RETROCESSO
Poderia
dizer decepção, mas prefiro colocar retrocesso. Trabalho há 50 anos no radio,
inclusive acabei de escrever um livro sobre essa trajetória, que breve será
publicado.
Acontece
que o que aprendi, vivi e convivi, o que eu fiz, tudo isso não condiz com o que
eu presencio no radio de hoje, seja onde for, mas principalmente ao meu redor.
Ao projetar
emissoras e construí-las, ao compor equipes, ao conviver com bons e maus
profissionais, com esforçados e outros acima da media, pude ter o poder de
aquilatar as coisas nefastas que hoje vejo no radio.
Hoje
colocam qualquer pessoa para ocupar o microfone, denegrindo a imagem dos bons
locutores, gente amadora ou semi profissional (se isto existir)
Hoje
horários são sublocados em proil de cifras e não da boa audiência ou da
audiência de qualidade. Hoje os ouvintes da boa musica andam tristes e sem
cantarolar pois não tocam mais suas musicas e sim o funk, o pagode melado de
amor, ou a tal sofrência (infeliz quem inventou este termo)
O governo
petista piorou essa situação ofertando emissoras comunitárias a qualquer
cidadão de baixo nível e que depois acham que podem trabalhar em uma radio de
nível elevado (que estão desaparecendo)
Que
saudade da radio Jornal do Brasil ou ate mesmo da Globo de Haroldo de Andrade,
ou a Capixaba de Jairo Maia, até mesmo a Bandeirantes AM e Jovem Pan AM de São
Paulo
Arrisco
dizer que não vai aparecer tão cedo um gênio do radio pois não existe radio de
nível para eles se espelharem. Ai eu temo pelo futuro do radio e dou motivo ao
título desta crônica de hoje
MENSAGEM FINAL
Quanto
mais pessoas acreditarem que outros poderão melhorar suas vidas, mais
lentamente qualquer melhoria ocorrerá.
Conde Leon Nikolaievitch Tolstoi