sexta-feira, 19 de maio de 2017


PALAVRAS VICIOSAS

Toda vez que ouço uma palavra estranha muita repetida pelas pessoas venho aqui e escrevo uma crônica á respeito. Tempo era aquele que ninguém rebuscava palavras diferentes e difíceis para mostrar entendimento. Bom era falar gírias, como “bicho” ou mesmo “joia”, palavra essa usada por todos tempos atrás, mas que ficou ate hoje na boca das mulheres. Repare.

 
Mas a palavra em questão, a palavra da moda ouvida por ai com frequência é “EMPONDERAMENTO”. Acho que entrou na atualidade linguística pelas mulheres ou por causa delas. Ou seja, “dar poder a elas ou elas agora tem poder.” Interessante que  EMPODERAR é um verbo e como tal difícil de ser usado. Foram lá o pegaram e colocaram na boca do grupo que gosta falar difícil e se difundiu entre eles. Mas como todas palavras assim, breve some da verborreia pejorativa

 
Isso tudo faz lembrar de outras palavras usadas e que sumiram ou são pouquíssimas usadas pela população tupiniquim. Uma delas, a famosa COM CERTEZA. Essa encheu o saco dos ouvidos. Outra que surgiu com frequência nos anos 90 foi a palavra IMPERDÍVEL. Você que gosta de usa-la deveria usar o oposto também, pois PERDÍVEL é o antônimo de imperdível. E além do mais é um adjetivo de “dois gêneros”

 
Finalmente voltamos a invocar a palavra EXTREMAMENTE. Ela, segundo o dicionário, significa coisa “em alto grau de intensidade, de modo excepcional ou paroxisticamente (assim mesmo)“. Está ai, uma boa palavra para substituir o extremamente para aqueles que gostam de falar difícil

 
Bem, o pior de tudo é que as pessoas falam essas palavras talvez sem querer. Encaixaram automaticamente nas conversas, entrevistas, discursos, etc, o que nos leva a comprovar viraram vício de linguagem e geralmente usadas por pessoas que gostam de falar, mostrar que falam bem, e ate por aquelas que não sabem se pronunciar.

 

 
MENSAGEM FINAL

O desejo é a metade da vida; indiferença é a metade da morte. Enrico Oliveira

 

 

REVISTAS

Existiu uma época em que a revista era uma fonte de leitura tal como o jornal. As revistas eram lidas e colecionadas. No nosso Brasil muitas revistas marcaram época. Hoje existe um sem numero de publicações, mas são poucas em que o leitor faça uma leitura abrangente. Mas para falarmos de revistas, pedimos licença ao ícone chamado Seleções.

 
Na memória volto a algumas publicações de renome nacional. Outro dia relia uma Playboy, edição nacional, de 10 anos atrás e via uma revista super caprichada e inúmeros anúncios de porte. Alguns desses comerciais eram de duas páginas e muito bem feitos. Naquela época não havia crise e as modelos, razão da revista, faziam pose de nu frontal.

 
O Brasil já teve a Manchete, ícone da publicação semanal no Brasil, sem antes dizer de O cruzeiro, também semanal, um legado do grande Assis Chateubriand, revista lançada em 1928. Gostava da página do Amigo da Onça, criação do cartunista Péricles.

 
Depois veio a Fatos e Fotos, uma ponte entre essas antigas publicações com o novo. Essa fase na literatura semanal de revistas chegou com a Veja em 1968, criada pelo grupo Civita e tendo á frente o excepcional jornalista Mino Carta. Quando essa apareceu no mercado foi uma sensação. Hoje se limita ao combate informativo da política nacional.

 
Na mesma linha de Veja veio em seguida IstoÉ, criada em 1976 pelo mesmo Mino Carta. A linha da IstoÉ obedecia o estilo de uma boa e séria revista que fechava suas páginas, a Realidade. O jornalista Mino Carta não contia sua paixão pela imprensa escrita. Por ultimo a revista Carta Capital (que leva seu nome) chegou a balançar os alicerces da imprensa nacional. Hoje caiu um pouco.

 
Já em 1998, o Grupo Globo criou uma publicação para combater a Veja dos Civita e apareceu a Época. Hoje elas disputam o reduzido grupo de leitores em todo país. Uma pena. Um reflexo são as redações do Enem

 
Não podemos deixar de mencionar revistas segmentadas de relativo sucesso no mercado nacional, como a SuperInteressante, boa para pesquisa e conhecimento. A Revista VIP, mostrando mulheres sensuais, mas com um bom conteúdo jornalístico.

 
Na fase que o Brasil vivia um bom período na economia, apareceu a Revista Voce s/a com grande aceitação entre os jovens principalmente. Abordava a empresa e você, a economia e você. Muito boa.

 
As mais segmentadas ainda como Car&Drive, informando preço de automóveis no mercado e lançamentos. Outra que tinha um publico jovem foi a revista Surfar, dedicada a essa classe esportiva

Não podíamos deixar de citar uma das mais importantes publicações da America do sul, a Exame, revista sobre economia e informação de mercado.

 
Lá fora a People é uma tradição na leitura de variedades dos Estados Unidos; assim como a Forbes é obrigação no mercado de negócios; a Nature, a bíblia cientíca inglesa; a Time, uma das mais conhecidas no mundo;  a Playboy das belas mulheres do Hugh Hefner, e finalizando a Life, a mais antiga em ação, nascida em 1883 nos Estados Unidos.

 
Fiz coleções de quadrinhos como Zorro e Tarzan e até pouco atras fazia coleção de Playboy e Exame. Bons tempo.

 

 

MENSAGEM FINAL

A justiça é igual para todos. Aí começa a injustiça.

Millôr Fernandes