sexta-feira, 24 de janeiro de 2014


UMA MUDANÇA E TANTO

Com a migração do AM para o FM muita gente que só trabalhou em FM pode ser que não tenha espaço no novo esquema. O AM é a essência do radio, tanto que foi a base da televisão e do próprio FM.

Eu que tenho experiência das duas falo de cadeira. Tive a chance de projetar e dirigir duas das melhores FM do Estado. Distintas, mas boas. Mas no AM é que podia expandir os desafios e a criatividade

Toda radio AM vai ter que mexer e se adequar na nova proposta. Isso sem contar os investimentos em equipamentos e tecnologias porque terão de passar. Falo de programação. Certo que os programas populares continuarão as transmissões esportivas também. As coberturas maciças da policia idem, o estilo dos comerciais não serão mais gritados e nem rápidos, etc.

Nesse quadro todo, fica mais fácil para o profissional do AM se esmerar que o do FM se adaptar. Faltará-lhe experiência e jogo de cintura para tanta ecleticidade. Aqui não existe nenhum tipo de preconceito, pois afinal todos são radialistas.

Se o radio foi a base de todo o processo de comunicação, o AM será a base para o novo projeto de FM. Mais uma vez lembramos que o FM não é o som que se houve nas FM’s atuais e sim o som que se houve na TV. As AM’s  serão FM’s potentes, as FMs’ continuarão com suas limitações de som ate chegar um novo projeto de aumento de potencia.


MENSAGEM FINAL
Você não pode testar a sua coragem com cautela. Annie Dillard

É PRECISO PARAR COM ISSO

Lendo a reportagem “Matéria de Capa” de Ag de 08 de janeiro, contatei mais uma vez o descaso como os profissionais de radio são tratados por profissionais de outros veículos.

Na matéria, não foi citado nome de nenhum membro da Radio Litoral (do mesmo grupo, o que é pior) na ocasião da “visita” da funkeira Anitta aos estúdios daquela emissora em pleno recinto da empresa.

Não sei ate hoje se isso é uma norma ou se os profissionais de jornais e TV se acham mais importantes que os radialistas do radio, ou se eles acham que o veículo não merece ter destaque.

É sempre bom lembrar que o radio é o único veiculo “inserido” na Internet, ou seja um parceiro, já que tanto o jornal e a televisão sucumbiram a ela. Prova que a força está com o radio.

No entanto, essa matéria, como outras parecidas, não cita nenhum profissional de radio. No caso, a Anitta falou sozinha? Ela ficou sozinha dando entrevista? Ela veio para ir aonde? A radio tem gerente, diretor, sei La? Nada é descrito, só diz que ela esteve na Radio Litoral e pronto.

Não faço nenhuma autodefesa, Pelo contrário, atuo em todos os veículos e por isso mesmo que sei como eles agem e pensam sobre o radio.

Engraçado. Outro dia a Caixa Econômica queria emitir uma nota de aviso aos desabrigados e procurou justamente o radio, dizendo que naquele momento era o único veiculo a ir onde publico alvo estava. Os outros veículos não!


MENSSAGEM FINAL
A vida não dá coisa alguma sem retribuição e sobre cada coisa concedida pelo destino, há secretamente um preço, que cedo ou tarde deverá ser pago. Stefan Zweig

MERCHANDISING

Várias capitais do Brasil, inclusive a capixaba, estão sendo vigiadas por câmeras de monitoramento. Já falamos do romance 1984 e agora vamos falar do absurdo que se chama BBB.

Em 14 edição, este programa estreou com  patrocínio acima de 170 milhões de reais. Voltem e leiam a cifra de novo. A maioria desse bolo são de produtos que  vão expor suas marcas com mais interatividade, através dos frequentadores daquela casa. Quer dizer, sem perceberem, eles são usados pela Globo.

Vamos contar agora essa história: A ideia de televisionar rotina de pessoas anônimas surgiu na Holanda em 1999 pela Endemol. Que se baseou em “1984” de George Orwell. Mas na realidade, o primeiro reality show do mundo foi em 1992 pela MTV, com seu “The Real World”

A famosas Frementle Media, dona de MegaSenha e O Aprendiz, além de “The Kardashians” é a concorrente direta da Endemol, que ainda tem como sua a “Dança dos Famosos” e o “The Voice”, ambos na Globo. Mas é o BBB a galinha de ovos de ouro da televisão brasileira. É o terceiro programa mais visto de toda TV brasileira. Cada cota de patrocínio soma 27 mi.

Para se ter uma ideia da força de venda de um BBB, a CacauShow, uma dos patrocinadores, ano passado e este ano, vendeu em 2013, vinte milhões de trufas de chocolate em apenas três meses. Fora os “cases” da Fiat, Omo; todos com retornos impressionantes.

Mas apesar da força de venda, o BBB demonstra também sinais de  enfraquecimento na sua totalidade de audiência. Para se ter uma ideia, a média nacional de audiência ano passado (2013) foi a metade conseguida em 2005, no pico do programa. Vamos ver o que acontecerá este ano.



MENSAGEM  FINAL
Nós podemos mais do que sonhamos, nós podemos imaginar. Dan Zadra

DUAS NOTAS III

Segundo consta em alguns sites especializados, as emissoras de TV estrangeiras estão encontrando dificuldades para transmitir a Copa do Mundo aqui no Brasil. O motivo são os valores astronômicos cobrados por produtoras locais e pelo mercado imobiliário. Assim, muitas pensam em desistir de cobrir o evento em território brasileiro. Isso é para a Copa. Ainda tem a Olimpíadas. Os estrangeiros são penalizados pela famosa Lei de Gerson, coisa de brasileiro mesquinho.

O boletim noticioso “Jornalistas & Cia”, de grande projeção nas grandes capitais, elaborou o segundo ranking do veiculo de comunicação mais premiado de 2013 e deu A Folha de SP na cabeça. A conquista do Prêmio Esso e do Prêmio SIP ajudou o jornal de Sampa a somar pontos necessários para ficar á frente de Rede Globo e do jornal gaucho Zero Hora, segundo e terceiros colocados respectivamente.

A primeira nota mostra de como será difícil a cobertura da Copa para todo mundo, numa preliminar para as Olimpíadas. Quando Lula forçou o Brasil ganhar as duas competições como anfitrião não sonhava que aqui nu7nca iria ter infra estrutura para eventos de tal porte. 

A segunda mostra que um veículo de credibilidade não precisa ser grande para abocanhar prêmios. A Folha venceu pelo seu trabalho de seriedade, não que a Globo falhe no jornalismo. Não é á toa que ela passou a veicular chamadas enaltecendo seu jornalismo pelas afiliadas afora.


MENSAGEM FINAL
Quando todos pensam igual é porque ninguém está pensando. Walter Lippman