quinta-feira, 12 de dezembro de 2013




RADIO FICTÍCIO

O programa big brother tem este nome devido ao romance fictício de George Orwell, 1084. Nele o personagem, um homem comum, lida com o regime totalitário (o big brother), que usa, entre outras coisas, câmeras de vigilância externa e interna (residencial).

Hoje, cidades e mais cidades tem disponibilizado desses recursos, onde ganhou o apelido de big brother quer dizer, uma realidade. A Internet também facilita o processo de ver “a vida do outro” através de skype ou no “whatsapp”

Pode ser que em algum lugar se esteja fazendo alguma experiência em radio, no que tange a um programa mais intimista, ou seja, um programa onde é ouvido tudo o que se passa numa casa, ou num escritório, ou mesmo num romance entre pessoas.

Não há exageros nisso. Pensem bem. Recursos tecnológicos á disposição, predisposição de pessoas em querer aparecer; é só analisar o que pode dar sentido de sequencia e colocar no ar. Seria a Radio Vida Real? “Acompanhem a vida de Marli Silva, seus problemas, suas alegrias, seu trabalho, seu romance, suas neuras, você ficará estarrecido”. Seria a chamada. Será que daria certo? Lógico que teria musica também.

O radio está deixando de ser veiculo de quase 100 anos de existência. Mesmo com a migração para o FM pode continuar na mesmice dos dias atuais, não tem novidade nenhuma. Falta de imaginação ou final de linha?

Mesmo assim continua um veículo imbatível na preferência popular, Sobreviveu a tudo; televisão, FM estéreo e agora a internet. Como dizia Jairo Maia: Deve haver alguma razão para uma preferência tão grande. Só falta ousar coisas novas, inimagináveis, para ele dizer de verdade a que veio.







HOMENAGEM PÓSTUMA TARDIA

Hoje, ás vésperas de mais um fim de ano, faço questão de homenagear um radialista cego, morto há quase dez anos na Bahia. Conto com apoio do Blog do Gusmão para o texto abaixo:

O radialista Paulo Rogério Argollo, apesar de cego desde 10 anos tinha uma vida ativa. Dois depois de ficar cego, resolveu ir vender enciclopédia. Torcedor do Bahia acompanhava os jogos do seu time pelo radinho de pilha, como fazia em todas as Copas.

Era faixa marrom de judô e dava aulas deste esporte no Instituto de Cegos. E mais: Foi campeão brasileiro de xadrez, jogando com pessoas que enxergavam. Era um sujeito ímpar.

Trabalhou na radio Sociedade Bahia quando foi afastado pela censura na época da ditadura. Nos anos 80, foi para Itabuna e conseguiu trabalhar nas emissoras Radio Jornal e Difusora, ambas daquela cidade.

Cego, mas mostrando sua competência, se tornou diretor das rádios Santa Cruz de Ilhéus, Radio Jacarandá e Radio Mundial de Eunápolis. Tentou ser político, se candidatando a vereador por Eunápolis e mais tarde por Ilhéus, não conseguindo o intento. Seu slogan era: ...”um homem de visão”

Dizem que antes de morrer, fazia um programa de estrondosa audiência na Radio Jacarandá de Eunápolis. Ele fazia piada com sua própria condição de cego, quando falava: “Fulano, eu vi você na porta da casa do prefeito. Eu vi” ou então quando afirmava. ”Não adianta mentir, pois eu vi com esses olhos que a terra há de comer”

 Não tinha papas na língua. Aliás, era audiência garantida em todas as rádios por onde passou por causa do jornalismo verdade que fazia. Em 1989 chefiou a equipe de esporte da Radio Jornal de Itabuna na Copa América em Salvador.

Antes de seu falecimento teve que amputar parte da perna direita e mesmo assim continuou a trabalhar. Sustentava cinco filhos e a fiel e dedicada esposa Gracinha. Paulo gravou um CD de poesias e crônicas para poder comprar uma prótese com a venda do disco. Mas acabou não acontecendo

Um de seus filhos o homenageia todos os anos na data de 28 de abril, dia que se foi. Fala da amizade que tinha pelo pai e evoca o poema de Bertold Brecht:
“ Há homens que lutam UM DIA e são BONS;
  Há outros que lutam por UM ANO esses são MELHORES;
 Há aqueles que lutam por muitos ANOS e são MUITO BONS;
 Porém há os que lutam por toda uma VIDA, esses são IMPRESCINDÍVEIS."

Paulo Rogério era imprescindível





ESPECTRO

O radio do Brasil deu um avanço tecnológico, sendo que foi apenas um salto. Com a migração do AM para o FM, oficializada, muitas emissoras que operam em Amplitude Modulada poderão passar a transmitir em Frequência Modulada. O Governo deu 1 ano para as interessadas solicitarem mudança. Nem todas conseguirão e o destino será o fechamento.

Na divisão do bolo de rádios brasileiras, que tem um total de 9.200, perto de 2.000 operam em AM. Para se ter uma ideia, num espaço de dez anos, o FM passou de 1.322 para perto de 3.000 em 2012.  Em cinco anos, apenas 80 emissoras AM foram inauguradas. Ainda deste bolo, as emissoras comunitárias montam um total de 4.193 rádios, fruto da política de outorga do governo petista.

Depois da digitalização do radio, que ainda será decido, as emissoras irão ter teoricamente duas divisões: As FM’s (incluindo a migração de quem conseguiu) e as comunitárias. Não insere as Educativas, que são poucas, perto de 500. Outro dado importante que não foi discutido ainda, as potências das FM’s. Elas perdem nesse quesito para as AM’s.

Muitas coisas ainda serão ditas, discutidas, revistas. A assinatura foi apenas o inicio de varias etapas. O governo indeciso na escolha do SISTEMA para implantação do digital nas rádios achou uma solução paliativa, a da migração, onde as AM’s que forem convertidas atuarão na faixa, que eles chamam de “FM estendido” que fica entre os canais 76 a 88 MHZ de frequência modulada. Cabem muitas emissoras, mas mesmo assim o governo toma suas precauções, confiando alto custo para migrar que cada emissora terá.

Para essa frequência de FM tem aparelhos receptores á venda, mas é preciso fabricar maciçamente. Isso era uma preocupação técnica no processo. Agora, as emissoras do AM que forem migrar, terão que mudar algumas coisas primordiais, como transmissores, capeamento, estilo de programação, alguns funcionários e uma política comercial agressiva.


Parece pouco, mas não é. O radio brasileiro sofrerá uma pequena metamorfose nos próximas cinco anos. Esperamos que mude para melhor, para que o setor saia do ostracismo que se encontra. Torcemos e vamos acompanhar.


A BOA CAÇA

Jornalistas e assessores de imprensa. Eles são a mesma coisa, só que um deles hoje está do outro lado do balcão, mas já foi repórter e foi á caça da informação de um assessor.  Porque existem assessores de imprensa? Talvez porque sempre acontece uma coisa desagradável para esconder, para ser dita como convém, ou para proteger e maquiar imagem numa empresa, personalidade ou órgão de governo.

Com o advento da internet, dobrou o número de assessores de imprensa trabalhando em cima de e-mails enviados, pois um “controlC/ controlV”  é fácil e rápido. Afinal, não deve haver muito tempo de o repórter ir lá e apurar o fato; ouvir as partes... Essas coisas que a ética ensinava. Triste sina de muitos jornalistas. Antes viviam farejando corrupções, hoje podem estar trabalhando para os corruptos. É assim principalmente nas Câmaras, nas Assembleias. Ou estou inventando?

Existem repórteres e assessores. Uns maduros e outros inexperientes. O assessor tem hora para tudo, uma beleza. Mas o repórter, esse ás vezes tem de deixar de almoçar para finalizar uma matéria. Uns abandonam o momento e vão. Esses são demitidos e podem se tornar péssimos assessores. Uma coisa!

Quando eu trabalhava nas duas das principais empresas de comunicação do Estado ia muitas vezes às redações. Tinham os jornalistas carrancudos e os maleáveis atrás de suas máquinas. Fui descobrir depois que aqueles sérios eram da Editoria que precisava estar atenta e pronta logo de manhã cedo. Os mais dóceis eram os de Esporte e dos cadernos que vinham atrelados ao jornal. Passei a entender um pouco mais a função deles.

Hoje vejo claramente um tríduo que move jornalistas e assessores em geral. O repórter é um caçador e o assessor a caça. E tem o leitor (que também é o telespectador, o ouvinte e ate o anunciante). Estes são os caçadores dos jornalistas.


Hoje eles têm ferramentas muito poderosas que antes não dispunham; o e-mail, as redes sociais. Nesses recursos  eles podem comentar as matérias e muita gente vê, inclusive diretores de redação. E o assessor no meio disso tudo? Está lá, tranquilo, esperando um ataque. Mesmo assim, ser assessor de empresa poderosa ou de político deve ser muito bom. Mesmo sendo a caça e estar no outro lado da mesa.



UM MERO DESAFIO

Gostaria de saber se não houvesse essa tal migração para o FM, se estariam falando em decadência das AM’s. Pelo que se saiba, o radio AM continua forte, com ou sem migração. Na realidade, se seguir adiante como sempre foi, irá fazer sucumbir essas FM’S chatas, dos locutores berrantes e eloquentes.

Dados mostram que nos anos 50, com a chegada da TV no país, muitos artistas, que faziam radionovelas, foram fazer sucesso na TV. Por quê? Porque o radio deu a eles condições de interpretação cênica, fora verbal. Há quem diga, aqueles menos avisados, que o radio poderia ter “morrido” nessa época. Morreu?

A decisão de migrar leva as AM’S a tomarem decisões definitivas e duras, aprimorar audiência, cobertura, melhorar o nível dos locutores e da parte de manutenção e por ai vai! Para umas, vai ser a redenção, mesmo com altos investimentos. Para outras, que queiram ter uma cobertura mais ampla, essas devem ficar como estão, ou seja, no AM.

O governo aposta na mudança geral, onde todas irão migrar. Mas isso não vai ser assim da noite para o dia e nem todas irão. É preciso lembrar que as FM’s atuais continuarão e passarão a ser concorrentes diretas.


Se alegam que a juventude não ouve AM por causa da qualidade, eu discordo. Não pega porque não disponibilizaram o AM nos celulares (250 milhões no Brasil). Afinal o celular não é disponível somente para jovens das classes A e B. Certamente que eles irão passar a ouvir o AM, que por sua vez não deve fugir ás raízes.


UFES 35 ANOS

Voltei a UFES esses dias para uma audiência de conciliação num posto avançado que o Tribunal de Justiça mantém no campus. Para acha-lo, tive que andar entre os prédios, nas calçadas de ligação e por debaixo das árvores.

Como o negocio era jurídico, tive de ir onde fica o Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas, o mesmo que frequentei enquanto fazia Administração de Empresas, ligado a Economia, constante deste Centro. Aí matei minhas saudades de 35 anos atrás

Lembrei-me de muitos colegas vendo a juventude de hoje andando de La para cá. Éramos iguais, pois juventude é toda igual seja a época que for. Lembrei, de alguns como Edmara, Ruth e Evandro, Baiano, Jair, Otacilinho; lembrei de nossos professores, acabados de chegar dos Estados Unidos, como Mario Herkenhoff, Stelio Dias, Vereza e os que já estavam como Marcelo Basilio e outros.

Notei também que muitos prédios foram construídos, com certeza para abrigar novos cursos. Vi que a UFES continua sendo “piéce du resistance” de românticos petistas, que outrora eram esquerda e hoje não sabem mais o que são.

Era a metade do dia. O restaurante universitário cheio, com rango a 1.50, biblioteca com movimento, os caminhos com os estudantes indo e vindo, guardas motorizados circulando. Só senti falta de um centro de informação, pois afinal aquilo é uma cidade, pois ate prefeito tem. Pelo menos no meu tempo tinha.


Um dos meus maiores orgulhos foi ter estudado La. Abomino as pagas. Estudei, me formei, fiz amigos sinceros e aprendi muita coisa que trago ate hoje onde trabalho. Foi-me oferecida uma bolsa de estudos para fazer comunicação na UNB, mas bobamente recusei. A UFES esta aí, firme e forte e fiquei feliz em revê-la.


MUITO ESCUTADO

O Ibope (ainda ele) fez uma pesquisa encomendada para saber a quantas andava a audiência do radio em relação aos outros meios. O resultado foi o que se esperava, ou seja, o radio continua a ser muito ouvido, arriscando a ter essa audiência aumentada com a migração do AM para a FM

Os locais de maior audiência foram Belo Horizonte com 82%, Recife com 79%, Porto Alegre com 77% e Fortaleza com 75%. Rio e São Paulo não foram pesquisados devido a grande concentração de emissoras e consequentemente de ouvintes por segundo

Segundo ainda a esta pesquisa, realizadas nesses Estados em sete dias corridos com apoio da Target Group Index, 96% dos ouvintes ouvem musica no carro, 70% noticias, 31% esportes e 21% humor, sendo 1ue 55% dos ouvintes usam  habitualmente radio com outros meios.

A pesquisa foi á fundo e trouxe á tona a preferência musical. O sertanejo tem a preferência de 58%,  MPB4 47%, pagode 44%, forró e rock 31% e gospel com 29%. Por ai já dá para aquilatar o nível de classes ouvintes.

Mas essas classes foram divididas na pesquisa da seguinte forma, com base no grau de formação educativa: O ensino médio foi de 36%, estudos incompletos 30%, tendo de 24 á 34 anos.  A classe C teve 48% dos ouvintes pesquisados.

Toda essa pesquisa mostra um dado importante. A família ou o individuo pode dispor de outros equipamentos ou bens como a televisão, o telefone móvel ou computador em sua casa, mas o radio está lá, no seu lugar e sempre funcionando. Resumindo: Os outros aparelhos de casa são acionados quando o radio é desligado.


MUDANÇAS

Falamos agora de duas das mais antigas fm’s do estado, a Cidade e a America. Ambas fizeram mudanças. Aqui é assim, de quando em vez uma radio faz alguma mudança na sua cara, ou seja programação.

Os motivos são poucos: Ou porque não está faturando o desejável ou porque está mal de audiência. Essa medição vem através do maldito IBOPE, que sempre regulou os números e nunca disse a realidade. Se aproxima, mas não bate lá.

Falar em audiência, isso me lembra concorrência e concorrência me lembra um radialista que coordenava uma emissora e vivia com o fone no ouvido ouvindo o que a concorrente fazia.. Eu sempre fui de opinião de que a concorrência emburrece. Afinal é ela que tem de ficar preocupada com você.

Mas vamos aos fatos. Tivemos noticias que a América FM mudou mais uma vez de direção e quem chega gosta de mudar (senão parece que não chegou). A América foi para o ar na época de Dom Silvestre. Depois acharam de arrenda-la e ficou uns 10 anos nas mãos da UVV. Voltou a pouco tempo para a Mitra. Mas voltou muito católica e aí não deu certo.

Tentam mudar e colocá-la mais secular (na linguagem fechada de quem é quase fanático de religião). Mas liberaram virando para o sertanejo. Menos mal, já que o sertanejo romântico não faz mal a ninguém. Aguardemos a próxima mudança

Já a Cidade FM, que tem o slogan de “‘radio rock” começa a se enveredar para o lado negro do funk, o pancadão. Será que a Tropical tem influencia nessa decisão? Conheço Zé Luis Dantas (ZePlay) e sei de seu bom senso. Por enquanto faz um teste somente aos sábados. Depois, não sei.

Essas duas mudanças só chamaram a atenção porque são realizadas nessas duas emissoras de tradição na capital, apesar de numa delas existir uma eminência parda que atrapalha um pouco.




MENSAGENS

Até o espírito natalino foi afetado nos tempos atuais. Não parece ser como antigamente. No radio, a gente fazia mensagens oficiais das emissoras, os ouvintes curtiam. A gente evocava o espírito da época. Hoje não vemos nem propaganda natalina nas rádios, quanto mais mensagens de fim de ano.

Na TV, filmes de natal eram apresentados. Os de hoje em nada traz as emoções que a época requer. Nem as propagandas de fim de ano que as empresas faziam, dando alusão a marca. Atualmente, só o Correios veicula propaganda-mensagem, pelo menos ate quando aprontava este artigo.

Não sei se copa do ano que vem esta atrapalhando, tirando a atenção da mídia ou se o natal esta deixando de ser natal, o natal do peru, da rabanada, das meias penduradas, dos cartões de papel. Até varandas enfeitadas com as luzes pisca-pisca estão diminuindo.

As festas de congraçamento nas empresas, quando têm, estão sem graça. O amigo X está sendo evitado por muitos, enfim, o natal e o fim de ano estão frios. Seria por causa da Internet? Aumento da frieza entre os seres humanos? Situação econômica e familiar degradante? Não, não creio.

Por exemplo, nos Estados Unidos o espírito natalino é mantido, talvez por causa do clima, frio, neve. Mas aqui tem de voltar a ser o que era. O carnaval será o mesmo, as eleições idem, porque não o natal.

Vamos curtir a época, abraçar, beijar, baixar a guarda, ser menos vil neste mundo caótico.


CONTRAPONTO

Incomoda a quem se preocupa. Passa batido para quem apenas olha. Os jornais de Vitória publicaram dias destes na primeira pagina dois destaques opostos. Os dois bastante chamativos. Um fazia alusão ao assassinato de um policial covardemente em Vila Velha. Tinha foto, tinha manchete em faixa escura e chamava a atenção para a covardia e barbárie.

A outra, mais embaixo da primeira página, exaltava a vitória do time do Flamengo na disputa pelo título da Copa do Brasil com manchete, tipo, Gostinho da Vitoria. A foto de uma quanto da outra eram de duas pessoas de cor, tanto o sargento assassinato, como o jogador herói do Flamengo. Sem querer lembrar, mas aquele dia se comemorava o Dia da Consciência negra. Uma coincidência.

O que me preocupa na pagina e o que o jornal não tem culpa, é que o leitor não teria tempo de fazer uma reflexão maior sobre o perigo da violência que assolou qualquer sociedade, principalmente a daqui. Ele (leitor) logo desvia seu olhar para uma suposta alegria, o empate com saber de vitoria do time mais popular do país.

Acho que não outra maneira de se publicar os dois principais fatos do dia anterior, mas tudo passa batido, como se essa vida fosse uma misto de indignação e alegria, as duas dependentes uma da outra e não são. Que tal se nesse dia mostrasse a mesma manchete do assassinato, mas que o resultado do jogo viesse num destaque menor?

Tive isso como tema do artigo de hoje, já que quando vi o jornal, eu que sou flamenguista, torci muito durante jogo, não fiquei feliz com aquela manchete e aquela foto sobre essa violência misturada com a do jogo. Deveria ser apenas ela e pronto. Seria mais reflexiva.




SILENCIO INTRIGANTE

Acompanho pelos jornais e pela televisão (radio também, lógico), como todo brasileiro, o desenrolar da trajetória dos mensaleiros em suas peregrinações rumo às prisões e fico intrigado com o silêncio de alguns, principalmente alguns que não poderiam ficar calados.

Os petistas mergulham no silencio dos inocentes. Lula falou uma frase apenas, “estamos juntos” disse ele. A Dilma não fala nada e uns dizem que isso é bom para ela na campanha á reeleição. Os outros, menos cotados, não falam nada pois não tem nada a falar mesmo!

O grande mistério e o silencio da oposição. Por quê? Não seria uma boa hora de opinar alguma coisa? Pelo menos comentar a frase da semana, a do deputado Genoino, “se eu morrer aqui, o povo brasileiro saberá apontar meu algozes”. Que povo brasileiro é esse? Que algozes são esses? Que drama é esse?

Interessante essa frase. O povo brasileiro deve ser o do norte do país, que vota no PT, porque o povo brasileiro e algozes aqui de baixo estão gostando desse movimento, embora alguns achem que tudo isso é uma farsa, um estratagema para as eleições. Dizem que os partidários de Zé Dirceu e Lula levam a ferro e fogo o “senhor das Guerras”, o livro.

Alguns observadores vorazes reclamam da Globo, que não esta fazendo alarde ao episodio. Não dedicou tempo corrido ás prisões, como faz com fatos menos importantes. Afinal daria muito Ibope.

E sobre os “punhos cerrados” gostaria de enfatizar que são gestos do passado, que hoje não representam mais nada, a não ser uma sofrida saudade dos tempos de combatentes da democracia. E que não é mais o caso deles

Para finalizar uma opinião pessoal,  que esses presos não deveriam repartir as celas coletivas (embora entre eles mesmos). Deveriam ter mais conforto e ate certa regalia, mas que deveriam ficar presos e nem regime semiabertos dispor.


sexta-feira, 8 de novembro de 2013



DIEGO CERTO

Essa é a história de um brasileiro que se viu forçado a renegar sua pátria com todo fervor e nunca com ódio ou vingança. Falamos do sergipano Diego Costa, que saiu de lá, direto para Europa, largando a família, colegas, amigos e sua terra adorada, chamada Largato.

Depois de passar por vários times na Europa, começando em Portugal e culminando com a Espanha, Diego conseguiu se firmar, se tornar milionário e famoso, fazendo o papel inverso dos outros brasileiros que brilham lá fora, ele construiu sua própria imagem.

Sendo desconhecido da maioria dos brasileiros ate a polêmica decisão de atuar pela seleção brasileira ou espanhola, preferiu essa última. Isso foi um ato de rebeldia para muitos, para os hipócritas, talvez. Ninguém sabe os laços que na verdade o une a Espanha ou os motivos reais que fez  recusar atuar na seleção da CBF.

Está aí um dos motivos: CBF, talvez Diego tenha visto os desmandos nessa entidade, composta de dirigentes dúbios em sua maioria. Talvez ele esteja ressentido com o “governo do povo do PT” que não tenha feito nada para sua região de nascimento, talvez ele veja a balburdia covarde que ocorre no país dos blackbocs

Diego disse uma vez, em entrevista a jornalista tupiniquim, que ele era brasileiro de Largato, Sergipe, e não do resto do Brasil, que ele desconhecia. Aí já mostra seu real patriotismo e também não estamos falando disso e sim do coração e da alma, coisas que o país vai perdendo, afetando também os esportes. Afinal, os esportes são defendidos apenas pelo dinheiro ou não?




MENSAGEM FINAL
O melhor amigo do escritor é a lata do lixo. Isaac Bashevis Singer

JRMIGNONE NO YOUTUBE



FINAL DA AM

Na ultima quinta feira, dia 07/11, supostamente o outro Dia do Radialista, coisa inventada pelo incapacitado Lula em seu governo, segundo ele para homenagear Ary Barroso, á revelia dos sindicatos da classe, a Presidenta Dilma assinou o decreto que permite a migração das rádios para o FM.

Essa decisão, não o ato da assinatura, mas a migração, nada mais é do que uma medida “paliativa” deste governo incapaz, em resolver apressadamente esse processo de digitalização das AM’s sem ter escolhido o real sistema a ser implantado, ou o europeu, asiático ou americano.

Ficou fácil colocarem todas as am’s, cerca de 1.800 na faixa do FM “desmilitarizada” vamos assim chamar. Essa faixa era antes ocupada por canais de TV, que saíram devido a digitalização da TV. Ela vai de 76MHz a 88 MHz, segundo engenheiros, cabem muitas am’s aí.

O que corre por ai, pelos leigos, é que o AM estava perdendo audiência por causa das indesejáveis interferências, os chiados. Concordo em parte.  O motivo não só este, é que o AM precisa de melhora técnica, dado o avanço da tecnologia, e um certo aprimoramento de seu efetivo profissional.

Com esta mudança, autorizada pela pessoa errada, no dia errado Dia do Radialista?) por incrível que pareça, pode melhorar o nível do radio, pois haverá investimentos obrigatórios dos proprietários (ou responsáveis pela exploração já que o canal é um bem de soberania pátria), investimento esses, que também irão passar pelo pessoal que faz radio.

Ah! O Dia do Radio continua a ser 25 de setembro.


MENSAGEM FINAL
Esqueça os tempos de aflição, mas nunca esqueça o que eles lhe ensinaram. Herbert Gasser


JRMIGNONE NO YOUTUBE


UM MERO DESAFIO

Gostaria de saber se não houvesse essa tal migração para o FM, se estariam falando em decadência das AM’s. Pelo que se saiba, o radio AM continua forte, com ou sem migração. Na realidade, se seguir adiante como sempre foi, irá fazer sucumbir essas FM’S chatas, dos locutores berrantes e eloquentes.

Dados mostram que nos anos 50, com a chegada da TV no país, muitos artistas, que faziam radionovelas, foram fazer sucesso na TV. Por quê? Porque o radio deu a eles condições de interpretação cênica, fora verbal. Há quem diga, aqueles menos avisados, que o radio poderia ter “morrido” nessa época. Morreu?

A decisão de migrar leva as AM’S a tomarem decisões definitivas e duras, aprimorar audiência, cobertura, melhorar o nível dos locutores e da parte de manutenção e por ai vai! Para umas, vai ser a redenção, mesmo com altos investimentos. Para outras, que queiram ter uma cobertura mais ampla, essas devem ficar como estão, ou seja, no AM.

O governo aposta na mudança geral, onde todas irão migrar. Mas isso não vai ser assim da noite para o dia e nem todas irão. É preciso lembrar que as FM’s atuais continuarão e passarão a ser concorrentes diretas.

Se alegam que a juventude não ouve AM por causa da qualidade, eu discordo. Não pega porque não disponibilizaram o AM nos celulares (250 milhões no Brasil). Afinal o celular não é disponível somente para jovens das classes A e B. Certamente que eles irão passar a ouvir o AM, que por sua vez não deve fugir ás raízes.



MENSAGEM FINAL

Quando você detesta alguém, você detesta algo nele que faz parte de você mesmo. O que não está em nós não nos incomoda.  Herman Hesse

quinta-feira, 24 de outubro de 2013



INDECISÃO E INCOMPETÊNCIA

Segundo as ultimas noticias, a migração das emissoras AM para a faixa FM deve ocorrer agora, em novembro. O radio AM, segundo os estudiosos de plantão, dos quais eu duvido, dizem que está perdendo terreno entre os jovens, pois aparelhos como o SmartPhone não capta sinal de AM, Aliás quem disse isso foi o Ministro das Comunicações, que é um político e não um técnico. Ele disse que sob essa pressão, vai autorizar as rádios AM a se transformarem em FM.

Isso quer dizer que o governo ainda não optou pelo sistema digital estrangeiro a ser implantado no país, para que o AM se torne digital, ou seja com som de FM, não tão igual a FM, pois FM geralmente é estéreo e o AM será apenas digital, ou seja, som cristalino de FM.

Eles, os órgãos técnicos e normativos do governo, descobriram que a faixa de TV,compreendidas nos canais 5 e 6 poderiam abrigar, provisoriamente, as emissoras de AM. Essa faixa pode ser captada na maioria dos rádios existentes no Brasil. Seria uma solução paliativa que o ministro chamo-a de “pressão”. Com isso, o governo incapaz do Brasil teria mais tempo para optar por qual sistema implantar.

É uma armação política ardilosa. As AMs migrariam para os canais 5 e 6 analógicos. As TVs, hoje nestes canais, teriam que sair daí com prazo de desligamento do sistema analógico terminado; Só que 65% da população brasileira ainda tem aparelhos a tubo em casa. O Brasil não está preparado, ainda, para o desligamento, embora o ministro afirme que o governo vai facilitar a aquisição de aparelhos para captar o sinal digital dessa população.

Vivemos num impasse, num sério dilema. Serão muitas mudanças na área da comunicação. Investimentos em equipamentos, em propaganda (para dizer onde a radio está sendo sintonizada), mudança de programação, para captar novos ouvintes e com isso novos anunciantes. È tudo um tiro no escuro.

Não se resume apenas numa conversão. Muitos radialistas (radio e TV) deverão se reciclar, pois os desafios são novos, são outros e nem todos estão preparados para essa nova e feroz exigência. Vamos ver.

MENSAGEM FINAL
A opinião de um homem pode mudar honrosamente, desde que a sua consciência não mude. Victor Hugo


TRADUÇÃO DO DIA

Luigi Tenco  – Ho Capito Che Ti Amo

sexta-feira, 18 de outubro de 2013




EDIÇÕES DE 17

Leio diariamente os dois únicos e principais jornais de Vitória por força da minha função no radio. No ultimo dia 17, não sei por que, me deparei com duas edições das mais palpitantes. Tem dias que os jornais são sofríveis nas suas informações, mas este dia não.

A capa da Gazeta lembra seu fundador ao estampar foto “finaliza Lindemberg”, protesto em grafite sobre a rodovia inacabada. Já a Tribuna, popular como sempre, mostra foto dos jogadores do Flamengo, que comemoravam vitoria do na noite anterior.

Nas edições deste dia, a banalização da vida é mostrada com o pai que matou a filha para se livrar da pensão e de uma menina que matou a outra por fofoca. Será que quem  leu parou para pensar?

O grosso do interesse de leitura estava em política. Romário, o deputado, chamar os caras da Fifa e da CBF de “ladrões” não novidade, só que ele tem coragem de falar, outros não. Ah! E também  rotulou Ronaldo e Bebeto de ignorantes.

 Sobre disputa para ir para o Tribunal de Contas, faz a gente ter nojo da política, onde, eles, políticos, passam o tempo todo pensando em terminar seus dias ali, como se fosse um premio. E é. Ridículo isso.

Nesse dia, deram destaque a pedido de demissão de um diretor da Cesan. Se foi para tentar uma disputa política, como se comenta, e mesmo sem nunca ter sido político, já está eleito, pois vai contar com a estratégia de PH. É gente dele.

Duas novidades, o aumento de mais 12 municípios no Estado, e as mudanças no Código do Consumidor em beneficio aos consumidores. O senador Ricardo Ferraço foi o único da bancada capixaba contra a criação dos municípios. Já Obama respirou aliviado nesse dia com suas contas aprovadas pelo senado americano, aliviando o mundo, inclusive o BR.

Outras coisas corriqueiras estavam nas edições de nossos briosos jornais desta data de outubro. Coisa rara.


MENSAGEM FINAL
Todos nós não temos o mesmo talento, mas todos nós deveríamos ter a mesma oportunidade de desenvolver os nossos talentos. John Fitzgerald Kennedy

TRADUÇÃO DO DIA
Luigi Tenco – Ho Capito Che Ti Amo

quinta-feira, 10 de outubro de 2013



PALHAÇADA

Cansamos de ficar vendo as noticias sobre a espionagem americana em solo pátrio. Mas ninguém pensa mais um pouco que nosso governo que criar instabilidade ao governo americano e fortalecer os países nanicos que ele (PT) apoia, como Venezuela, Argentina. Peru, Equador e Bolívia.

Ninguém fala ao contrário que os Estados Unidos gostam de serem os defensores da democracia, metendo o nariz em todo lugar. Mas podem ter certeza que tem alguma coisa estranha no ar, senão evitariam essa “enchessão” de saco.

E quem é a TV Globo, que faz a primeira denúncia? Não seria “abastecida” pelo próprio governo? Afinal, essas “reportagens” mexem com ainda a maior potência do mundo e criam embaraços diplomáticos. Aliás, tudo isso já fez cair um ministro de estreita confiança e tem um político capixaba comandando uma comissão no senado que volta e meia toca nesse assunto grave.

Primeiro disseram que eles estavam bisbilhotando a vida da nossa aguerrida presidenta, o que ela deve guardar para mostrar as suas gerações futuras, que ela, Dilma, chamou a atenção dos Estados Unidos. Hummm!! Depois que eles estavam “futucando” dados da Petrobrás, o que não nada demais, já que é umas das principais petroleiras do mundo. Só que também não facilita nada para os brasileiros. O preço da gasolina é altíssimo.

Agora o negócio é com o Ministério de Minas e Energia, alegando ainda sobre dados petrolíferos. Mas urânio não estaria no topo da questão? Quem sabe? Na realidade, para as grandes potências, nós somos parceiros dos países denominados perigosos, como Irã, Venezuela e agora, a Rússia.

O tal do Snowden só fez desvendar essas coisas. E porque estaria asilado na Rússia, justamente na Rússia?  E esses casos pipocam nas redes sociais como motivo de chacota. E tem de ser. As reportagens mostradas com as reações dos políticos e do governo sobre o assunto espionagem soam ridículas. E sabem no que vai dar tudo isso?  Em nada. Esperem e verão.


MENSAGEM FINAL
Nenhum prazer dura se não for enriquecido pela variedade. Publilius Syrus
TRADUÇÃO DO DIA

Harold Melvin and Blue Notes – If don’t know me by know


MUDANÇAS
Falamos agora de duas das mais antigas fm’s do estado, a Cidade e a America. Ambas fizeram mudanças. Aqui é assim, de quando em vez uma radio faz alguma mudança na sua cara, ou seja programação.

Os motivos são poucos: Ou porque não está faturando o desejável ou porque está mal de audiência. Essa medição vem através do maldito IBOPE, que sempre regulou os números e nunca disse a realidade. Se aproxima, mas não bate lá.

Falar em audiência, isso me lembra concorrência e concorrência me lembra um radialista que coordenava uma emissora e vivia com o fone no ouvido ouvindo o que a concorrente fazia.. Eu sempre fui de opinião de que a concorrência emburrece. Afinal é ela que tem de ficar preocupada com você.

Mas vamos aos fatos. Tivemos noticias que a América FM mudou mais uma vez de direção e quem chega gosta de mudar (senão parece que não chegou). A América foi para o ar na época de Dom Silvestre. Depois acharam de arrenda-la e ficou uns 10 anos nas mãos da UVV. Voltou a pouco tempo para a Mitra. Mas voltou muito católica e aí não deu certo.

Tentam mudar e colocá-la mais secular (na linguagem fechada de quem é quase fanático de religião). Mas liberaram virando para o sertanejo. Menos mal, já que o sertanejo romântico não faz mal a ninguém. Aguardemos a próxima mudança

Já a Cidade FM, que tem o slogan de “‘radio rock” começa a se enveredar para o lado negro do funk, o pancadão. Será que a Tropical tem influencia nessa decisão? Conheço Zé Luis Dantas (ZePlay) e sei de seu bom senso. Por enquanto faz um teste somente aos sábados. Depois, não sei.

Essas duas mudanças só chamaram a atenção porque são realizadas nessas duas emissoras de tradição na capital, apesar de numa delas existir uma eminência parda que atrapalha um pouco.


MENSAGEM FINAL
A borboleta nos acha pesados; o pavão, malvestidos; o rouxinol, roucos; a águia, rastejante. Joaquim Nabuco


TRADUÇÃO DO DIA

Joe Cocker – You are so Beautiful




MEU 14 OUTUBRO

Hoje é uma data que faz lembrar-me dos tempos que foram e de tempos que teimosamente ainda virão. Sigo em frente sem nenhuma marca no corpo. Nunca quebrei uma perna ou braço, nunca fui a um hospital. Isto não é um milagre? Não levo muita coisa á sério.

Não tive muito e o que não tive não me fez falta, pois tive tudo o que queria ter. Andei, estudei, nadei, trabalhei, briguei, ensinei, amei, duvidei, joguei, rezei. Tive muitos amigos e colegas, no trabalho, nos verões em Marataises, nas escolas em Cachoeiro e Vitoria, tive 120 maravilhosos amigos no Tiro de Guerra, curti amigas nos bailes da vida, conheci outros tantos no advento da Internet, Mas os que marcaram foram os colegas de Universidade.

Tive carros, mas caminhando que vi coisas que antes eram despercebidas. Sinto uma pequena mágoa sim, de não ter visto meus crescerem, embora estivesse o tempo todo com eles. Falta de uma presença presente. Mas tive a paciência de esperar meu neto gostar de mim. Que bom!

Alguém me disse que de agora em diante é só descida, caída. Acho graça mas não desdenho. Nunca tive ódio de nada e de ninguém. Não tenho ambição (um erro?) e nem tenho medo de morrer... Talvez o motivo de seguir em frente de peito aberto, de bem com a vida, como fala Ferreira Neto.

Desde cedo fiz um pacto de respeito com Deus. Sempre tive tempo pra Ele. Exalto o radio, onde sempre trabalhei, que me ensinou a falar, a lidar com todos e a imaginar pessoas que nos ouvem.

Percebi meio que tardiamente que podia ter amado de outra maneira, com mais entrega, com mais atenção. Mas nem isso me traz arrependimento grande, já que todos os meus amores sabem de mim o bastante para continuarem me amando e admirando.

Hoje completo mais uma idade, são muitas, porém insentidas. Se a vida é feita de momentos, vivi cada um deles no presente. Sou o mesmo, sou eu, sou vocês, sou o momento.  Deus sabe disso.

MENSAGEM FINAL
Fé é o pássaro que sente a luz e canta quando a madrugada é ainda escura.
Rabindranath Tagore


TRADUÇÃO DO DIA

Bread – If




A CACHORRINHA

A história da cachorrinha vira lata atrás do dono comoveu a capital Vitória, tanto que os jornais e tv’s dedicaram espaços e tempos enormes para acompanhar e contar a historia.

O que aconteceu não difere muito do caso Hachiko Monogatari, a historia de cão japonês da raça Akita, cujo dono morreu e ele continuou a esperar pelo dono na estação de trem por 10 anos ate ele próprio morrer, história verídica, também traduzida em filme, cujo nome foi Hachiko – A dog story, estrelado por Richard Gere.

Apesar de ter sido exagerado pela imprensa capixaba, a história da cadelinha sensibilizou muita gente e não teve um final feliz. Seu dono, um pedreiro foi preso ao tentar furtar um carrinho de mão. Ela o acompanhou por kilometros, parando e ficando na porta da delegacia.

A policia tirou o pedreiro pela porta dos fundos e ela ficou la, até ser atropelada e socorrida por populares, indo para uma clinica veterinária, lugar que devia desconhecer ate então.

Alguém quis adota-la, mas lance seguinte, a justiça liberta o pedreiro três dias depois. A imprensa então registra o reencontro da cachorra e do seu dono. As fotos, nas primeiras páginas dos jornais, registram claramente o olhar feliz da cachorra.

Mas, seu dono, alegando impedimento de sustenta-la (na verdade estava ele envergonhado) dá a cachorra para quem queria adotá-la. Final feliz? Talvez. O fato é que seu caso levantou sentimentos, talvez porque este animal é que se diz amigo do homem (é mesmo) e que quase toda família tem um.

Eu mesmo tive. Danko era um policial alemão dos meus tempos de menino em Cachoeiro e recentemente, Puffy foi o queridinho das meninas la de casa. 

MENSAGEM FINAL
Se você pegar um cachorro faminto e lhe der comida, ele não vai lhe morder. Esta é a principal diferença entre um cachorro e um homem.
Mark Twain


TRADUÇÃO DO DIA

Kenny Rodgers – She Believes in Me

sexta-feira, 4 de outubro de 2013



SÉRGIO MIELNICZENKO

Conheci o Sergio em Los Angeles, quando estava montando a Tribuna Fm. Fui ao seu estúdio no Consulado Brasileiro e vi ele fazendo seu programa Brazilian Hour. A Folha de São Paulo fez mês passado uma matéria grande com ele e seu programa, que já está no ar há 35 anos.

Na ocasião Sergio se empolgou com o projeto da Tribuna, por ser uma tentativa de fazer um radio diferente. Quis fazer um intercambio coisa que não foi para frente, pois saí abruptamente da empresa.

O seu programa, levado ao ar uma vez por semana, entrevista todo artista que passa em Los Angeles. E não são poucos. Sergio, ás vezes, tem de seleciona-los. Não entrevista qualquer um, somente nomes da MPB. A gente aqui reproduziria essas entrevistas, sempre acompanhadas pelas musicas.  

Hoje seu programa está disponível em aplicativos de celulares e na internet, onde você pode acessar no www,brazilianhour.og. Além disso, houve progresso na audiência. O programa é um dos mais ouvidos entre os 5.000 da famosa rede Live365.

Sérgio é de São Paulo e está na América desde 1977. Foi para Los Angeles estudar radio e televisão e conseguiu um emprego no consulado do Brasil, que na época, recebeu uma proposta de uma estação de radio para produzir um programa de musica  brasileira.

Sergio Mielniczenko estava no lugar certo, na hora certa. Isso não acontece com frequência na vida das pessoas. Ele pegou a oportunidade e não a largou mais.


MENSAGEM FINAL
Tudo que é novo incomoda. A vida nos pega desprevenidos e nos obriga a caminhar para o desconhecido mesmo 

SEMPRE O RÁDIO

A data do radio passou, celebrado no dia 25 de setembro e não fiz nenhuma homenagem. Devo estar cansado do radio, o radio que não cria mais nada. Mas vou fazer duas coisas, tentando recuperar a data e me redimir com os colegas. Primeiro, vou mostrar uma crônica, feita por Renato Rogensk, da SulRadio e vou pedir ao nosso editor chefe aqui do seculoDiario, que coloque um link, onde homenageio Helio Ribeiro, o mago do radio, professor que me inspirou e ensinou:

26 de setembro de 2013
Ontem (26), foi comemorado o Dia do Rádio no Brasil. A importante data marca o nascimento de Roquete Pinto, considerado o Pai do Rádio Brasileiro, que em 1923 fundou a primeira emissora do país, a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro. Desde então muitas ondas já rolaram, desde a longínqua discussão do fim do rádio com a criação da televisão, até a mais recente convergência com as novas mídias. O Adnews ouviu alguns profissionais, que diretamente ou indiretamente acompanham e trabalham com o meio todos os dias. Confira:
O fim não está próximo
Uma das questões mais inquietantemente discutidas sobre o rádio é justamente a sua longevidade. Muitos apostaram alto que o veículo morreria com a popularização da televisão, o que não esteve nem próximo de acontecer. Logo depois veio a internet, o suposto novo vilão que poria fim a velha mídia de radiodifusão. “Embora as previsões datassem a morte do rádio, ele é o único meio de massa capaz de penetrar em todas as camadas de forma instantânea. A capilaridade, a penetração e cobertura do rádio fazem deste, ainda, o meio mais abrangente nos dias de hoje”, justifica Márcio Canzian, Chief Media Officer da Dim&Canzian.
Toninho Rosa, presidente da Dainet, conselheiro editorial do Adnews e sócio da produtora Infiniti fala sobre alguns desafios no caminho de uma sobrevivência saudável para a “velha mídia”. “Poucas pessoas acompanham a evolução do meio. Mesmo os empresários e executivos do rádio nem sabem que hoje ele é o meio mais consumido pela população. Mais até do que a TV. Realmente parece impossível. Esse é o problema do Rádio. A falta da união das empresas fragiliza um processo de marketing e comunicação”, opina.
As principais mudanças nos últimos anos
O rádio tem muitas décadas de estrada, mas algumas das mudanças mais significativas de sua história aconteceram nos últimos anos, sobretudo com a sua entrada em novos dispositivos tecnológicos e a convergência com as novas mídias.  
“Diria que a principal mudança foi a integração com os demais meios, como por exemplo, a internet, que não só fizeram do rádio um multiplicador de conceitos como ampliaram sua característica e diferencial de chegar a muitos lugares com uma atualização quase real time de dados e notícias”, defende Respostas Kito Siqueira, presidente Aprosom. Já Silvio Soledade, também lembra que muitos programas de rádio se pautam pelas discussões que seus ouvintes travam nas redes sociais.
O que significa a chegada das webrádios?
Nos últimos anos a qualidade da internet evoluiu e o mercado viu crescer uma série de webrádios, que inclusive, já conquistaram o seu espaço não apenas com volume de audiência, mas até mesmo ocupando posição em premiações de mídia e jornalismo.  “A internet facilitou a propagação do rádio e fez com que sua voz fosse levada ao mundo. Eu, por exemplo, a cada semana, faço um comentário de rádio que é levado em média para 300 rádios brasileiras através da Radioweb, uma agência de notícias que distribui matérias para pequenas rádios de todo o país”, comenta José Maurício. Para Márcio Canzian, já é possível acessar na web um conteúdo bem alinhado com o discurso do rádio, mas ainda assim há espaço para tornar ambas as plataformas mais interativas.
Perspectivas para o futuro
O assunto rádio percorre um longo caminho, mas sempre dá vazão a mesma pergunta. Qual será o seu futuro? Silvio Soledade acredita que coisas boas virão pela frente. “As rádiowebs já são uma realidade. Em breve teremos as rádios digitais com maior interatividade. E as rádios de periferia, que antes eram comunitárias, atualmente são oficiais e chegam onde outros veículos não conseguem chegar em termos de proximidade com o ouvinte e com a comunidade. Com o advento da internet, os rádios se modernizaram em termos de geração de conteúdo, mas continuarão desfrutando da credibilidade que sempre tiveram”.
Por Renato Rogenski

O link da homenagem ao Helio Ribeiro:


MENSAGEM FINAL

Eu nunca morreria pelas minhas crenças, porque eu poderia estar errado


Bertrand Russell