quinta-feira, 12 de dezembro de 2013




RADIO FICTÍCIO

O programa big brother tem este nome devido ao romance fictício de George Orwell, 1084. Nele o personagem, um homem comum, lida com o regime totalitário (o big brother), que usa, entre outras coisas, câmeras de vigilância externa e interna (residencial).

Hoje, cidades e mais cidades tem disponibilizado desses recursos, onde ganhou o apelido de big brother quer dizer, uma realidade. A Internet também facilita o processo de ver “a vida do outro” através de skype ou no “whatsapp”

Pode ser que em algum lugar se esteja fazendo alguma experiência em radio, no que tange a um programa mais intimista, ou seja, um programa onde é ouvido tudo o que se passa numa casa, ou num escritório, ou mesmo num romance entre pessoas.

Não há exageros nisso. Pensem bem. Recursos tecnológicos á disposição, predisposição de pessoas em querer aparecer; é só analisar o que pode dar sentido de sequencia e colocar no ar. Seria a Radio Vida Real? “Acompanhem a vida de Marli Silva, seus problemas, suas alegrias, seu trabalho, seu romance, suas neuras, você ficará estarrecido”. Seria a chamada. Será que daria certo? Lógico que teria musica também.

O radio está deixando de ser veiculo de quase 100 anos de existência. Mesmo com a migração para o FM pode continuar na mesmice dos dias atuais, não tem novidade nenhuma. Falta de imaginação ou final de linha?

Mesmo assim continua um veículo imbatível na preferência popular, Sobreviveu a tudo; televisão, FM estéreo e agora a internet. Como dizia Jairo Maia: Deve haver alguma razão para uma preferência tão grande. Só falta ousar coisas novas, inimagináveis, para ele dizer de verdade a que veio.







HOMENAGEM PÓSTUMA TARDIA

Hoje, ás vésperas de mais um fim de ano, faço questão de homenagear um radialista cego, morto há quase dez anos na Bahia. Conto com apoio do Blog do Gusmão para o texto abaixo:

O radialista Paulo Rogério Argollo, apesar de cego desde 10 anos tinha uma vida ativa. Dois depois de ficar cego, resolveu ir vender enciclopédia. Torcedor do Bahia acompanhava os jogos do seu time pelo radinho de pilha, como fazia em todas as Copas.

Era faixa marrom de judô e dava aulas deste esporte no Instituto de Cegos. E mais: Foi campeão brasileiro de xadrez, jogando com pessoas que enxergavam. Era um sujeito ímpar.

Trabalhou na radio Sociedade Bahia quando foi afastado pela censura na época da ditadura. Nos anos 80, foi para Itabuna e conseguiu trabalhar nas emissoras Radio Jornal e Difusora, ambas daquela cidade.

Cego, mas mostrando sua competência, se tornou diretor das rádios Santa Cruz de Ilhéus, Radio Jacarandá e Radio Mundial de Eunápolis. Tentou ser político, se candidatando a vereador por Eunápolis e mais tarde por Ilhéus, não conseguindo o intento. Seu slogan era: ...”um homem de visão”

Dizem que antes de morrer, fazia um programa de estrondosa audiência na Radio Jacarandá de Eunápolis. Ele fazia piada com sua própria condição de cego, quando falava: “Fulano, eu vi você na porta da casa do prefeito. Eu vi” ou então quando afirmava. ”Não adianta mentir, pois eu vi com esses olhos que a terra há de comer”

 Não tinha papas na língua. Aliás, era audiência garantida em todas as rádios por onde passou por causa do jornalismo verdade que fazia. Em 1989 chefiou a equipe de esporte da Radio Jornal de Itabuna na Copa América em Salvador.

Antes de seu falecimento teve que amputar parte da perna direita e mesmo assim continuou a trabalhar. Sustentava cinco filhos e a fiel e dedicada esposa Gracinha. Paulo gravou um CD de poesias e crônicas para poder comprar uma prótese com a venda do disco. Mas acabou não acontecendo

Um de seus filhos o homenageia todos os anos na data de 28 de abril, dia que se foi. Fala da amizade que tinha pelo pai e evoca o poema de Bertold Brecht:
“ Há homens que lutam UM DIA e são BONS;
  Há outros que lutam por UM ANO esses são MELHORES;
 Há aqueles que lutam por muitos ANOS e são MUITO BONS;
 Porém há os que lutam por toda uma VIDA, esses são IMPRESCINDÍVEIS."

Paulo Rogério era imprescindível





ESPECTRO

O radio do Brasil deu um avanço tecnológico, sendo que foi apenas um salto. Com a migração do AM para o FM, oficializada, muitas emissoras que operam em Amplitude Modulada poderão passar a transmitir em Frequência Modulada. O Governo deu 1 ano para as interessadas solicitarem mudança. Nem todas conseguirão e o destino será o fechamento.

Na divisão do bolo de rádios brasileiras, que tem um total de 9.200, perto de 2.000 operam em AM. Para se ter uma ideia, num espaço de dez anos, o FM passou de 1.322 para perto de 3.000 em 2012.  Em cinco anos, apenas 80 emissoras AM foram inauguradas. Ainda deste bolo, as emissoras comunitárias montam um total de 4.193 rádios, fruto da política de outorga do governo petista.

Depois da digitalização do radio, que ainda será decido, as emissoras irão ter teoricamente duas divisões: As FM’s (incluindo a migração de quem conseguiu) e as comunitárias. Não insere as Educativas, que são poucas, perto de 500. Outro dado importante que não foi discutido ainda, as potências das FM’s. Elas perdem nesse quesito para as AM’s.

Muitas coisas ainda serão ditas, discutidas, revistas. A assinatura foi apenas o inicio de varias etapas. O governo indeciso na escolha do SISTEMA para implantação do digital nas rádios achou uma solução paliativa, a da migração, onde as AM’s que forem convertidas atuarão na faixa, que eles chamam de “FM estendido” que fica entre os canais 76 a 88 MHZ de frequência modulada. Cabem muitas emissoras, mas mesmo assim o governo toma suas precauções, confiando alto custo para migrar que cada emissora terá.

Para essa frequência de FM tem aparelhos receptores á venda, mas é preciso fabricar maciçamente. Isso era uma preocupação técnica no processo. Agora, as emissoras do AM que forem migrar, terão que mudar algumas coisas primordiais, como transmissores, capeamento, estilo de programação, alguns funcionários e uma política comercial agressiva.


Parece pouco, mas não é. O radio brasileiro sofrerá uma pequena metamorfose nos próximas cinco anos. Esperamos que mude para melhor, para que o setor saia do ostracismo que se encontra. Torcemos e vamos acompanhar.


A BOA CAÇA

Jornalistas e assessores de imprensa. Eles são a mesma coisa, só que um deles hoje está do outro lado do balcão, mas já foi repórter e foi á caça da informação de um assessor.  Porque existem assessores de imprensa? Talvez porque sempre acontece uma coisa desagradável para esconder, para ser dita como convém, ou para proteger e maquiar imagem numa empresa, personalidade ou órgão de governo.

Com o advento da internet, dobrou o número de assessores de imprensa trabalhando em cima de e-mails enviados, pois um “controlC/ controlV”  é fácil e rápido. Afinal, não deve haver muito tempo de o repórter ir lá e apurar o fato; ouvir as partes... Essas coisas que a ética ensinava. Triste sina de muitos jornalistas. Antes viviam farejando corrupções, hoje podem estar trabalhando para os corruptos. É assim principalmente nas Câmaras, nas Assembleias. Ou estou inventando?

Existem repórteres e assessores. Uns maduros e outros inexperientes. O assessor tem hora para tudo, uma beleza. Mas o repórter, esse ás vezes tem de deixar de almoçar para finalizar uma matéria. Uns abandonam o momento e vão. Esses são demitidos e podem se tornar péssimos assessores. Uma coisa!

Quando eu trabalhava nas duas das principais empresas de comunicação do Estado ia muitas vezes às redações. Tinham os jornalistas carrancudos e os maleáveis atrás de suas máquinas. Fui descobrir depois que aqueles sérios eram da Editoria que precisava estar atenta e pronta logo de manhã cedo. Os mais dóceis eram os de Esporte e dos cadernos que vinham atrelados ao jornal. Passei a entender um pouco mais a função deles.

Hoje vejo claramente um tríduo que move jornalistas e assessores em geral. O repórter é um caçador e o assessor a caça. E tem o leitor (que também é o telespectador, o ouvinte e ate o anunciante). Estes são os caçadores dos jornalistas.


Hoje eles têm ferramentas muito poderosas que antes não dispunham; o e-mail, as redes sociais. Nesses recursos  eles podem comentar as matérias e muita gente vê, inclusive diretores de redação. E o assessor no meio disso tudo? Está lá, tranquilo, esperando um ataque. Mesmo assim, ser assessor de empresa poderosa ou de político deve ser muito bom. Mesmo sendo a caça e estar no outro lado da mesa.



UM MERO DESAFIO

Gostaria de saber se não houvesse essa tal migração para o FM, se estariam falando em decadência das AM’s. Pelo que se saiba, o radio AM continua forte, com ou sem migração. Na realidade, se seguir adiante como sempre foi, irá fazer sucumbir essas FM’S chatas, dos locutores berrantes e eloquentes.

Dados mostram que nos anos 50, com a chegada da TV no país, muitos artistas, que faziam radionovelas, foram fazer sucesso na TV. Por quê? Porque o radio deu a eles condições de interpretação cênica, fora verbal. Há quem diga, aqueles menos avisados, que o radio poderia ter “morrido” nessa época. Morreu?

A decisão de migrar leva as AM’S a tomarem decisões definitivas e duras, aprimorar audiência, cobertura, melhorar o nível dos locutores e da parte de manutenção e por ai vai! Para umas, vai ser a redenção, mesmo com altos investimentos. Para outras, que queiram ter uma cobertura mais ampla, essas devem ficar como estão, ou seja, no AM.

O governo aposta na mudança geral, onde todas irão migrar. Mas isso não vai ser assim da noite para o dia e nem todas irão. É preciso lembrar que as FM’s atuais continuarão e passarão a ser concorrentes diretas.


Se alegam que a juventude não ouve AM por causa da qualidade, eu discordo. Não pega porque não disponibilizaram o AM nos celulares (250 milhões no Brasil). Afinal o celular não é disponível somente para jovens das classes A e B. Certamente que eles irão passar a ouvir o AM, que por sua vez não deve fugir ás raízes.


UFES 35 ANOS

Voltei a UFES esses dias para uma audiência de conciliação num posto avançado que o Tribunal de Justiça mantém no campus. Para acha-lo, tive que andar entre os prédios, nas calçadas de ligação e por debaixo das árvores.

Como o negocio era jurídico, tive de ir onde fica o Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas, o mesmo que frequentei enquanto fazia Administração de Empresas, ligado a Economia, constante deste Centro. Aí matei minhas saudades de 35 anos atrás

Lembrei-me de muitos colegas vendo a juventude de hoje andando de La para cá. Éramos iguais, pois juventude é toda igual seja a época que for. Lembrei, de alguns como Edmara, Ruth e Evandro, Baiano, Jair, Otacilinho; lembrei de nossos professores, acabados de chegar dos Estados Unidos, como Mario Herkenhoff, Stelio Dias, Vereza e os que já estavam como Marcelo Basilio e outros.

Notei também que muitos prédios foram construídos, com certeza para abrigar novos cursos. Vi que a UFES continua sendo “piéce du resistance” de românticos petistas, que outrora eram esquerda e hoje não sabem mais o que são.

Era a metade do dia. O restaurante universitário cheio, com rango a 1.50, biblioteca com movimento, os caminhos com os estudantes indo e vindo, guardas motorizados circulando. Só senti falta de um centro de informação, pois afinal aquilo é uma cidade, pois ate prefeito tem. Pelo menos no meu tempo tinha.


Um dos meus maiores orgulhos foi ter estudado La. Abomino as pagas. Estudei, me formei, fiz amigos sinceros e aprendi muita coisa que trago ate hoje onde trabalho. Foi-me oferecida uma bolsa de estudos para fazer comunicação na UNB, mas bobamente recusei. A UFES esta aí, firme e forte e fiquei feliz em revê-la.


MUITO ESCUTADO

O Ibope (ainda ele) fez uma pesquisa encomendada para saber a quantas andava a audiência do radio em relação aos outros meios. O resultado foi o que se esperava, ou seja, o radio continua a ser muito ouvido, arriscando a ter essa audiência aumentada com a migração do AM para a FM

Os locais de maior audiência foram Belo Horizonte com 82%, Recife com 79%, Porto Alegre com 77% e Fortaleza com 75%. Rio e São Paulo não foram pesquisados devido a grande concentração de emissoras e consequentemente de ouvintes por segundo

Segundo ainda a esta pesquisa, realizadas nesses Estados em sete dias corridos com apoio da Target Group Index, 96% dos ouvintes ouvem musica no carro, 70% noticias, 31% esportes e 21% humor, sendo 1ue 55% dos ouvintes usam  habitualmente radio com outros meios.

A pesquisa foi á fundo e trouxe á tona a preferência musical. O sertanejo tem a preferência de 58%,  MPB4 47%, pagode 44%, forró e rock 31% e gospel com 29%. Por ai já dá para aquilatar o nível de classes ouvintes.

Mas essas classes foram divididas na pesquisa da seguinte forma, com base no grau de formação educativa: O ensino médio foi de 36%, estudos incompletos 30%, tendo de 24 á 34 anos.  A classe C teve 48% dos ouvintes pesquisados.

Toda essa pesquisa mostra um dado importante. A família ou o individuo pode dispor de outros equipamentos ou bens como a televisão, o telefone móvel ou computador em sua casa, mas o radio está lá, no seu lugar e sempre funcionando. Resumindo: Os outros aparelhos de casa são acionados quando o radio é desligado.


MUDANÇAS

Falamos agora de duas das mais antigas fm’s do estado, a Cidade e a America. Ambas fizeram mudanças. Aqui é assim, de quando em vez uma radio faz alguma mudança na sua cara, ou seja programação.

Os motivos são poucos: Ou porque não está faturando o desejável ou porque está mal de audiência. Essa medição vem através do maldito IBOPE, que sempre regulou os números e nunca disse a realidade. Se aproxima, mas não bate lá.

Falar em audiência, isso me lembra concorrência e concorrência me lembra um radialista que coordenava uma emissora e vivia com o fone no ouvido ouvindo o que a concorrente fazia.. Eu sempre fui de opinião de que a concorrência emburrece. Afinal é ela que tem de ficar preocupada com você.

Mas vamos aos fatos. Tivemos noticias que a América FM mudou mais uma vez de direção e quem chega gosta de mudar (senão parece que não chegou). A América foi para o ar na época de Dom Silvestre. Depois acharam de arrenda-la e ficou uns 10 anos nas mãos da UVV. Voltou a pouco tempo para a Mitra. Mas voltou muito católica e aí não deu certo.

Tentam mudar e colocá-la mais secular (na linguagem fechada de quem é quase fanático de religião). Mas liberaram virando para o sertanejo. Menos mal, já que o sertanejo romântico não faz mal a ninguém. Aguardemos a próxima mudança

Já a Cidade FM, que tem o slogan de “‘radio rock” começa a se enveredar para o lado negro do funk, o pancadão. Será que a Tropical tem influencia nessa decisão? Conheço Zé Luis Dantas (ZePlay) e sei de seu bom senso. Por enquanto faz um teste somente aos sábados. Depois, não sei.

Essas duas mudanças só chamaram a atenção porque são realizadas nessas duas emissoras de tradição na capital, apesar de numa delas existir uma eminência parda que atrapalha um pouco.




MENSAGENS

Até o espírito natalino foi afetado nos tempos atuais. Não parece ser como antigamente. No radio, a gente fazia mensagens oficiais das emissoras, os ouvintes curtiam. A gente evocava o espírito da época. Hoje não vemos nem propaganda natalina nas rádios, quanto mais mensagens de fim de ano.

Na TV, filmes de natal eram apresentados. Os de hoje em nada traz as emoções que a época requer. Nem as propagandas de fim de ano que as empresas faziam, dando alusão a marca. Atualmente, só o Correios veicula propaganda-mensagem, pelo menos ate quando aprontava este artigo.

Não sei se copa do ano que vem esta atrapalhando, tirando a atenção da mídia ou se o natal esta deixando de ser natal, o natal do peru, da rabanada, das meias penduradas, dos cartões de papel. Até varandas enfeitadas com as luzes pisca-pisca estão diminuindo.

As festas de congraçamento nas empresas, quando têm, estão sem graça. O amigo X está sendo evitado por muitos, enfim, o natal e o fim de ano estão frios. Seria por causa da Internet? Aumento da frieza entre os seres humanos? Situação econômica e familiar degradante? Não, não creio.

Por exemplo, nos Estados Unidos o espírito natalino é mantido, talvez por causa do clima, frio, neve. Mas aqui tem de voltar a ser o que era. O carnaval será o mesmo, as eleições idem, porque não o natal.

Vamos curtir a época, abraçar, beijar, baixar a guarda, ser menos vil neste mundo caótico.


CONTRAPONTO

Incomoda a quem se preocupa. Passa batido para quem apenas olha. Os jornais de Vitória publicaram dias destes na primeira pagina dois destaques opostos. Os dois bastante chamativos. Um fazia alusão ao assassinato de um policial covardemente em Vila Velha. Tinha foto, tinha manchete em faixa escura e chamava a atenção para a covardia e barbárie.

A outra, mais embaixo da primeira página, exaltava a vitória do time do Flamengo na disputa pelo título da Copa do Brasil com manchete, tipo, Gostinho da Vitoria. A foto de uma quanto da outra eram de duas pessoas de cor, tanto o sargento assassinato, como o jogador herói do Flamengo. Sem querer lembrar, mas aquele dia se comemorava o Dia da Consciência negra. Uma coincidência.

O que me preocupa na pagina e o que o jornal não tem culpa, é que o leitor não teria tempo de fazer uma reflexão maior sobre o perigo da violência que assolou qualquer sociedade, principalmente a daqui. Ele (leitor) logo desvia seu olhar para uma suposta alegria, o empate com saber de vitoria do time mais popular do país.

Acho que não outra maneira de se publicar os dois principais fatos do dia anterior, mas tudo passa batido, como se essa vida fosse uma misto de indignação e alegria, as duas dependentes uma da outra e não são. Que tal se nesse dia mostrasse a mesma manchete do assassinato, mas que o resultado do jogo viesse num destaque menor?

Tive isso como tema do artigo de hoje, já que quando vi o jornal, eu que sou flamenguista, torci muito durante jogo, não fiquei feliz com aquela manchete e aquela foto sobre essa violência misturada com a do jogo. Deveria ser apenas ela e pronto. Seria mais reflexiva.




SILENCIO INTRIGANTE

Acompanho pelos jornais e pela televisão (radio também, lógico), como todo brasileiro, o desenrolar da trajetória dos mensaleiros em suas peregrinações rumo às prisões e fico intrigado com o silêncio de alguns, principalmente alguns que não poderiam ficar calados.

Os petistas mergulham no silencio dos inocentes. Lula falou uma frase apenas, “estamos juntos” disse ele. A Dilma não fala nada e uns dizem que isso é bom para ela na campanha á reeleição. Os outros, menos cotados, não falam nada pois não tem nada a falar mesmo!

O grande mistério e o silencio da oposição. Por quê? Não seria uma boa hora de opinar alguma coisa? Pelo menos comentar a frase da semana, a do deputado Genoino, “se eu morrer aqui, o povo brasileiro saberá apontar meu algozes”. Que povo brasileiro é esse? Que algozes são esses? Que drama é esse?

Interessante essa frase. O povo brasileiro deve ser o do norte do país, que vota no PT, porque o povo brasileiro e algozes aqui de baixo estão gostando desse movimento, embora alguns achem que tudo isso é uma farsa, um estratagema para as eleições. Dizem que os partidários de Zé Dirceu e Lula levam a ferro e fogo o “senhor das Guerras”, o livro.

Alguns observadores vorazes reclamam da Globo, que não esta fazendo alarde ao episodio. Não dedicou tempo corrido ás prisões, como faz com fatos menos importantes. Afinal daria muito Ibope.

E sobre os “punhos cerrados” gostaria de enfatizar que são gestos do passado, que hoje não representam mais nada, a não ser uma sofrida saudade dos tempos de combatentes da democracia. E que não é mais o caso deles

Para finalizar uma opinião pessoal,  que esses presos não deveriam repartir as celas coletivas (embora entre eles mesmos). Deveriam ter mais conforto e ate certa regalia, mas que deveriam ficar presos e nem regime semiabertos dispor.