sábado, 21 de abril de 2012


NÃO CONSIGO

Pois é, não consigo ficar parado ouvindo uma rádio. Primeiro é difícil achar uma do meu gosto e depois, caso eu ache uma assim, não tenho mais paciência. Acho que minha paciência para o radio está esgotando.

Na realidade talvez nem vontade eu tenha mais de dirigir uma, ou até montar uma nova. Os tempos são outros, os conceitos são outros, as musicas são outras e os ouvintes... Bem, esses não existem.

Já foi o tempo de se ouvir uma musica no radio com uma audição de qualidade. Para quem ouve musica nos minúsculos fones de ouvido, não podem aquilatar qualidade nenhuma de musica. E o baticum da galera mais popular naquela altura nos ouvidos?

Sim, continuo no radio, mas fazendo uma coisa totalmente diferente aos meus padrões... Faço um jornal falado, editado e com muitas entrevistas. O bom é que vai para todo o Estado, através de 23 emissoras. Pelo menos isso!

Agora, ouvir radio de qualidade, talvez um pouco na Internet, enquanto navego. Mas ouço repartido, já que estou fazendo outra coisa, isto é, navegando. Não estou “só” ouvindo. Sacho que isso já era. Só ouvir radio.

Não estou desmerecendo o radio. Vim dele, me criei nele, tive meus maus e bons momentos de vida nele. Ainda acha que nunca aparecerá outro veículo, outro meio para desbanca-lo. Vieram a TV e a Internet e ele, radio, continua, com um agravante, esses veículos precisam dele.

Só que o radio para mim cansou, se tornou a mesma coisa. Não se tem noticia que alguém esteja inovando no radio. E olha que falo isso já algum tempo. Tem?


MENSAGEM FINAL
O passado pelo menos é seguro. Daniel Webster

NADA, MARIA SANZ

Como essa menina (senhora, já é mãe) escreve bem! Sempre que posso leio o que ela escreve na revista de domingo da Gazeta. Gosto de ler ás segundas, antes do banho. Mas alguém há de perguntar: - Você lendo aquela revista da Gazeta? Respondo afirmativamente, pois gosto da Maria e do Paulo Coelho, só. As outras folhas, nem folheio quanto mais prestar atenção.

Gosto de ler revistas. Vem do tempo de Fatos&Fotos, Manchete, da Veja do inicio, (agora não, ela só derruba ministros corruptos desse governo), talvez por isso que eu escreva religiosamente numa, a Revista Sim.

Outro dia me emocionei com a Maria Sans Martins, quando ela escreveu, sempre com maestria, Nada de Presente, do Patrick McDonnell, criador da famosa  tira Mutts dos jornais americanos. Aliás, ela se baseou e contou essa historia na sua cronica.

Mas o mote mesmo foi sobre o rejuvenicimento, o medo de envelhecer, e da amizade. Sou de poucos amigos, mas ela me fez ver que esses poucos que tenho, quando estou com eles, me sinto muito feliz. É que nunca me dei conta disso, pois a felicidade é perseguida por mim o tempo todo. Sou meio triste de natureza.

Ela também mostra que do convívio sadio, vem a alegria e sendo alegre, mesmo que as vezes, o processo de envelhecimento encontra uma barreira aí. É fato. As pessoas alegres são lindas, seja quais forem.

E outra coisa, com essa crônica da Maria, lembrei de algumas que fiz chamadas “Nada a Escrever” e desse nada saí uma crônica. O nada é uma coisa valiosa em muitos momentos. O "nada" realmente é cheio de surpresas, cheio de riqueza. Disse que fiquei emocionado lenda a crônica dela, mas foi uma emoção alegre. Rejuvenesci naquele momento. Não é, Maria?

e não faz por menos, é sempre na Arena Vitória.


MENSAGEM FINAL
Um homem realmente escreve para um público de cerca de dez pessoas. E claro que se outros gostarem, isto e lucro. Mas se aqueles dez ficarem satisfeitos, ele fica feliz. Alfred North Whitehead

INTIMIDADE DISTANTE

Depois que passei a entrevistar de modo contínuo alguns políticos importantes do Estado, comecei a sentir de como eles relaxados são outros. Ali no estúdio, sempre acompanhados de assessores, eles ficam agora relaxados e brincam, perguntam, conversam, mostram coisas, ficam tranquilos.

O Senador Ricardo Ferraço sempre educado e simpático chega, passa os olhos nos jornais, conversa sobre o que vai falar e agora já até comanda a gravação. Dificilmente interrompe a gravação. Os assuntos fluem de quem sabe o que faz em Brasília.

Já o Deputado e delegado federal Rodney Miranda começou meio introspectivo, sem jeito normal. Mas depois de umas três sessões de gravação já se soltou, chegando ater a falar mais alto. Por sinal nunca vi ninguém que fale tão baixo, sem alterar a voz em momento nenhum. E olha que sua profissão exige autoridade na voz. Mas é tranquilo. Um bom exemplo.

O ex-governador Paulo Hartung virou outra pessoa (ou voltou ao que era) depois que se desincumbiu de missão de mandatário máximo do Estado. Quando ele aparece para gravar para o Jornal da Rede, chega simpático, amigo e relaxado. Chega ate a mostrar sites que ele frequenta, não parecendo nem de longe aquele governador de meses atrás, tamanha simplicidade.

Agora outro que demonstra simplicidade e conhecimento da palavra é o pré candidato a prefeito Luciano Rezende. Já chega falando de Cachoeiro, já que é de la também. Alias tem dois bons oradores na Assembleia que admiro pela facilidade da palavra, Luciano Rezende e Marcelo Santos.

Tem dois que me deixam sempre á vontade, talvez pelo grau de amizade, o deputado estadual e cachoeirense Hercules Silveira e a Deputada Rose de Freitas. Mas com todos a seriedade das perguntas é uma constante. O sentido profissional de ambas partes também.

Não sei se posso dizer que quase no final de carreira eu estou aprendendo com eles, estou sim e muito.


MENSAGEM FINAL
O que é lento, logo ficará muito rápido. Como o presente, que mais tarde será passado.  Bob Dylan
AINDA NÃO
Desde que Obama ganhou as eleições americanas em cima da Internet que políticos brasileiros sonham em utilizar o mesmo mecanismo. Só que para esse fim, a Internet ainda não vingou no Brasil, ainda.

Pois bem. As pesquisas mostram que a freqüência maciça na Internet aqui no Brasil é em cima das redes sociais e nãos dos blogs, propriamente ditos. E os políticos podem dispor efizcamente de blogs.

Muitos tentaram, em eleições passadas, veicular mensagens e propaganda política nas redes sociais e foram rechaçados logo de cara, ficando é deriva no intento. O pessoal não gosta de ver essas coisas nas redes sociais.

Talvez apareça, com o tempo, algum blog de campanha política que ofereça atrativos extras, o chamado diferencial ou “plus” para que seja acessado, opinado e compartilhado. Por enquanto não existe ainda.

O que se pode fazer, talvez, é participar das redes sociais apenas como um participante normal, falando de coisas normais, se relacionando, mas nunca fazendo propaganda de sua candidatura. O pessoal vai saber que é candidato, mas vai te aceitar e compartilhar tudo com você.

Devem existir outros meios de se utilizar as redes sociais sem ser ostensivo ou ficar na de “social” apenas. Depende da criação e a inteligência de como vai se operar nesse sentido. Vamos ver nessas eleições como ficarão os sites de relacionamentos e se haverá algum blog político sagaz.

A hora é agora!

MENSAGEM FINAL
O que as grandes e puras afeições têm de bom é que, depois da felicidade de as ter sentido, há ainda a felicidade de recordá-las. Alexandre Dumas Filho