terça-feira, 3 de junho de 2014


TALK SHOW LÁ E CÁ

Estava vendo uma matéria sobre talk shows na Gazeta. Quando Jô Soares começou com seu programa de entrevistas, aguçou a curiosidade dos brasileiros. Talvez já pela sua fama de bonachão inteligente. Ele foi o primeiro aqui no Brasil.

Nos Estados Unidos já tinha o Johnny Carson, o precursor deste formato na TV. Comecei a ficar fã depois que fui morar na Califórnia. Ali tinha todas a noites na NBC o Jay Leno. Não gostava dele, achava sem graça na sua apresentação embora os entrevistados fossem ótimos.

Mudando para Nova Iorque passei a ver o recém-contratado David Letterman na CBS, que antes era um bem sucedido “garoto do tempo na mesma estação. Este sim, gostava dele, seus programas prendiam atenção e ele era carismático.

Voltando ao Brasil não quis ver mais o Jô, era muito tarde, como é hoje. E também Jõ foi ficando irritante na condução do programa.  O Estilo pegou, já que Letterman trouxe visibilidade juntamente com Jô Soares. Aí vieram Marília Gabriela e os mais recentes.

Acho que esses meninos, embora talentosos não tenham bagagem para sustentar por muito um programa de entrevistas. Danilo Gentili e Rafinho apareceram rápido demais. Não tem historia profissional para fazer uma entrevista de “responsa” nacional.

Tem outros ramificados nos Estados, como aqui no ES. A Matéria fala de nomes como Roberto Justus, Luciana Jimenez, que não tem a ver com talks. Lá nos states, tanto Jay como Leno, ambos que eu curtia diariamente, se aposentaram. Os taks da América não serão mais os mesmos.

MENSAGEM FINAL

Você precisa acreditar na possibilidade da felicidade a fim de ser feliz. TolstoI
SOM RÁPIDO

Nos estádios é comum ainda ver torcedores com um radinho encostado nos ouvidos. Nada melhor do que ver o jogo escutando claramente o nome dos jogadores, a jogada, os comentários, etc. Mas isso esta mudando. Agora usam o celular, sintonizado numa radio, e com fones, curte o jogo ali no estádio.

Vale ressaltar que isso é bom e válido em jogo onde tanto a emissora que transmite quando o estádio e o jogo estejam na mesma cidade. Não adianta ligar mais o radio em casa e ver o jogo pela TV. Há uma diferença de tempo, por causa, principalmente do sistema HD, que retardou o processo em relação a isso.  A jogada que você vê fica descompassada com o som que você ouve.

É simples. O rádio ainda é analógico e a TV é HD, que passa por vários processos antes de ser emitida. Enquanto o torcedor que está vendo a partida em casa pela TV acompanha a jogada, o que está com o radio já viu a definição da jogada em tempo real.

Nesse aspecto o radio perde com isso, pois vamos deixar de acompanhar os jogos da TV, principalmente esses da Copa na emoção dos narradores das rádios em detrimento de ter que ouvir um chato do Galvão Bueno, que alem de narrar mal o jogo, fica falando besteira o tempo todo.

Por outro lado o radio por si só é o mais rápido dos veículos, principalmente nas transmissões esportivas. Enfim, em termos de agilidade, simultaneidade, e fidelidade, o rádio continua imbatido. Neste ponto nem a Internet o ganha.



MENSAGEM FINAL

Não tenho um caminho novo. O que eu tenho de novo é um jeito de caminhar. Thiago de Melo