segunda-feira, 19 de janeiro de 2015


O CASO DAS IGREJAS

Querem acabar com a comunicação religiosa das igrejas, principalmente as chamadas evangélicas. O Ministerio Público esta virando suas baterias para esse mercado de aluguel de horarios nos canais de radios e TV. Segundo o MP é uma atividade ilegal, onde as emissoras são coniventes, pois sabem disso

Algm.umas emissoras de São Paulo já receberam ações e a igreja Universal também. Pior que o MP acusa a Presidencia da República e o Ministerio das Comunicações. Todos são acusados, justamente, de violarem o Código Brasileiro de Telecomunicações.

Há quem diga que o tal do Valdemiro Santiago teria perdido seu púlpito eletrônico para a Universal depois de dar calotes milionários aosdonos da Bandeirantes. Mas, com falha grave na lei, a prática tornou-se comum no mercado. Atualmente so a Globo e o SBT não alugam horarios.

A verdade é que os executivos estão muito preocupados nesse inicio de ano, temendo que sejam alvo de novas ações do MPF, contra seus acordos com instituições religiosas. São da Record, Band e RedeTv; Dizem que se isso acontecer, ficar sem o dinheiro dos pastores profetas, podem quebrar, ainda mais no ano negro de 2015

Segundo fontes, essas igrejas injetam cerca de 1 bilhão por ano nas principais emissoras de TV. Agora reparem a defesa, a resposta das Igrejas.

A Igreja Universal afirmou que a “locação” de espaço é prática legítima e usual no mercado brasileiro e está amparada pela legislação em vigor. Segunda ela, seus programas “cumprem o objetivo principal de Jesus, de alcançar o maior numero de ovelhas e propagar o Evangelho”

A Rádio Vida, citada tambem pelo MPF, disse não haver ilegalidade no arrendamento de espaços, mas sim uma “discordância sem fundamentos do Ministerio Publico Federal. A Comunidade Cristã Paz e Vida informou que suas transmissões não são provenientes de arrendamentos, mas sim de compra de determinados horários na rádio e o Ministerio das Comunicações – o maior culpado – não quis comentar por não ter sido notificado. Ainda mais agora com esse novo ministro! Vamos ver como vai ficar.

MENSAGEM FINAL
Na ideologia burra e limitada nascem os maiores absurdos da ignorância, o fanatismo. Enrico Oliveira

NOSSO STRESS

Foi descoberto agora um estudo que diz que a pessoa que trabalha com produção de noticia é prejudicada no seu sistema nervoso. A pesquisa foi feita pelo site CarrerCast. Pintou até uma lista das 10 profissões mais estressantes e dessas dez, três são do ramo das comunicações, vejam bem; locutor de radio, fotojornalista e repórter de jornal.  Vale ressaltar que fotojornalista abrange cinegrafistas e fotógrafos.

Vamos a lista: repórter de jornal; fotojornalista; coordenador de eventos; locutor de radio; ator; policial; piloto de avião; general militar, militar alistado e bombeiro. Bem sucinta essa lista!

Entre as funções de comunicação listadas, a menos bem avaliada foi a locutor de radio, que figura na sétima posição da lista. Segundo consta, os profissionais da área trabalham “aos olhos do público” E de acordo com essa pesquisa, quem atua diariamente á frente de microfones de uma emissora de radio tem um nível de estresse continuo, ou seja, incorporado.

Nas outras duas posições, fotojornalismo tem um nível de stress menos contínuo, e foi destacada no estudo a coragem de quem lida com imagens. Voce já se perguntou “de como aquela imagem foi capturada, depois de ver uma foto sensacional e imediatista?” Pois, a gente tem de agradecer a um repórter fotográfico, que arrisca sua segurança para registrar esses momentos impactantes, preservando essas fotos para sempre na história”

Na escala de stress, pelo trabalho que realiza, de exposição, de pesquisa, de perigo, o repórter de jornal aparece melhor colocado, ou seja, á frente das outras duas profissões, mas também, mal remunerado pelo que passa, pelo que representa. Além de ter sempre a ameaça de ser demitido, a pesquisa conclui que “Essa é a vida diária de um repórter de jornal, que faz tudo ao mesmo tempo com prazos exigentes”



 MENSAGEM FINAL


Aquele que não conhece a verdade é simplesmente um ignorante, mas aquele que a conhece e diz que é mentira, este é um criminoso. Bertolt Brecht

VOZ OUVIDA

Certa vez fiz uma crônica elogiando a plástica (vinhetas, abertura) da Voz do Brasil. Hoje tomo conhecimento que nas grandes cidades este programa político-governamental tem grande audiência. Uma pesquisa do IBOPE e espero que não seja encomenda, acusa São Paulo, Porto Alegre e Belo Horizonte, onde a audiência registra picos altos.

Os defensores do horário das 19 horas dizem que se mudar de horário (que é a flexibilização em andamento) iria prejudicar  as populações menos favorecidas, tipo os agricultores, que dormem cedo, como aqueles ouvintes típicos, de cidades mais longes. Balela pura!

Só que os radialistas defendem uma flexibilização que atenda melhor a ouvintes de cada região do país em até três horas, ou seja, rádios podem veicular ás dezenove, como as vinte, vinte e uma e vinte duas horas. Assim, acreditamos que o radio estaria dando mais oportunidade de as pessoas a ouvirem a Voz do Brasil.

Há quase dez anos que o radio luta para que os políticos aprovem o projeto de lei que mantém a obrigatoriedade do programa, mas que tenha essa flexibilização. Foram feitas varias tentativas m requerimentos para a inclusão na pauta, mas sem resultados. Má vontade política. Má vontade mesmo!!!

Na Copa do Mundo, as rádios utilizaram deste expediente de flexibilização através de uma MP da presidência, mas depois voltou tudo na mesma. Os radiodifusores pressionam o Congresso e nada. Estamos sem moral. Uma imprensa sem moral, como a maioria dos países da America Latina.


MENSAGEM FINAL

O mais bonito dos homens viris é algo feminino; o mais bonito nas mulheres femininas é algo masculino. Susan Sontag
A RESPOSTA

Outro dia fizemos um artigo sobre as rádios comunitárias e o que elas representam. Continuo achando que a maioria delas não faz o papel a que lhes foi cabido.  O coordenador executivo da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária , respondeu, no próprio espaço da coluna,  de maneira ríspida, descordando de tudo, claro . Acho que nos meus 48 anos de profissionalismo de radio sei o que estou falando. Mas, em resposta, transponho um artigo, feito pela Agência Brasil, no site da SulRadio, onde mostra as agruras da associação, o que eles pensam e o que passam.

“Os militantes do movimento das rádios comunitárias chamam a atenção para os motivos que levam as rádios a entrar na criminalidade, como a demora no processo de outorga, e, por outro lado, a importância desses veículos para a garantia do direito à liberdade de expressão.
Em relatório produzido pela Artigo 19, em parceria com a Associação Mundial de Rádios Comunitárias (Amarc) e Movimento Nacional de Rádios Comunitárias (MNCR), o caso da Rádio Comunitária Coité FM, de Conceição do Coité, na Bahia, é citado para ilustrar a situação.

O pedido de outorga foi feito há 15 anos, mas até agora a licença não foi liberada. Ao longo desse período, a emissora foi fechada três vezes. O seu diretor está tendo que responder judicialmente por crime federal.
Segundo a advogada da Artigo 19, Karina Ferreira, as organizações levarão o processo à Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH). Isso porque elas avaliam que, no Brasil, o que tem ocorrido é “uma violação ao direito à liberdade de expressão”, indo de encontro ao que estabelecem as resoluções internacionais.

As entidades também criticam a postura da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), órgão que tem a responsabilidade de organizar a exploração dos serviços de telecomunicações e que, por isso, fiscaliza o uso do espectro de radiofrequências.

“A Anatel só faz fiscalização punitiva. A gente defende que o Estado use a agência reguladora para fazer fiscalização educativa, mas a Anatel adota a fiscalização sobre as rádios comunitárias como punição sumária”, disse o coordenador executivo da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (Abraço), José Sóter.
Ele avalia que muitos dos problemas verificados pelos agentes são técnicos e  poderiam ser resolvidos por meio dessa política educativa. Diz ainda que a agência poderia aplicar outras sanções, como advertências, em vez de multas.

Em resposta à indagação da Agência Brasil sobre o tema, a Anatel informou que os procedimentos de fiscalização adotados pelos seus agentes são feitos dentro da legalidade e da segurança jurídica e passam por consulta interna. "Esclareça-se que os fiscais apenas vistoriam uma estação de radiodifusão com a presença e o consentimento do representante da entidade no momento da fiscalização”, disse.

Segundo o ente regulador, os fiscais têm prerrogativa para promover a interdição de estabelecimentos, instalações ou equipamentos, apreender de bens ou produtos e requisitar, quando necessário, o auxílio de força policial, “em caso de desacato ou embaraço, ao exercício de suas funções”. Em caso de críticas à conduta dos agentes, diz a Anatel, as reclamações são encaminhadas e tratadas pela corregedoria da agência.

O Ministério das Comunicações, responsável pelo setor de radiodifusão, tem promovido mudanças nos critérios de outorga, a fim de simplificar o processo de renovação e acelerar a liberação de licenças. Desde 2011, portarias permitiram que o apoio cultural pudesse ser dado por entidades de direito público e também de direito privado, ampliaram a compreensão do raio de abrangência, que deve considerar não apenas o limite colocado pela lei, mas as características da área onde está sendo executado o serviço, dentre outras alterações.

Para os comunicadores, contudo, as mudanças ainda são insuficientes. “Assim como a terra é finita e tem que ser dividida, o espaço que existe no espectro deveria ser passível de uso e usufruto de muitas pessoas”, destacou João Francisco, defendendo a necessidade de mudanças legais que promovam e não restrinjam a prática da comunicação comunitária.
Do mesmo modo, as entidades vinculadas à Abraço promovem campanha de coleta de assinaturas em apoio a um projeto que reúne propostas de mudanças na Lei 9.612, que instituiu o serviço de radiodifusão comunitária. “Nós temos plena convicção de que o foco para poder aperfeiçoar e melhorar o serviço de radiodifusão comunitária é o Congresso Nacional, com a mudança da Lei 9.612 e seus dispositivos restritivos”, defende Sóter.

A Agência Brasil procurou o Ministério das Comunicações para falar sobre a situação das rádios comunitárias, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.
Editor: Aécio Amado”

Pois assim são as comunitárias e como são tratadas pelo próprio governo (ou órgãos do governo) que as liberou


MENSAGEM FINAL


A sociedade é maior do que o mercado. O leitor não é consumidor, mas cidadão. Jornalismo é serviço público, não espetáculo.  Alberto Dines