sábado, 8 de novembro de 2014


TA NA HORA

O governo deu prazo ate o fim de dezembro para todos que desejarem fazer a conversão do AM para o FM. Muitos radiodifusores começam a se apressar na papelada que tem de apresentar a Anatel. Mas assim que receberem a autorização, tem mais um período curto para se adaptarem tecnicamente ao processo.

Aí que entra a parte mais difícil. Mexer com gente, mexer com transmissão, com parte de estúdio, etc. Isso tudo tem de ser mudado. E o mais importante, afinar a programação, uma que irá condizer com o novo som. Volto a afirmar, o som será de FM e não stereo. Será o mesmo som que ouvimos nas televisões, por exemplo.

Os proprietários e dirigentes de emissoras AM’s que optam pela conversão têm de pensar muito antes de fazer a troca. É gasto extra e uma outra mentalidade de fazer radio. Uns já têm emissoras em FM e outros vão estrear nessa fase, mas tendo sua radio em AM antes.

E os profissionais também. Aqueles que serão aproveitados terão de ser avaliados a uma nova filosofia. Não adianta ser FM, mas executando propaganda sem qualidade, locutores falando errado e tocando musicas sem qualidade de áudio. Não adianta ser FM sem uma plástica condizente com a nova qualidade de som.

Espero que o preconceito das agências de propaganda, que já existe com as rádios, mude um pouco com a nova era do radio AM com qualidade de FM. Espero que o mercado acorde para o melhor veiculo de todos, agora em FM.


MENSAGEM FINAL
Sem a teoria, a prática nada mais é que a rotina dada pelo hábito.
Louis Pasteur
PROFISSÃO E DEDICAÇÃO

A profissão de radialista é bem interessante. Ela atrai as pessoas pela sedução da musica, da fala, do contato através dos sons. De quando em vez conhecemos sempre alguém que diz que o radio o atrai, que queria trabalhar em radio, fora aqueles que, mesmo tento outra profissão, gostam também de fazer radio.

O radio é tão importante nas vidas das pessoas, que basta dizer que a televisão, que tanto seduz o povo aqui no Brasil, veio do radio, ou seja, dos profissionais que faziam radio.

Mas descobri, depois de estar muito envolvido no radio, que este é bem egoísta com agente . Mas é assim apenas com aqueles que fazem  com dedicação, levando a sério e não por apenas “gostar de fazer rádio”, pois quem gosta mesmo de fazer não vê o tempo passar.

O radio, quando feito com afinco, é uma eterna preocupação. Os familiares, muitas vezes, cobram da gente o tempo que dedicamos a ele. Tem uma maioria que apenas “cumpre horário”. São aqueles que conseguiram chegar mas não conseguiram emplacar um bom trabalho. O radio está cheio deles.

Antigamente existia uma máxima no radio. Ele é 24 horas, 365 dias funcionando, dia e noite, feriado, fim de semana. Muitas vezes havia escala para feriado e tinha sempre alguém chiando, no que a gente dizia. ‘Ei, amigo, escolheu a profissão errada. Se não quer trabalhar em feriado ou fim de semana, vá ser bancário” Claro, não desmerecendo essa profissão.

Lembro de conhecer alguns colegas que perdiam noites e fins de semana enfurnados dentro da radio, desenvolvendo projetos de programas, projetos de plástica da emissora e até projetos técnicos. Faziam isso sem sentir que dia da semana era.

Hoje não é tanto assim, mas a magia continua para as pessoas que se iludem em trabalhar em radio, que exige afinco ao extremo, e para quem é do radio na essência da palavra, a mesma dedicação.

O radio continua a ser o melhor dos veículos até hoje!

MENSAGEM FINAL
O homem não pode renascer sem sofrer.
 Alexis Carrel
MUDANÇAS

Parece inconcebível, mas não é. Hoje em dia esta muito difícil acertar uma programação musical no radio, principalmente no FM. Muitos colegas ou mesmo os incautos não irão entender o que escrevo, mas tentarei me fazer entender.

Começamos com a programação musical livre das Mas do passado, onde se tocava tudo e agradava a todos. Depois surgiram as primeiras FMS e com o estigma de radio de elevador, começaram a se complicar a partir daí.

Em seguida, vendo que esse tipo de radio não era adequada e com forte influencia das FMS americanas, que surgiam no estilo “quente”, muitas começaram a se assanhar na linha musical.

Sempre copiando o mercado externo, tentaram o “segmentarismo” e aí ficaram limitadas a um estilo único de ouvinte. Tem varias assim por aí, no funk, no pagode, na MPB, no rock, gospel etc. Um jeito menos corajoso de fazer programação musical abrangente..

Esse vertente musical segmentada, atrapalhou também  se fazer uma radio de estilo musical amplo, além de outros fatores  remando contra isso. As musicas baixadas na Internet, as rádios da web, as chances de ter uma radio própria na net e por aí vai.

A seleção musica ampla até que dá certo, desde que o ouvinte tenha paciência de ouvir a emissora. Ele não tem, justamente pelo fatores expostos acima. Como combater isso hoje em dia? Não sei também.

Talvez com muito trabalho, com muito amor, com inteligência, com som de primeira, com alcance distante, com boa equipe e compreensão e aval de todos envolvidos e com uma paciência de monge.

MENSAGEM FINAL

A fidelidade é uma das coisas mais cobradas em nossa cultura, em qualquer campo. E não passa de ficção...  Regina Navarro Lins

FACILIDADES

Entre o meio radio existe uma concorrência surda que prejudica as emissoras comerciais; as rádios comunitárias. No atual governo, foram ofertados milhares delas por todo Brasil, naquela de ajudar os mais necessitados. Com isso qualquer bairro de qualquer cidade brasileira tem uma radio comunitária.

Mesmo sendo classe comunitária, todos querem ter a sua bem feita, bonita, com bons equipamentos, principalmente os de software, fora captação e transmissão. E depois tem de ter gente para cuidá-la e mantê-la viva. É aí que entra nosso argumento.

Com o advento do computador, da Internet, ficou muito fácil fazer uma programação de radio comunitária. Usando um programa executor de musica, como ZaraRadio, é só enche-lo com os milhares de podcasts disponíveis na net. São sites que tem programas e programetes prontos para downloads grátis, de diferentes formatos e tipos, desde musicais, esportivos, humor, políticos, religiosos, etc, etc.

Uma radio comunitária, se o líder da comunidade ganhou por ganhar, ele a mantém no ar com este tipo de programa, e baixa os conteúdos em casa e os envia através de pluggins próprios. Se a radio for na própria casa, melhor. É a radio de um homem só.

Os que preferirem ter uma programação “ao vivo” colocam aqueles locutores que falam demais, misturados com musicas. O locutor pode ser o responsável pela radio. Sai tudo grátis, menos a luz, pois a internet vai de graça também.

Mesmo não podendo, eles arrecadam alguma grana no comercio local e ainda morrem de rir disso. Mas o radio comercial tem uma solução para combater e ganhar essa luta. Por ter uma estrutura melhor, mais profissional, as rádios comerciais podem fazer o mesmo e saírem ganhando com isso.

É a radio do futuro; toda gravada, parecendo ao vivo, com potencia de alcance, com conteúdos bem feitos, faturando e tudo isso com baixíssimo custo...ou quase nenhum.


MENSAGEM FINAL

Você pode morrer muito depressa; mas ainda tem tempo para se livrar de suas paixões. Seja humilde em relação a todo mundo.    Marcus Aurelius