e os prejuízos são fatais. A Internet hoje é ferramenta de criação, gravação, arquivamento e transmissão de qualquer coisa, seja na parte burocrática de um escritório, como numa empresa de comunicação, sejam eles o tamanho que forem. 


O fato é que sem internet você pode continuar usando o PC para dar vazão a sua criatividade, voltar a ter o contato com o escrever para não perder o sentido da ortografia e escrever erradamente como cansamos de ver por ai.


Com a Internet você, mesmo sem sentir, esta conectado com todos e pode saborear o momento em tudo mundo, ou seja ao seu redor e ainda compartilhar dados, idéias, etc.


Se por um lado sem Internet você se enriquece  mas fica só, com Internet você se enriquece de dados em companhia de muitos.


Os dois são validos, mas ficar sem é muito ruim, já dar para sentir solidão.



MENSAGEM FINAL

A injustiça em qualquer lugar é uma ameaça à justiça em todo lugar. Martin Luther King Jr





RUBEM BRAGA E JABOUR

 

Jabour hoje é metade de amor e ódio. Uns o idolatram, outros o condenam. Como pode um cineasta inconformado virar um cronista e dos bons? Sempre me deparo lendo Jabour as terças feiras...só as terças. Virou rotina. Quando não tem sinto falta

 

Gosto dele pois escreve sem medo aquilo que sempre queríamos escrever ou mesmo falar. Tem sempre uma coisa ou outra dela que alguém posta no Facebook, que ele diz não ser dele. Mas Jabour talvez gostaria de ser intitulado o cronista maldito.

 

Pois bem, estava eu lendo sua crônica em homenagem ao centenário Rubem Braga. Nela, Arnaldo ia discorrendo sua admiração pelo velho poeta, mostrando que conviveu com ele, Vinicius e ate João Cabral de Melo Neto. E eu lendo e já incomodado por Arnaldo não ter citado o que gostaria de ver ele escrever. Falar de Cachoeiro de Itapemirm. Pensei: Será que não vai falar?

 

Meu amigo jornalista Daniel Simões ate enviou a referida cronica pelo meu email, outros me ligaram perguntando se já tinha visto. Então fui ler, devagar, no meio da terça feira. E será que ele não citaria minha cidade amada?

 

Foi quando no final do último parágrafo, leio o seguinte do que Jabour escreveu de Rubem: Depois, você morreu. Soube emocionado que você contratou a própria cremação — foi a São Paulo e o funcionário perguntou: “Pra quem é?” “Para mim mesmo”, respondeu você, poeta macho. Por isso, quando vejo esse papo todo de “fazendeiro do ar”, de “poeta do cotidiano”, imagino que você diria: “Não me encham o saco. Sou apenas um pobre homem de Cachoeiro de Itapemirim...”

 

Cachoeiro é assim mesmo. Não é bairrismo, não é sentimento, não é saudade. Mas ela enraizou em nossa alma, seus filhos, uma coisa que vai além de “ser a minha terra natal”  O escambal com terra natal, diria Rubem. Cachoeiro é uma overdose permanente de orgulho. Não tem como explicar, os que la nasceram sabem do que falo.

 

 

MENSAGEM FINAL

Nenhum homem é uma ilha. Para combater o Bom Combate, precisamos de ajuda. Paulo Coelho

 

 



ENTENDIDOS

Tem lugares onde existem umas pessoas que gostariam muitíssimo de ser destaque em alguma coisa de comunicação, talvez TV, jornal, radio (este então exerce um fascínio enorme nessas pessoas). Vitória é desses lugares.

Eles são identificáveis como assessores de imprensa, atores de teatro, professores de Universidade e até colegas de radio, exercendo outras funções. Não sei o que se passou come lês. Talvez tenham estudado demais e ido além nos seus ideais, mas sempre namorando esses veículos.

Talvez não tenham tido oportunidade por falta de recursos de habilidade, que essas profissões requerem. O fato é que vemos livros lançados sobre o assunto (mesmo o autor não tendo a experiência do dia a dia nos veículos), ouvimos comentários, sabemos de críticas ao trabalho a quem labuta no ramo e por aí vai.

Sempre achei que para ser um bom profissional nessa área, costumamos afirmar que é 90%  de talento e 10% de faculdade ou seja a pessoa já nasce com o dom.

Se hoje em dia a tecnologia e a sociedade exigem o trabalho de um homem só, aquele que executa mais de uma função e atua nelas, necessário se faz ser uma “expert” na profissão. Não basta saber, tem de desenvolver o que sabe.

No radio, na TV, na Internet ou na revista e jornal, é bom que saiba dominar todos os setores, ser completo, saber dos mecanismos e dos projetos, tipo, dominar “soft e hardware”. Ser operador, editor, escritor, locutor, diretor, motorista, tudo. Sem exageros. A cada minuto que passa mais isso se torna latente. Repare bem!

 

MENSAGEM FINAL

Pense em toda beleza que ainda existe ao seu redor e você ficará feliz. Anne Frank

ANO NUMERO 13

Passada a idiotice do fim do mundo para este fim de ano, voltamos nossa atenção para o ano que vem 2013. Eta numero bonito! Não sei quem inventou que o numero treze não dá sorte. Se não der, muitos que não acreditam na sorte deste numero passarão maus bocados ano que vem.

Um dos representantes legais do numero 13 no Brasil é o Zagalo. Querem melhor que isso? 80 anos de vida, muita alegria, muita vitalidade e muita sorte. Ele é o único que esteve presente em todas as Copas vencidas pelo Brasil. Quer mais sorte que isso?

Ano que vem os supersticiosos vão sumir com todas as escadas e com todos os gatos. Sinônimos de azar. Mas tem um numero bem grande dos que amam esse numero, que acham que esse numero, alem de dar sorte, os protege.

Pode ser que o ano seja muito ruim economicamente, como já apregoam. Mas será de uma riqueza imensa para os amantes do 13. Pode ser que a violência não cesse, mas os que acreditam no 13 sairão ilesos. Pode ser que a desavença entre os amantes aumente, mas os que acham que o 13 constrói se saturarão de amores.

O ano de 2013 será marcado por muitas tentativas definitivas. Como a de paz no oriente médio. O petróleo pode marcar uma desavença política sem proporções. Tudo leva a crer nessas coisas, desde hoje.

Para os que adoram o 13, felicidade dobrada, paz constante. É isso que eles vão ter. E os que acham que o 13 não dá sorte, terão de conviver com isso e não dar bola para o ruim. Aliás, tudo depende de nossa cabeça e de nossa alma. Cuida-vos todos!


MENSAGEM FINAL

Um homem lutará mais arduamente pelos seus interesses que pelos seus direitos. Napoleão Bonaparte

A PROVA DA VOZ

O programa The Voice Brasil da Globo serviu para mostrar e provar uma coisa que anda sumindo da musica popular, o bom gosto. Bem feito em tudo, desde da plástica ate o pessoal que o fez, o programa resgatou a verdadeira musica e vamos dizer porque.

A Ellen Oreia, a vencedora, mostrou que ganhou sem grito, pois o grito muitas vezes irrita e a maioria dos que se apresentaram, para mostrar que tinham voz, gritavam, estragando a musica escolhida.

O programa trouxe musicas americanas, raridades de volta, pois a juventude de hoje está se perdendo no funk e no pagode, que não mexem com a sensibilidade de ninguém, só balançam. Até nosso rei claudica!

A Jú Moraes foi outra grande revelação e quase ganha. É que ela não gritou, mostrou a força de sua voz de outra maneira, como a vencedora. Elas cantavam espontaneamente e isso era notado desde da primeira apresentação delas.

Antes que o mundo sucumba nos funks, é necessário afirmar para a juventude sem referência musical, que existe musica e que musica é aquela que faz balançar, mas que emociona também.

Não é a gente seja obrigado a ser saudosista, mas as musicas de hoje, na maioria dos ouvidos da juventude brasileira, não diz nada, não constrói nada, não leva a nada, Por isso que o The Voice Brasil veio ainda lembrar que existe alguma coisa de boa.

 

MENSAGEM FINAL

Quem é honesto tem segurança, mas quem é desonesto logo fracassa. Rei Salomão