domingo, 1 de abril de 2012


UMA COBERTURA E TANTO

Realizada de 06 á 09 de março, a Copa das Confederações de Kart foi uma prova de como uma equipe de radio e televisão, sem aquela experiência pode se suplantar e tornar o evento num sucesso nacional, quiçá mundial.

O pessoal da Rede Sim Sat, de Vitória, sabia do evento em nossa capital, até porque nessa corrida tinham pilotos que defendem a empresa em diversas modalidades. Acontece que pra fazer uma cobertura monstruosa, ninguém estava esperando até que foi ventilada a idéia da Record News vir cobrir o evento, como uma transmissão atípica para a própria emissora de São Paulo.

Começou então uma verdadeira epopéia. Contatos intensos, preparação de veículos, construção de plataformas para as câmeras no autódromo, posições estratégicas para as tomadas da competição, passagens áreas, equipes chegando por terra com veículos equipados.

Aqui, uma reduzida, porém aguerrida equipe, quase sem experiência para tal envergadura, corria, se preparava para receber a equipe da Record News, que também vinha para outra epopéia, a de transmitir um evento longa seqüência. Foi tudo num tempo reduzido: Preparação de satélites, enlaces de transmissões, feedbacks intensos, enfim, horas não existem para terminar e nem cansaço poderia acontecer.

No dia 06 de março, eram transmitidas imagens do Autódromo de Serra para todo Brasil, com os logotipos da Record News e de sua mais nova afiliada, a Rede SimSat de Vitoria, Espírito Santo. Deu tudo certo, o Brasil via uma corrida em tempo integral, numa operação conjunta de equipes a fim de conseguirem o melhor trabalho profissional

O pessoal da Record News ficou sabendo, com certeza, que mesmo ainda se preparando para entrar em operação definitiva no Estado, aqui terá uma afiliada de ponta, aguerrida, com técnicos, repórteres, editores , motoristas e operadores que sabem o que fazem. Os diretores da SIM lutaram com todos os seus esforços para que tudo desse certo, e deu. Parabéns a todos!



MENSAGEM FINAL
Não há coincidências, nem na vida e nem no destino de cada um. O homem cria seu próprio destino. Abel Villemain

O PODER DA MENSAGEM 3

Com o desaparecimento de Chico Anísio, seus personagens vieram á tona, inclusive um que fez relativo sucesso, Roberval Taylor. Chico quis fazer uma homenagem, na época, ao mais importante radialista de todos os tempos: Hélio Ribeiro.

Roberval Taylor era o personagem que tinha a voz empostada de locutor, e Chico dava ênfase quando falava o “Taylor”, um Taylor bem empostado e acentuado. Quem viu, lembra bem.

Mas tem uma afirmação lógica. Se Chico colocou um personagem baseado no Helio Ribeiro era porque o sujeito devia fazer alguma coisa além do normal. E Helio fazia

Era de uma inteligência e versatilidade sem igual. Foi casado com uma americana e então o inglês para ele era fácil e quando encontrava alguma dificuldade (sempre tem) de traduzir alguma palavra ou sentido, recorria a mulher.

Foi quem introduziu as “versões” no rádio e com maestria. Não traduzia ao pé da letra e nem se pode traduzir assim. Por isso dizia que eram “versões livres”, mas fazia com amor, doação, palavras que marcavam quem ouvia.

Meu sogro, Geraldo Sobrozsa, hoje morando em White Plains, NY, coincidentemente o mesmo lugar que ultimamente Helio morava e morreu, mandou uma versão dele, limpa, de bom som, para que pudesse matar saudades do meu mentor no radio. A musica traduzida “Bridge Over Troubled Water”, com Simom & Garfunkell

Pedi consentimento ao Zeca, aqui do Século, para disponibilizar o link, que para todos vocês e principalmente os que não conheceram Helio Ribeiro pudessem saber como ele fazia as versões em seus programas de radio, mas pediria que ouvissem alto, e sentisse a emoção de cada palavra. Aqui está: (http://www.youtube.com/watch?v=dk3woxur7nY)



MENSAGEM FINAL
 “O que você não enxergar com seus olhos, não invente com sua língua.”  Helio Ribeiro

EX OI FM

Li uma noticia, alias alertada pelo Zacharias Cheibub, sobre a Radio Bradesco Esportes Fm. Primeiro não estou fazendo propaganda do banco, que não precisa, sendo que a noticia vale á pena falar de nomes. O Bradesco, usando conteúdo técnico e de logística da Bandeirantes Radios, vai operar na antiga freqüência da Oi FM.

Ora, a Oi falhou em suas rádios, porque não soube fazer radio gravada “ao vivo”. O que é isso? É fazer uma radio toda gravada – fala, musica, vinheta, horacerta, noticia – mas com um “tom” meio ao vivo, macetes utilizados com técnica apurada. A OI não fez isso nas suas emissoras. A proposta era boa.

Agora o Bradesco, de olho nas Olimpíadas e na Copa e com sua visão empresarial de largo alcance, conseguiu fechar negócio com a Telemar e pegar os canais (comerciais) da OI.

Além de eventos de esportes como boxe, vôlei, corrida, basquete, natação, tênis, automobilismo, remo, vela e futebol e debates sobre assuntos da área, a programação será mesclada com matérias sobre qualidade de vida, programas de humor e uma seleção de músicas.

Realmente não sei se fará toda essa cobertura propalada. Duvido. Foi citado que essa programação esportiva terá também humor e musica. Que tipo de humor? Que tipo de musica? Será que vai ficar harmônico num todo?

Desde que a OI FM sucumbiu, no fim do ano passado, as rádios continuam funcionando, nas mesmas freqüências, nas mesmas cidade – inclusive aqui em Vitoria – mas operadas pela Verão FM , do Grupo Bel, que dava suportes de conteúdo as rádios anteriormente.

Vamos aguardar o inicio das operações com o Bradesco á frente. Vamos ver no que vai dar. Talvez a gente tenha noticia do sucesso, pois se a gente não ouvir nada á respeito, é porque se falou muito e não foi realizado nada de bom.

MENSAGEM FINAL
Aquele que força o tempo é empurrado pelo tempo; aquele que se rende ao tempo tem o tempo a seu lado. (Talmude (livro de doutrina e jurisprudência)

A MODA PEGOU!

Pode ser que daqui um tempo as rádios de freqüência percam seu valor. Claro, ainda demora. Mas é que cresce na Internet emissoras web com grande poder de sintonia e de seguidores.

Não preconizo que as freqüências normais de radio estão com dias supostamente contados. Mas que as emissoras que operam só no “stream” crescem a olhos vistos. São emissoras de empresas potentes como a Coca-Cola, Bradesco, Sul America Seguros, Mitshubischi, e muitas outras.

Vários fatores estão em jogo para o crescimento desse nicho. Uma é que a feitura da radio é caracterizada e quase sem custo. Outra é que a cada dia melhora o “stream” das rádios na Internet, isto é, o som não cai não picota, não some.

Veja bem, sou um profissional do radio. Não estou querendo acabar com o ganha-pão dos colegas. Mas acho também que todo radialista deveria se especializar (e muito) com ferramentas da Internet. Foi-se o tempo da aprimorarão da locução, de entender de programação musical.

Imagine o salário de quem coordena e mantém a radio dessas potentes empresas na Internet. Imagine o tipo de trabalho. Pode ser feito ate de casa. Eu mesmo mantive a RadioSeculo de casa. Tinha noticia, hora, musica, locução, vinheta, etc.

É hora de repensar que as coisas estão mudando e mudam rápido. É hora de avançar e criar seu espaço no ponto futuro, como no futebol.
 

MENSAGEM FINAL
Seja humilde e oponha-se à dissipação. Até mesmo uma espada fina não consegue cortar a seda macia. Musharrif od-Din Muslih od-Din (Saadi de Shiraz)