DIA DO AMIGO, IRMÃO!
Aos meus amigos(as) da internet.
Já neste dia 20 de julho, Dia do Amigo, preso a escrivaninha e a papelada do escritório, cheio de folhas enlouquecidas, fico dedilhando a frustração e o desânimo por não conhecê-los pessoalmente em sua maioria.
Celebrarei o dia do amigo concentrado com zelo na lembrança de amigos e amigas que a net me proporciona, aos quais, no virar desta data quero dizer apenas: “Olá! Olha eu aqui”.
Isto porque amigo não precisa falar muito. E, muitas vezes, nem falar. Basta um e-mail com mensagem musicada e tudo está dito. Eu sei o que é isto: é estar como eu estou, sempre distante, sem nunca me considerar ausente. Pressinto assim a alegria do encontro virtual ou real, construído com amizade: essa invenção de Deus destinada a criar cumplicidade e inventar partilhas.
Mas, ao escrever para vocês, hoje, pensei em recompor aqui algumas das nossas muitas alegrias, refazer tantas conversas em que salvamos o mundo e as instituições. Revisitar as músicas que trocamos regadas aos vinhos da distância geográfica. Revisitar nossos silêncios, encontros e desencontros. Mas, é inútil. O que sinto não é nostalgia ou saudade, mas alegria de termos nos encontrado em salas de chats, migrando para o MSN.
Alegria de viver o que vivemos; coisas que sinto e que percorro diariamente, abertas em trilhas na minha vida pela presença de vocês e por onde o bom humor transita, se perfaz em confiança, em fé e se alegra. A gente acha que vive por etapas como se tivéssemos capítulos, parágrafos, páginas a percorrer, uma após outra, enfileirando enredos e organizando momentos. Não é bem assim, bem o sei.
Agradeço-lhes por me suportarem exercitando um pouco (muito) da minha ironia. Agradeço-lhes por me deixar brincar com o tempo que nos come por uma perna. Agradeço-lhes pelos nicknames, nomes, brincadeiras, risadas. Poemas, artigos, crônicas. Agradeço-lhes por ignorar minha seriedade mal alinhavada a sustentar uma fé balbuciante. Agradeço-lhes por rir dos meus “ridículos”.
Pensei, enfim, em lhes escrever um longo e feliz poema que lembrasse todas as pedras superadas do caminho, todas as dúvidas vencidas, todos os desencantos abandonados. Um poema contendo todos os nossos nomes. Um por um. Todos que somos, como sempre fazemos quando estamos frente ao PC, mundo para acontecer e regamos com risos nossas esperanças.
Apesar de tudo e do tanto de desculpas que lhes devo, apesar de tudo e de tanto, espero ardentemente que Deus lhes agradeça por mim e lhes faça ter a certeza de que todos os meus amigos que Ele me deu nenhum se perdeu. Trago-os todos no coração. De resto, vocês sabem melhor do que eu que a um amigo não se agradece, ama-se. Beijo as mãos que teclam e o coração.
Emanuel. 20julho2009.
P.S – Esse que escrevei acima é Emanuel e Emanuel é José Carlos Mignone Cheibub, meu irmão.
MENSAGEM FINAL
Amigo, para mim, é diferente. Não é um ajuste de um dar serviço ao outro, e receber, e saírem por esse mundo, barganhando ajudas, ainda que seja para fazer injustiça aos demais. João Guimarães Rosa

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