quarta-feira, 24 de junho de 2015


ESSA É BOA

Fazem pesquisa para tudo. Afinal ninguém faz mais nada de orelhada. Uma pesquisa que me chamou a atenção, nesse universo de muitas, foi uma que divulgou um estudo voltado para investimentos que ainda serão feitos nos veículos de comunicação por todo mundo ate 2019.

Esse estudo mostra gastos de consumidores e de anunciantes em 13 segmentos de entretenimento e mídia, abrangendo mais de 50 países ou cerca de 80% da população mundial. Pois é, amigos, o investimento em radio aqui no Brasil vai superar a média que do empregado nos demais países.

Anotem esses dados: No Brasil existem 4.500 rádios, entre AM’s e FM’s. O levantamento mostrou que 60% dos pesquisados ouvem radio e que é o segundo veículo na confiança do consumidor para publicidade. O Brasil é o maior mercado de radio da América Latina em gastos do anunciante com publicidade.

Segundo consta, o segmento radio é composto pelos gastos do anunciante com publicidade, tanto no radio tradicional quanto no digital, sendo que nos Estados Unidos, o consumidor ainda gasta com assinatura de rádios. Este estudo é quase completo, pois contempla projeções para os próximos 5 anos de gasto com radio, gasto com licenças de estações e redes, gasto com publicidade de radio via satélite.

O ápice deste estudo conclui que o radio no Brasil tem previsão de crescimento médio em torno de 3,7% ao ano. Enquanto que no resto do mundo, a média ficará em torno de 2,5% ao ano.

O gasto com consumidor e anunciante registrou US$ 13,3 milhões, O Radio ficou com 4% dessa receita. Para 2019, a expectativa é de 19,3 bilhões, eu disse bilhões, sendo que 3% desse valor será injetado no radio.

MENSAGEM FINAL

A guerra, neste mundo, não pode ser impedida pelos poderes constituídos, mas sim por aqueles que sofrem com a guerra. Estes farão a coisa mais natural: parar de obedecer ordens.  Conde Leon Nikolaievitch Tolstoi

PRESSA

Outro dia, na Câmara, foi criada a Frente Parlamentar da Migração das radios AM para FM e da digitalização do radio. A adesão chegou perto de 300 deputados, talvez todos interessados por disporem de algum canal
Segundo eles, essa frente, criada por um deputado de São Paulo, é para dar celeridade á mudança, pois tem coisas que o governo federal fica moroso em algumas decisões. 
  
Segundo um deputa do radialista, “Há anos as emissoras vem perdendo competitividade por causa da interferência de sinal. A migração do AM é de sobrevivência, principalmente para as emissoras de pequeno e médio porte. Por isso, até ser concluído, esse processo dependerá de intensa fiscalização e acompanhamento do legislativo”, afirmou

O bom disso tudo é que as emissoras comunitárias e educacionais, terão uma concorrência de grande porte, com rádios experientes, que já estão no mercado há mais tempo e que agora serão FM’s

Segundo a ABERT das 1.782 AM’s existentes, 80% ou 1.386 solicitaram migração. Desse total, cerca de 700 poderão operar no espectro atual e o restante migrará para a FM estendida (canais 5 e 6 de televisão)

A ABERT solicitou a essa frente recém criada, o acompanhamento da definição dos preços das adaptações e outorgas de AM. Solicitou cobrança as autoridades do setor para que fiquem sensibilizados sobre a relevância e urgência da migração.

Segundo consta, pelo menos umas 700 emissoras já poderiam estar operando em FM, inclusive aqui de Vitoria, mas estão impedidas devido a indefinição do preço de outorgas, decisão que cabe ao Ministério das Comunicações.
As emissoras preparadas aguardam. Aqui no Brasil tudo é complicado!

MENSAGEM FINAL

São os sentimentos e não o intelecto que determinam as opiniões. Herbert Spencer