FM&CELULAR
Este é uma daquelas matérias que a gente lê
a faz questão de republica-la neste espaço. É uma opinião da publicitária Ana
Maria, que escreve na revista radioenegocios.com.
“Smartphones com chip de rádio FM integrado oferecem
possibilidade de acesso gratuito à informação, sem consumo de banda larga e
baixa utilização da bateria”
Recentemente correu notícia de que
operadoras de internet fixa passariam a adotar o sistema de franquia de dados
também para os serviços de internet banda larga provocou uma série de críticas
entre os consumidores brasileiros. Caso entre em vigor da maneira como foi
anunciada, a medida colocará limite de download em planos de internet fixa –
muito usada em residências e empresas –, chegando à suspensão do serviço quando
o usuário atingir determinada quantidade de arquivos e dados baixados.
Enquanto a briga entre operadoras,
usuários, órgãos reguladores e entidades de defesa do consumidor não chega a um
entendimento final, a polêmica recria alternativas aos hábitos do brasileiro no
uso da internet. Para o presidente da Associação das Emissoras de Radiodifusão
do Paraná (Aerp), Alexandre Barros, este é um momento importante para se
relembrar a necessidade de que os fabricantes de celulares disponibilizem os
aparelhos com chip de rádio FM já integrado e desbloqueado. Com este recurso, o
usuário não tem necessidade de banda larga, não há grande consumo de bateria e
nem problema de perda de sinal.
“Em pesquisa divulgada este mês pela Abert, vimos
que os fabricantes têm diminuído a produção de aparelhos com recepção de sinal
FM. Isto é bastante preocupante, principalmente se levarmos em consideração o
impacto dos smartphones para o consumo da informação e até mesmo a própria
função social que o rádio ainda desempenha”, explica Barros, lembrando sobre a
responsabilidade do meio na disseminação de informações em situações de
emergência e desastres naturais que inviabilizam internet e energia elétrica.
Aos radiodifusores, ainda complementa de forma incisiva: “Está severamente
equivocado o radiodifusor que acredita que o futuro do rádio está só na
internet. A internet é um
importante meio complementar. Mas o futuro do rádio está principalmente no
dial, no sinal livre, universal e gratuito. Se não lutarmos por isso, amanhã
seremos apenas mais um serviço condicionado e regulado pelas Teles.”
A pesquisa a que se refere o
presidente é o estudo realizado pela Associação Brasileira de Emissoras de
Rádio e TV (Abert), que aponta redução de 11% no número de aparelhos à venda no
mercado com chip FM de rádio. No final de 2014, 89% dos celulares vinham com
essa funcionalidade; hoje são78%. “O argumento que muitas operadoras utilizam é
de que não há mais demanda pelo FM nos celulares. Percepção equivocada. O
avanço tecnológico e a convergência estão mudando o modo como os brasileiros
consomem as mídias; os conteúdos radiofônicos continuam a ser consumidos, mas
agora também de outras maneiras”, afirma.
MENSAGEM
FINAL
O homem que confia em outros homens
cometerá menores erros do que os que os desconfiam deles. Cavour