sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

O DOMINGO

Sou daqueles brasileiros que guardam o domingo também para o futebol. Quando não há jogo na TV á tarde é difícil terminar o dia. Pode ser qualquer jogo, desde que seja bom, principalmente quando joga o time do coração.

Sou daqueles torcedores não vibram, não gritam, xingam de vez em quando. Talvez sejam esses os piores torcedores já que não extravasam muito. Mas ficar sem futebol não dá. Fico ate irritado como que passa na televisão que não seja o futebol no domingo.

Agora aconteceu algo extraordinário. Estava tudo pronto para ser um domingo especial, já que seria a ultima rodada do campeonato brasileiro e de quebra um jogo decisivo no meio da semana pela Copa do Brasil, mas quis o destino que nada disso acontecesse.

Veio a tragédia do Chapecoense, veio a comoção mundial, vieram as notícias tristes e imagens chatas e a gente acompanhando tudo. Para quem gosta de futebol foi muito chocante. Ainda mais que haviam pessoas que a gente via todos os dias na TV, de repente desaparecidas no grave acidente.

As entidades futebolísticas suspenderam todo e qualquer tipo de jogo aqui no Brasil. Quer dizer, não teria futebol para ver domingo. Mas fiquei na minha, concordei sem sentir. Achei mesmo que deveriam suspender tudo em solidariedade aos jogadores e colegas da imprensa sim.

A tragédia foi de vitimas coletivas, maior que o egoísmo individual. Mas serviu para analisar o quanto o futebol é importante na pessoa que gosta. Fiquei analisando se fosse como o meu time, a reação de sua imensa torcida...

Depois fiquei pensando no torcedor que sou, daquele que não perde um jogo do seu time na televisão, quando não tem TV, vê na internet, quando não tem internet, ouve no radio.

Fiquei triste com o que aconteceu, como seu eu fosse torcedor da Chape.



MENSAGEM FINAL

No fundo, não existe crime organizado. O que existe é Estado desorganizado. Fernand Braudel