LIÇÃO DE FUTEBOL
De vez em
quando vemos algum jogo da Champions League na televisão. Além do jogo em si,
sempre com grandes e ricas equipes da Europa, gostamos e analisamos a
organização do evento.
Deve ter
muita gente que vê essas transmissões. É bom ver desde de quando os jogadores
daquela partida entram em campo para se aquecerem e depois retorna para os
vestiários. A TV, que é da própria Champions, vai mostrando detalhes dos
torcedores nas arquibancadas, geralmente lotadas.
É muito ver
os jogadores perfilados lado a lado ainda no corredor de saído para o gramado.
Ali eles trocam cumprimentos, uns ficam falando com as crianças, que vão entrar
de mãos dados com eles, organizadamente.
As
crianças, essas, se a gente prestar atenção vai ver como elas olham com
admiração para aqueles jogadores. Uns, mais sensíveis, conversam com eles e
elas retribuem a conversa parecendo gente grande. É ate emocionante.
No ultimo
jogo que vi, na hora de entrar onde o juiz da partida pega a bola, que fica
exposta em uma mesa, este juiz a pegou e entregou a criança que entrava com
ele. Atitudes bonitas, simpáticas num mundo cada vez mais cruel, egoísta e sub-humanitário.
Depois vem
o jogo em si. Vemos jogadas de todo jeito, com craques que custam uma fortuna
no mundo do futebol. Jogadas, ríspidas, de efeito, ensaiadas, de improviso,
vemos gols, vemos espetáculo.
Enquanto
isso aqui no Brasil o futebol vai de mal a pior, com uma CBF mafiosa, com seus
tribunais desportivos dirigidos por pérfidos dirigentes. Um futebol que é
jogado no tapetão e não nos gramados, fazendo a gente, que quer torcer,
desgostar do que vê e desistir de acompanhar. Uma lástima
MENSAGEM FINAL
A opinião pública é uma amante ocasional: procura-se agradá-la sem ter
por ela nenhuma consideração. Julies Petit-Senn