SERÁ QUE ERRAMOS?
“O Rede de Notícias sai do ar a partir de hoje, dia 31 de março de 2009. A crise mundial obrigou a empresa a encerrar suas atividades.
Deixamos para a história do jornalismo on line a marca da seriedade e profissionalismo com que sempre tratamos a notícia.
Marca modesta, porém forte, da qual todos nós que trabalhamos aqui nos últimos 10 anos só temos que nos orgulhar.”
Elizabete Rodrigues - 31/03/2009 18:23:39
Quando a jornalista Beth Rodrigues colocou essa mensagem em seu site de noticia, ela passou uma noticia triste para o jornalismo capixaba. Íamos escrever “jornalismo online”. Mas esse ainda está se consolidando. Mas será que ainda?
Todos enfatizam que o futuro do jornalismo está na Internet, políticos são eleitos á base de Internet, empresas jornalísticas tradicionais investem na web. Cansamos de escrever isso aqui. Mas a crise conseguiu atingir um dos sites mais bem feitos e completos de sua área.
Então essa crise é mais violenta do que apregoa o dirigente máximo da nação.
E a nós temos de rever o que tanto falamos aqui sobre o jornalismo do futuro, as informações dados por uma só pessoa para um alcance inimaginável, o jornalismo mais rápido, abrangente e marcante.
O que aconteceu com o site Rede de Noticias pode ser vir de alerta para tanta confiança na internet que hoje é a base informativa do presidente dos Estados Unidos, dos recados assustadores do terrorismo de Bin Laden, das lorotas funcionais de Gabeira, os investimentos maciços na web feitos pelo New York Times e da influencia que tem o poderoso Google.
Deixa de funcionar um site de informação independente, amplo de ideais democráticos e compostos de profissionais do mais alto teor jornalístico do Estado.
Torcemos para que Beth parta para o próximo passo de sua vida profissional, porque uma pessoa como ela não pode parar, pois se caso isso ocorra vai deixar uma lacuna que nunca será mais preenchida. Uma pena!
MENSAGEM FINAL
Entre todas as lindas palavras ditas pela língua e a pena, as mais tristes de todas são: 'Poderia ter sido diferente'. John Greenleaf Whittier

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