sexta-feira, 15 de julho de 2011

VENDENDO RADIO

O único ponto crítico de qualquer emissora de rádio hoje é o Depto Comercial. A medida que as programações vão se esmerando em tecnologia, mais difícil fica para o comercial vender já que a criatividade vai ficando mecânica, fria.

E quem disser que é o Depto Técnico, errou, já que ele, como os demais, dependem do comercial. Alías, é uma roda viva. O comercial depende de uma boa programação, esta de apoio técnico sempre imediato, e dela, o comercial faz boa venda.

Ainda existem as chamadas TABELAS nas rádios. Mas é só para cálculo de “tempo-radio” pois não servem mais para fazer boa venda. Hoje, no radio, se vende o esquema, o projeto, a criatividade e não mais aqueles 30 Segundos ou 15 que sempre nortearam essas tabelas de preços.

Vejam bem. Breve, estarão suprimido os intervalos comerciais de 20 e 40 (clock utilizado em FM’S) e trocados por, vamos chamar de “ocupação inteligente”, ou seja, só abre espaço se tiver algum comercial ou chamada ou esquema do chamado projetinho. Uma promoção ou competição, etc.

Daqui uns tempos – e não muito distantes – vocês irão comprovar que o que escrevemos aqui não foi nenhum “achismo” e tampouco adivinhação. Quem conhece, deve achar a mesma coisa.


ENTREVISTA SAZONAL
Vamos conversar rapidamente com o jornalista MARCELO ROSSONI, editor do Jornal Empresários sobre este seu discutido jornal.

1) COMO ESTE JORNAL, SEGMENTADO, CONSEGUIU TRANSPOR TODOS ESSES ANOS?
Primeiro foi necessário vencer um grande obstáculo: a desconfiança. Isso é justificável porque o mercado está inundado de veículos considerados “chapas bancas”. São jornais e revistas que sobrevivem dos anúncios do Governo do Estado, prefeituras e câmaras municipais.
Para você ter idéia de como isso funciona, vai uma explicação muito simples: em seis anos de existência o Jornal Empresário faturou apenas R$ 26.000,00 (vinte e seis mil reais) (da Assembléia Legislativa). Para alguns veículos (jornais e revistas) esse valor era pago por edição...
Mas quando o mercado percebeu que o nosso perfil era outro, centrado na iniciativa privada, as coisas começaram a melhorar.

2) COMO VC É VISTO PELOS SEUS PARES DA IMPRENSA?
Acho que deixei de ser jornalista quando virei dono de jornal. Mas os jornalistas têm várias opiniões a meu respeito.Graças a Deus. Uns são gratos pela experiência que passei para eles; outros me consideram arrogante; outros me odeiam. O problema é que eu tenho um grande defeito: não sei disfarçar meus sentimentos e às vezes sou excessivamente franco.
Mas também tenho uma grande qualidade. No meu coração não tem espaço para o ódio.

3) É DIFICIL MEXER COM EMPRESARIOS? É PELO LADO DA VAIDADE?
Depende do empresário. Há aquele que vê o meu jornal, o Jornal Empresários, como um veiculo de esmerada qualidade gráfica e editorial, mas há aquele que quer trocar anúncio por notícia e aí entra aquele meu lado defeituoso.
Quanto tocar na vaidade, isso é real. Mas depende da abordagem que você dá ao fato.
O mercado está repleto de jornal e revista que despeja enxurrada de elogios a políticos e empresários. “Fulano é o melhor empresário ou político do Espírito Santo” e mais coisas do gênero.
Isso é muito perigoso porque de uma hora para outra tudo muda. Veja só o caso do ex-governador José Ignácio Ferreira. A administração dele mais de 70% de aprovação e de um dia para outro tudo mudou Ninguém sabe quem está sendo investigado, gravado com ou sem autorização legal...
Mas esse comportamento decorre da falta de experiência de quem dirige o veículo de comunicação. Você pode mostrar a qualidade de uma pessoa, com inteligência e sutileza. Isso varia de acordo com o grau de educação, cultura e inteligência de quem dirige o veículo de comunicação.

4) VOCE CONSIDERA O JORNAL "EMPRESARIOS" COM PESO POLÍTICO?
Acredito que a força do jornal é composta de uma série de fatores. Quem faz o jornal, a abordagem que o veículo dá às reportagens, a regularidade na periodicidade, circulação e a qualidade dos anunciantes.

5) EXPERIENCIA PÕE BANCA?
E como. O seu passado e relacionamentos pesam muito

MENSAGEM FINAL
Épreciso que saiba que quando uma mensagem que transmite a outra pessoa não estiver sendo compreendida por ela, pelo menos uma das seguintes coisas será verdade: ou o que você disse não é verdade, ou então não o transmitiu com bondade. Conde Leon Nikolaievitch Tolstoi

terça-feira, 12 de julho de 2011

RESISTENTE AO TEMPO 

Caminha pelas manhãs nas ruas da Praia do Canto, anda pelas areias da praia também. Ás vezes com uma máscara contra gases no nariz, que segundo ele, é para chamar atenção. Anda de calção, camiseta e largo chapéu de palha. Coisa de maratimba, afirma. Nas mãos carrega copias xerox de um escrito. Ali é o Boletim JF. Chegou ao numero 618. Segundo ele, de tres anos para cá. Embora já vinha escrevendo bem antes, porem nunca contando.

Estamos nos referindo a enigmática figura humana de João Felipe Abdenur, 75 anos, capixaba de Itaipava, mais precisamente da localidade do Gomes. Diz ser escritor, mas na verdade é um velho aposentado da extinta Cia Ferro e Aço de Vitória por onde trabalhou 22 anos. Elemento crítico e analista. Diz ser descendente de libaneses (Abdenur), junto com português (Gomes) Gosta de escrever coisas do passado, como gosta de predizer o futuro com suas elucubrações.

O motivo de seus “boletins” é por gosta de escrever. Já colaborou com a Gazeta de 1962 á 1998, quando Café assumiu. Parou de colaborar por divergências. Em conversa calma e bem explicada, João Felipe resume os dias atuais como voltados para a economia. É o que vai prevalecer no futuro por causa do petróleo na costa capixaba. Aliás ele presenciou uma profecia em 1946, quando um velho nativo de Itaipava falou ao então Governador Lindemberg que ali “ ia dar um negocio preto chamado de petróleo mais tarde” .

Sobre a imprensa afirma que a mesma anda pobre de idealistas e rica daqueles que fazem o que o patrão quer. E sem idealistas, fica sem criatividade para fornecer conteúdo para os leitores e com isso fazer crescer a cultura popular. João Felipe, o profeta da transição, perguntado sobre a sua filosofia de vida, respondeu que este é o século da truculência.
O negócio é “ fugir para o interior, voltar a uma vida indígena.” Resumiu

Uma vez, parou perto de um carro com placa de Curitiba. Um dos ocupantes voltou-se para João Felipe e perguntou se o pó preto que estava sobre seu automóvel era uma constante de Vitória. João Felipe explicou o problema da Vale do Rio Doce. O Turista então respondeu: - Não volto nunca mais á Vitória. João ficou sentido com aquilo. Outra, foi afirmar que sabe que tem gente que não gosta de ler seus boletins, mas que o povo brasileiro não tem vocação para leitura

Por fim, questionado por que não usa computador para escrever seus boletins, respondeu simplesmente: Medo de ficar sedentário....Esta é a faceta de uma figura ímpar, que compõe a riqueza poética de Vitória.

MENSAGEM FINAL

Eu parto da premissa que a função da liderança é produzir mais líderes; não mais seguidores. Ralph Nader
SE RENDENDO

Estamos escrevendo essas linhas exatamente numa quinta-feira, dia 10, faltando 10 minutos para as quatro, sendo que sairia a crônica de Quinta no Seculodiario daqui uns 10 minutos. Talvez o cansaço faça com que uma leve revolta tomasse conta da gente, por estar no meio de radio, falando com gente sobre radio, participando de decisões com certo grau de responsabilidade. Afinal são muitas emissoras ao mesmo tempo.

Numa pausa forçada, para captar um pouco de energia, vimos que mesmo participando disso tudo, não se consegue mudar ou inovar nada no radio. As fôrças inoperantes falam mais altas. E nelas, estão as carências financeiras, suas dependências, o puxasaquismo e a própria ignorância de um grande contigente de pseudoprofissionais. Os que têm a experiência, esses não querem estudar, se reciclar. Acham que sabem e por ai pararam. Atrapalham demais também.

Ficamos a imaginar o estudante. Estuda para quê? Para se desenvolver tanto como gente, como sobrevivência na sociedade. Mas será que está mesmo aprendendo isso? E quando conseguem transpor a barreira do comum, se sobressaindo, ele vai justamente entrar num meio de lutas insanas, em meio aos ignorantes, os “experientes “, quando não deparam com superiores mais broncos ainda. Aliás é o que mais tem.

Mas pode ser também que daqui á pouco a revolta passe, pois é momentânea e a gente se arrependa de escrito essas coisas. Mas é verdade pura. Não é cansaço não. Ele vem da luta contra a mesmice. A cabeça pesa. Pensa muito e acaba em nada de prático. Mas um dia as coisas irão mudar no cenário do radio e da Tv.

Será que este é o canto do cisne. Que é a transição do espectro radio? Será que é porque amanhã a tecnologia finalmente se irá impor e nos renderemos a ela? Será que o radio será frio?
Tudo isso tem de ser pensado. Coisas que muitos não querem fazer, pois sabem que não terão vez neste futuro próximo.


MENSAGEM FINAL
Na democracia das elites, as massas podem ser objeto da política. Não podem ser sujeito dela. Plínio de Arruda Sampaio
VÉSPERA DE NATAL

O dia de natal é ‘boring’, como dizem os americanos. O dia de natal é como um dia de domingo. Quando passa das 12 horas começa a ficar chato. O bom do dia de natal é a sua véspera. Para ela que foi tudo preparado. Para ela que foi tudo planejado. Para esta noite que foi tudo esperado.
As pessoas estão mais agitadas e ansiosas, mas de coisas boas. Um alto astral impera em todos os lugares. Bem, em quase todos....

É o peru no forno. A rabanada esperando na padaria. A farofa provada antes do tempo. Os presentes no pé da árvore, armada na sala. Algumas garrafas de vinho sob a mesa. O telefone tocando, sempre alguém ligando para falar alguma coisa relacionada com a véspera. E o tender? Ainda mais com aqueles cravos. E sempre alguém preocupado na hora de comer. O problema de engordar nesta época.

Véspera. A televisão mostrando a São Silvestre e você vendo e pensando. Onde essa gente vai passar o natal? Os quenianos estão longe de casa. E mais tarde, aquele show de natal na tv, acompanhado de filme sobre. A ceia já é um prenúncio do dia de natal. O dia de natal não chato,é triste. Comemoramos o nascimento de nosso pai, que nos lembra o como andamos errados por aqui. Por isso.

Muita gente com a mesa farta. Aqueles que aumentaram seus salários em quase 100%. Um natal fraco e triste na casa daqueles que ganham um mínimo, que nunca sobe mais de 15 reais por ano.
Mas natal é natal. Acho que as crianças não acordam como antigamente neste dia. Doidos para ver que ganharam. Hoje, isso não tem mais graça. Nem para elas e nem para os pais.

O que menos se preza neste dia é a homenagem, a lembrança. O menino que nasceu para salvar a humanidade. Só que Ele está precisando voltar o mais rápido possível.

Será utopia desejar um Feliz Natal e um Prospero Ano Novo?. Soa mal hoje em dia?

MENSAGEM FINAL
Deus, para a felicidade do homem, inventou a fé e o amor. O Diabo, invejoso, fez o homem confundir fé com religião e amor com casamento. Machado de Assis

segunda-feira, 11 de julho de 2011

IMPORTANTE PARA RADIOS

O ECAD apresenta um novo critério para distribuição de rádio: a regionalização. A mudança foi realizada após sugestões dos próprios titulares e das Associações de Música que integram a instituição. A metodologia foi implantada em janeiro e no final do mês de julho foi realizada a primeira distribuição de direito autoral seguindo o novo modelo.
Com a mudança, os valores arrecadados numa determinada Região serão distribuídos apenas aos titulares de música que tiveram suas obras executadas e captadas através de gravação ou envio das planilhas com a programação musical das rádios daquela Região, garantindo assim uma distribuição mais coerente do direito autoral.

Evolução da Distribuição do Direito Autoral
O novo critério faz parte de um contínuo processo de evolução dos procedimentos de distribuição dos valores arrecadados. As vantagens do novo critério são:
Mais eficiência na captação das execuções musicais
Remuneração dos titulares mais adequada às características culturais de cada região.
Mais transparência no processo de acompanhamento das execuções musicais por cada titular, que poderá consultar estas informações de forma mais objetiva com sua Associação.

Como funciona
A divisão das regiões seguirá o critério geográfico brasileiro: Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte. Serão gravadas e recolhidas as planilhas musicais somente das rádios adimplentes com o pagamento do direito autoral. Todas as rádios adimplentes gravadas pelo ECAD e pela Crowley (empresa terceirizada de gravação e identificação de músicas), além daquelas que tenham enviado a planilha de programação, constarão na amostragem, composta de 200 mil execuções musicais.

Também serão regionalizados o ponto autoral e o ponto conexo, que representam o valor de cada execução em qualquer tipo de distribuição, dependendo da verba arrecadada por região e do tipo de utilização musical, ao vivo ou mecânica. A distribuição de rádios continua sendo trimestral, realizada nos meses de janeiro, abril, julho e outubro. Também vale ressaltar que, o novo critério, não significa necessariamente
que determinado artista vai ganhar mais. O importante é que o titular da obra lute pelos seus direitos, procurando se informar se a rádio que executa suas músicas está efetuando o pagamento corretamente.

Sistemas de Gravação
As execuções musicais são gravadas pela empresa terceirizada Crowley, nas capitais dos seguintes estados: Bahia, Distrito Federal, Minas Gerais, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. Nas capitais dos estados do Ceará, Espírito Santo, Goiás, Pará e Santa Catarina, as execuções musicais são gravadas pelo ECAD, através do seu sistema eletrônico próprio.
Nas demais capitais e no interior dos estados, para efeito de composição da amostragem, são consideradas as planilhas de programação enviadas pelas rádios adimplentes.

A Importância das Planilhas
Para que a distribuição seja eficiente, as rádios que não são gravadas pelo ECAD ou pela Crowley, localizadas em algumas capitais onde não há o processo de gravação e em todas as cidades do interior, devem enviar planilhas com a programação musical para o ECAD.


MENSAGEM FINAL
Quanto mais uma pessoa analisa seu ser interior, mais insignificante ela parecerá a si mesma. Esta é a primeira lição da sabedoria. Sejamos humildes, e nos tornaremos sábios. Conheçamos nossas fraquezas, pois isso nos dará força. William Ellery Channing
GERALZÃO

Numa visão ampla, o mundo fecha as portas de 2006 meio conturbado. Acontecimentos aqui no BR e l’as fora enchem a gente de dúvidas para o futuro. Tenho um conhecido que diz que é otimista. Faz previsões sóbrias, mas diz que está apenas brincando. Mas o que esta acontecendo agora não brincadeira para ninguém.

Na diplomacia, nada de novo, tudo velho, ou seja, muito papo sobre Iraque, Irã, EUA, etc, etc. Aqui na América Latina, aquela união envolvendo Chavez, Lula, Morales e agora o Rafael Correa, todos chorando a ida de Fidel. O Puttin envenenando todo mundo. O Papa sem aquela força que o outro tinha. O Bush, louco, agora que está ilhado no próprio país.

No esporte 2007, ano do Pan no Rio, nada de novo, a não ser obras e nada de atletas em preparativos. Será um fiasco no próprio quintal? E os assaltos no Rio? Parece guerrilha urbana mesmo. Os times prometem com aquelas contratações e no final, não se chega a lugar nenhum. Aparece um outro, pequeno, do interior, assombrando todos. Tem mais vôlei do Bernardinho. Talvez uma opção otimista.

Na política, um caos total. Entraremos o ano com a impunidade entalada na garganta. Cadê as CPIs? Sanguessuga, cueca, mensalão, ambulâncias? Eles, os antigos políticos, aliados agora aos novos, estão todos lá. A Câmara parece uma cadeia. Tiraram o Collor por muito menos. E ainda se lê nos jornais que Marcus Valério, o careca ladrão, está implantando cabelos. Coitado de nos, brasileiros.

Tem juizes e juizes falando inadvertidamente e em seguida sendo violentados pelas injustiças do Brasil, como assaltos, insultos, etc. Tem Brigadeiros falando bobagens sobre os aviões que cruzam os céus do país e outros que tentam subir e não conseguem. É o desmando da aviação? Tem tio matando sobrinho, filho matando pai. Presos sendo degolados nos presídios. E a Igreja só reclamando. E o ano termina com aquela frase que todos dizem no fim de ano. FELIZ ANO NOVO!!


MENSAGEM FINAL
Depende dos juízes esta verdade simples e terrível: a de que todos os seres humanos nascem iguais em dignidade e direitos. Fabio Konder Comparato
FIM DE ANO NA EMPRESA

Há muitos e muitos anos, um homem visionário resolveu fazer uma empreitada. Criar uma empresa complexa, mas tão complexa que necessitaria de bilhões de gerentes. Essa empresa fabricaria e teria de tudo que qualquer ser humano pudesse imaginar. Então ele começou a montá-la sem nenhuma pressa, sem muitas reuniões, sem muita conversa. Hoje, ela está aí, firme e forte. Seu nome: Universo S.A.

Ela está em franca atividade a mais de dois mil anos. Neste período nunca sonhou em pedir concordata ou falência. Nem pensar! Seus funcionários se fundem com os clientes e eles têm verdadeira adoração pela líder da empresa. Aliás, nunca fez qualquer universidade. Nunca viajou além de mil metros. Nunca dispôs de aviões para viajar e nem de lanchas para singrar os mares. Fazia tudo a pé.

Ele herdou essa imensa empresa quando completou 33 anos de idade. Foi prematuro, mas deu o cabo da missão com muito sofrimento. Mas, ele tinha o poder da palavra. De um só lugar emitia doutrinas empresarias e criava paradigmas. As normas de sua empresa correram o mundo e hoje são muito seguidas. Apesar de seu poder, ele era simples. De vez em quando lavava os pés dos funcionários a mostrá-los que a humildade é importante em todos os negócios.

Ah! E tem mais: Nas reuniões, nunca usava microfone para falar com os colaboradores. Muito menos usava e-mails para ler as mensagens dos concorrentes. Nunca precisou usar a televisão para aparecer e era avesso dar entrevistas a jornais e revistas. Porem, seus discursos tinham argumentos fortes que calavam os contrários. Dizia sempre que os gestos demonstravam o caráter das pessoas.

Respeito. Essa era uma das palavras chaves desse grande benemérito. A outra era fidelidade. Para dar respeito e ter fidelidade, ele ensinava aos colaboradores a se preocuparem com a missão e não com a comissão. Por exemplo: Nunca fazia uso do imenso poder a seu próprio favor, mas usava em favor dos semelhantes mais necessitados, à medida que a empresa crescia.

Mas como nem tudo agrada a todos. Esse grande empresário benemérito foi acusado de fraude, falsos paradigmas empresariam e para mostrar que a Universo S.A. poderia seguir seu caminho, pediu demissão de tudo e foi morar no andar de cima, onde ninguém poderia vê-lo, só senti-lo.

Seu desaparecimento físico foi um ato de amor que só cabia a ele executar. Por isso mesmo, foi amado e admirado por mais colaboradores-clientes. Hoje, essa empresa, apesar dos trancos e barrancos vai indo. É um lugar bonito para se trabalhar, apesar de alguns indivíduos contrários. Sua produção ainda se chama AMOR, que muitos ainda não sabem como conseguir.

Por sinal, neste dia 25 de dezembro que pssou, milhões de colaboradores em muitos lugares desta imensa empresa chamada Universo se reuniram, precisamente á meia noite e comemoraram, não o desaparecimento do líder, mas o seu nascimento, lembrado seus ensinamentos, suas palavras. Ah! Seu nome é Cristo. Jesus Cristo. Todos com boa vontade e com o amor no coração. Eu fuium deles.

MENSAGEM FINAL
A felicidade é a única coisa que podemos dar sem possuir. Voltaire
BOM DE VER
Tempos atrás minha mãe pediu para ir com ela ao cinema. Ainda era Cachoeiro. Ainda era o Cine Broadway, na cabeça da Ponte de Ferro, em frente ao P.Q.P. bar. O cinema cheio observava, perplexo, o colorido de Deborah Kerr e Gary Grant no filme An Affain to Remember, ou seja, Tarde Demais para Esquecer. E levou muito tempo para ser esquecido. Até hoje....

Porque? Pois foi um filme de amor. Não fazem mais filmes assim. Ou melhor, fazem sim. O ultimo foi Uma Linda Mulher, ou seja, Pretty Woman com Julia Roberts e Richard Gere. Acho ate que a Camila Pitanga se baseou no papel da Julia para compor seu personagem Bebel na novela das nove. Foi um filme de amor, um conto de fadas. É o que todos procuram ver para se distrair.

Recentemente vimos Atrás da Felicidade, com Will Smith. A narrativa não é de amor, e sim de exemplo a ser seguido. São filmes diferentes da maioria lançada ultimamente nas telas gigantes, filmes que não marcam como marcou Tarde Demais. Uma mulher ficou numa cadeira de rodas e não pode ir ao encontro, firmado anos atrás. A outra, uma prostituta viveu um romance o hotel mais famoso de Los Angeles, com um jovem milionário e solteiro. Bons, são filmes.

Mas pense bem, em meio a tanta violência, tanto presepada, tanta mentira, ver filmes assim distrai, engana, passam momentos diferentes. Principalmente quando se esta em boa companhia. Portanto, quando for a uma locadora, pegue novamente esses dois filmes, mesmo que você já tenha visto mais de uma, duas vezes. Vale a pena ver de novo. Não é por nada não. Simplesmente para alimentar seu ego, que precisa e você não sabe quanto.

MENSAGEM FINAL
Na boca de quem não presta, quem é bom não tem valia. Chico Anísio
ECOS DO ENCONTRO
O jovem presidente da Abert bem disse que esse congresso recém terminado em Brasília seria um dos mais importantes dado o momento que comunicação brasileira vive, como na digitalização da Tv e do radio, na formação de redes publicas, etc. Nos painéis do referido congresso, muitos falaram, colocaram suas opiniões, discutiram muitos itens concernentes ao futuro da comunicação nacional.

O coordenador da Aliança do Radio Digital afirmou que a instalação do rádio digital é importante para fazer frente às novas mídias, pois a portabilidade do rádio está sendo ameaçada pela Internet e até pela televisão. “Estamos recebendo uma geração que não escuta rádio porque só ouve Ipod. Alguns jovens mal conhecem o rádio, portanto devemos investir em qualidade” Concordamos com esse ponto de vista.

Já Franklin Martins explicou que essa nova rede de radio publica, não será chapa-branca, como ele afirmou. Disse também “haverá cerceamento da opinião de quem pensar diferente do governo”
Dentre outras coisas, fez questão de frisar que o governo está começando a trabalhar dentro de um projeto de criação de uma rede nacional de rádios públicas que será diferente da televisão. Afinal, nesse novo sistema de rádio, o que vai mudar serão os conceitos que até agora vigoravam para nortear a programação de emissoras nos Estados..
Muito bom que no evento se pensou na produção nacional para radio e Tv. Hélio Costa disse que batalhar pela produção brasileira nas futuras implantações. Ele comparou a receita das empresas de telecomunicações e do setor da radiodifusão. As teles, de capital internacional, lucraram R$ 126 bilhões em 2006, enquanto as rádios e tevês nacionais lucraram R$ 14 bilhões. “A questão não é ser contra o investimento estrangeiro, mas temos que preservar a qualidade da radiodifusão nacional”. Até que enfim, heim Costa!

Um dos pontos altos do encontro foi justamente um painel Radio: Mercado, que chamou pouco a atenção, talvez pela desinformação. Foi debatido por especialistas como melhorar a relação comercial entre o radiodifusor e o mercado publicitário. O rádio é a mídia que tem mais força no país e em um período de apenas quinze dias atinge 92% da população. Porém, é unanimidade entre radiodifusores e representantes do mercado que o setor ainda não aproveitou todo seu potencial. Foi um excelente debate técnico

Por fim, as palavras do Presidente Lula ecoaram em cada emissora do país, quando disse no encerramento do Encontro que “sem rádio e televisão o país ficaria privado de parte indispensável da sua capacidade de se comunicar consigo mesmo". E indo contra as palavras, ações e pontos de vistas de muitos de seus colegas latinos, Lula disse mais: "O respeito que eu tenho pelo papel que a radiodifusão joga nesse país é muito simples e eu acho que todo mundo deveria ter.

Eu não seria o que eu sou, não teria sido dirigente sindical importante se não fossem os elogios e as críticas que eu recebi. Não teria criado um partido importante se não fossem as críticas e os elogios, e não teria chegado à Presidência da República se não tivesse recebido críticas e elogios"
Enfim, esses foram os ecos desse encontro da classe em Brasilia.

MENSAGEM FINAL
Uma das mais graves conseqüências que observamos é a criação de uma imagem do mundo onde a violência é uma coisa normal, ou pior, onde a violência é recompensada e inevitável. Groebel
DIGITALIZOU
No último dia 21 de setembro foi comemorado o Dia do Radio e com ele uma noticia para os amantes do radio AM. Algumas, das mais de 3.000 emissoras de radio, começaram a testar - no ar - o sistema digital. E é preciso explicar também que um novo processo em digitalização esta sendo desenvolvido ao ponto da FM poder melhorar seu sistema de som, passando a ser cristalino estéreo.

Precisou de 85 anos para se chegar a este ponto aqui no BR, já que lá nos USA o sistema vem funcionando na maioria das rádios há tempos. Antes de tudo é necessário um receptor - o radio - próprio para captar este sistema e que ainda não está sendo comercializado aqui no Brasil e os que vem dos USA não servem, pois a freqüência é diferente.

Uma potência como a Globo pode desenvolver este projeto lançando no mercado os receptores, rádios, sendo que a primeira leva seria somente com sua freqüência, ou seja, a Radio Globo Am Digital. Hoje o custo deste receptor nos USA é 250 dólares, muito caro, mesmo para lá, imagina aqui.

Pode levar em conta que essas emissoras levarão muito tempo testando sua digitalização até esse custo cair e eles poderem anunciar no mercado a nova onda. Para determinados ouvidos, nada mudará na sintonia da sua velha companheira Am. O que melhora é a qualidade da musica, da voz e do comercial, que terão uma produção mais esmerada.

Agora, o que se passa na cabeça dos proprietários de emissoras Am não se sabe ainda. Talvez queiram mudar as programações características do am para ter mais uma aproximação da programação de fm, pela qualidade do som

Esquecem eles, que devem permanecer e melhorar a programação AM já existente, pois continuará jogando o som mais longe e agora com muito mais qualidade. Deve-se também melhorar o padrão dos programas e a qualidade das informações. Só. As musicas, essas já vêm com qualidade há algum tempo. Vamos aguardar as novidades destas rádios em teste em São Paulo e Rio para sentir o que vai acontecer.

MENSAGEM FINAL
Há uma verdadeira maçonaria entre os homens. Eles estão sempre dispostos a empurrar as mulheres para posições secundárias. Simone de Beauvoir
COISAS QUE ACONTECEM V
VOLÁTIL
Nunca a economia foi tão volátil. Volátil não,foi um “crahs” mesmo. A situação continua feia, o dólar ameaçando a subir e os governantes brasileiros acreditando que o país esta “forte” economicamente.

BBB9
A Globo já esta selecionando o pessoal do BBB9. Entre muitos paulistas – só dá eles inscritos – tem um capixaba, bonachão e flamenguista, atendendo pelo nome de JR Mengão. Merecia!

ELEIÇÃO
A eleição perdeu o tesão. Lula, com seu populismo apoiou candidatos por seu Brasil afora e quase todos ganharam. Por ai já tem um desenho de como serão as próximas eleições.

CINEMA
Enquanto na televisão vamos vendo o tal do Carmo dellla Vecchia, no cinema o veterano Richard Gere faz, a cabeça de suas fans, novas e não novas com mais um novo e bom filme-passatempo chamado ‘Noite das Tormentas”

FUTEBOL
O capixaba não existe, o brasileiro só tem uns quatro bons times e na Europa, os times milionários de lá desfilam seus craques nacionais e argentinos. E o torcedor brasileiro gosta, vê e torce pelo futebol estrangeiro. Tem cabimento?

EUA
Nunca foi tão fácil ganhar uma eleição, de barbada, como nos Estados Unidos. Quem tem um presidente como Bush vota ao contrário, seja o oponente, forte, fraco, branco, preto, prolixo ou mudo. Anote ai; Ganhou Obama!

MENSAGEM FINAL
Todos os grandes pensamentos são pensamentos vivos, e podem crescer e mudar. Eles mudam e crescem como a árvore, não como a nuvem. John Ruskin
COISAS QUE ACONTECEM VI

POLÍTICA
Viva Camata. Somente um político capixaba que mudaria a indumentária uniforme dos políticos em geral, aqueles que terno e gravata, mas que, quando tiram, caem a personalidade de alguns. E depois, a gente iria á Brasília, como estivesse indo ás compras.

ESPORTES
O Ministro Dos Esportes, aquele com cara de cantor, digo, nome de cantor, pede mais verba para o esporte no orçamento geral 2009. Ô! Não é caso. É preciso antes haver um estudo para ver em que suor ira a verba.

AUMENTO
Porque os vereadores da Grande Vitória – Capital e Serra, principalmente – não solicitaram aumento de salário antes da eleição? Seria inconstitucional? Foi imoral acontecer APÓS as eleições. Nós o povo, embarcamos na lorota deles...

CORRIDA
Felipe Massa e Flamengo com os mesmos problemas, ou seja, só um milagre. Massa não conseguiu por um ponto (continuo achando o ingles um péssimo piloto) Com a Flamengo acontecerá nesta quarta ou no próximo domingo.

ELEIÇÕES
O que leva o povo a votar em candidatos que nunca tiveram expressão nenhuma como políticos, no caso de nossos maiores municípios, e depois se arrepender e viver “malhando” a administração dizendo isso e aquilo?

SEXY
O que é ser sexy nas mulheres, magreza? Saiu a lista das Mais Sexy do Mundo, encabeçada por cinco magras, nenhuma gostosona. E depois a Playboy apelou para uma de mais de 40 para vender nesse mês. É, mudaram mesmo os conceitos.

FUTEBOL
Nada será como antes. Times ricos e populares do Brasil e da Itália, sonham com os “coroas” em fim de carreira. Palmeiras com Rivaldo, que esta no Uzbequistão; Milan com Beckham, que está mal no Galaxy de Los Angeles e o Flamengo com Ronaldo, que está na reserva do Milan. Sinal dos tempos....

MENSAGEM FINAL
Todos os homens são sensíveis enquanto espectadores. Mas todos os homens
ADENDO IISempre achamos as atitudes de Hugo Chávez estranhas. Sempre lemos noticias suas no nosso programa de rádio e comentamos. Já aconselharam a gente deixar isso pra lá, deixar de falar. Inclusive manifestamos opinião aqui no Século, contra a sua atitude de “ocupar” uma estação de televisão, e até repudiamos, pois somos profissionais da área e não gostaríamos que fizessem isso conosco.

Mas estávamos sentindo sozinhos em nossos protestos, inclusive quando tomamos conhecimento de um comentário feito pelo emérito jornalista Mino Carta, onde parece que defende as atitudes de Chavez. Sabemos dos poderes desse presidente e as leis que regem. São parecidas com as daqui. Mas bem que agora surgiu uma avalanche de protestos de todas as partes do mundo. Associações nacionais e internacionais de imprensa repudiam Chávez. Governos de alguns paises também o fazem.

Agora viram que foi uma atitude um tanto arrogante, quase ditatorial. E até nosso Presidente Lula, que já elogiou Cháves e suas atitudes na América Latina ficou aborrecido quando o tresloucado estadista esculhambou com o Congresso Brasileiro, chamando-o de “ papagaio de Tio Sam”. Deprimente. Para não fugir a regra, solicitou explicações ao governo da Venezuela. Lula, antes amigão dos presidentes Evo Morales da Bolívia e Hugo Chávez da Venezuela, agora já experimentou a picada do veneno dos dois. Já se indispôs com a dupla.

Enquanto isso, o povo daquele país luta, reclama, faz protestos contra o fechamento de uma estação de Tv que era como a Globo aqui. Já pensou? No meio desse povo, estão os estudantes. Chávez comprou uma briga feia. Já viram estudante apoiar alguma coisa errada? Pois estão contra esta atitude de Chávez. Mas vamos aguardar. Pelo menos como vai ficar essa agressão a um dos símbolos do Brasil


MENSAGEM FINAL
Os pés de um homem deveriam estar plantados em seu país, mas seus olhos deveriam pesquisar o mundo. George Santayana
ADENDO O leitor do SéculoDiario Ricardo Castro de Aguiar, ao qual agradecemos sobremaneira, enviou um artigo de Mino Carta, do seu Blog, sobre o caso do fechamento da TV na Venezuela, onde extraímos na íntegra:

“A mídia nativa elegeu Hugo Chávez como o perigo público número 1, secundado por Evo Morales. Hoje leio na Folha de S.Paulo farto material assinado por Fabiano Maissonave sobre o fim da concessão da RCTV, maior emissora de televisão da Venezuela, determinado pelo presidente Chávez. Informa o jornal que com o encerramento das atividades da RCTV, não haverá mais crítica pela tevê ao governo de Caracas. Permito-me observar que a palavra crítica soa como muito tolerante em relação à emissora e distante da verdade factual “Permito-me observar que a palavra crítica soa como muito tolerante em relação à RCTV e distante da verdade factual. Dentro da RCTV foi tramado o golpe de Estado que em 2002 manteve afastado Chávez do poder por dois dias, e por pouco não o assassinou. Ali mesmo, nos estúdios da emissora, os representantes da oligarquia reuniram-se para urdir o plano de típico sabor latino-americano, a contar com o apuro da mídia em geral e quatro estrelas de quepes imensos. Concessões de canais são da competência do Estado, conforme a Constituição venezuelana. Quanto à liberdade de expressão e ao exercício da crítica, há notável diferença entre a defesa destes direitos democráticos e o inextinguível propósito de conspirar contra o Estado de Direito. Aliás, observo certo parentesco entre a mídia de lá e de cá”.

Quanto ao nosso artigo, recriminando a ação do Presidente da Venezuela em fechar o canal RCTV, estávamos pensando na sua audiência e seus programas. Até então desconhecíamos a ações políticas de seus controladores e muito pouco interessa quem apóia ou deixa de apoiá-lo. O fato é que houve um ato contra um órgão de imprensa. Houve desrespeito ao povo, tão louvado por esses governos.

Quanto ao que o exemplar jornalista Mino Carta escreveu, cabe me apenas respeitar, mesmo demorando a alcançar o seu ponto de vista, sendo que esses tipos de notas são providas de quem sabe o que escreve, no caso do grande jornalista. São fatos que os simples mortais como nós demoram a ter acesso e cometem erros de opinião. Portanto, já não esta mais aqui quem escreveu contra o ato de Caracas. Vou me aprofundar nas leituras para entender a diferença de direitos democráticos e conspirações contra Estado de Direito para nunca mais pensar erroneamente e criticar atos como esses. Quanto ao presidente daquele país, continuo duvidando de suas intenções.

MENSAGEM FINAL
Aprenda: todo adulador vive a expensas de quem o escuta. Jean de LaFontain