sexta-feira, 13 de setembro de 2013



SEM VONTADE DE ESCREVER

Colocamos-nos no lugar das pessoas que não querem se expressar, tem preguiça de escrever, criticar e protestar. Muitos passam indiferentes aos momentos atuais. Talvez por ignorância, mas muitos porque estão cansados dos acintes, da cara de pau dos políticos, ou da arrogância dos administradores de alguma coisa importante.

Imaginemos o que eles poderiam falar se pudessem opinar. Uns queriam falar da das manifestações populares, outros do momento político, aqueles falariam  dos preços, e mais, do seu time em reta de desclassificação, daquele vizinho chato e da revolta em geral, das filas dos bancos, dos corredores dos hospitais e da falta de competência policial.

Se todos que queriam tivessem a facilidade de se expressar sem ser em redes sociais, veríamos muita coisa interessante, mesmo que fosse de protesto, ou até mesmo de elogio. Afinal tem coisas que precisam ser louvadas e com o reconhecimento de muitos e tem muitas que precisam ser repudiadas.

Garanto que poderíamos ver ou ouvir muita gente opinando da intenção de Dilma reclamar de uma suposta espionagem dos Estados Unidos, das eleições do ano que vem, muitos chiando da má fase do Flamengo, outros dos supermercados fechados aos domingos e feriados. Mas também teríamos pessoas elogiando Felipão na Seleção ou mesmo o preço baixo do tomate.

Pois é, já era hora de ter o veiculo do povo, livre, mas livre de tudo, de esquemas comerciais e acima de tudo, de censura. Já pensou quanta coisa interessante a gente passaria a saber? Não é utopia.  Uma Ong de comunicação pura e simples. Prático e inteligente. Será que um dia vai existir?


MENSAGEM FINAL
Na prosperidade, modera-te; na adversidade, resigna-te e sê sempre prudente. Benjamin Franklin


PERSEGUIDA

Já chamei a Globo “de ‘The Globe” por causa do Grupo Time-Life, que injetou dólares nos Marinhos, para que pudessem erguer a Rede Globo, ou seja, começando com a TV Globo do Rio. Já critiquei por demais sua programação, a passada e a atual (Esquenta, que coisa chata)

Mas de uma época para cá, as coisas mudaram e a Globo , cada vez mais, procura se aperfeiçoar na sua plástica, programação, atendimento e investimentos tecnológicos. Primeiro foi o SBT de SS que quis se igualar a Globo, sem sucesso. Agora, a bola da vez é a Record, do Bispo Macedo.

Sobre qualidade de imagem, o negócio é pau a pau por causa do sistema digital. Tira proveito a que tiver como conteúdo, boas tomadas, boas imagens, principalmente agora com as Cams de cartão.

Mas fico triste quando vejo a seguidora imediata da globo, fazendo programas  dos mesmos estilos e nos mesmos horários. Tem uns que ficam á beira do ridículo, se não fosse a tecnologia empregada por ela, a Record.

No aspecto de jornalismo, apesar da Globo gastar fortuna com repórteres residentes fora do Brasil, uma nada fica a dever a outra no tocante ao conteúdo noticio e sua qualidade de imagens.

Em novelas, a que persegue esta se esmerilhando, fazendo boas novelas com astros que já estiveram na velha e lendária Venus platinada. So falta cobrir futebol, mas a Record optou por transmitir as Olimpíadas, como fez com as de Londres.

Os comerciais também são os mesmos. O SBT perdeu um pouco, talvez pelo desânimo de SS não ter um herdeiro para tocar seu sonho. Ele não confia muito nas filhas.


MENSAGEM FINAL

Coragem é a mais importante de todas as virtudes, porque sem ela nós não podemos praticar nenhuma outra virtude com consistência. Maya Angelou


NOTAS DIGNAS

NOTA UM - O Grupo Abril perde o direito de transmitir a MTV Brasil a parir deste 1º  de outubro. No lugar, passará a emitir uma programação de conteúdo cultural e informativo, mas longe de ser comparado com a TV Brasil, do governo. Aliás o Grupo Abril possui á muito o direito de exploração de canal de televisão. É produção sua o seriado nacional FDP.
A MTV passa a ser comercializada exclusivamente para a TV paga pela Viacom, segundo informações.

NOTA DOIS – A Câmara Federal, através de um deputado, que preferimos omitir o nome, rejeitou  projeto de lei que modificaria as licitações de outorga de radio e televisão. Hoje é assim, o vencedor da licitação é o que conseguir melhor média ponderada na avaliação de suas propostas para esses dois requisitos, preço e proposta técnica, além de muito dinheiro por fora.

NOTA TRES – Os institutos de pesquisas calculam que o radio tem apenas 4% no bolo publicitário brasileiro. Uma quantia tímida para um veículo que tem a maior penetração no país. Para tentar melhor esse percentual, grandes empresários do setor, tendo é frente Tutinha (Jovem Pan) se uniria em busca de novos investimentos, deixando inclusive a concorrência de lado. Afinal todos os grandes sucessos musicais do Brasil são lançados pelo radio.

NOTA QUATRO – O rádio faz neste setembro homenagem a primeira transmissão, feita em 1922, para homenagear os 100 anos da Independência do Brasil. Epitácio Pessoa fez um pronunciamento, direto do Teatro Municipal do Rio, sendo captado em Niterói e Petrópolis. Hoje o radio atravessa o mundo, graças a Internet.

NOTA CINCO – E o Ministério das Comunicações, continua buscando rádios que possam sediar testes de rádio digital, começando agora em outubro. Como se sabe, serão avaliados o sistema DRM (europeu) e HD Radio (americano), com tendência para este ultimo. Ate agora somente a Radio Nacional de Brasília se predispôs a ceder. E você, amigo radiodifusor, o que diz a respeito?


MENSAGEM FINAL

É fácil trocar palavras; difícil é interpretar silêncios! Rico Oliveira
NESTE LUGAR

Que falar de mídia nada. Falar de comunicação, pra que? Hoje prefiro falar de um pensamento que ultimamente anda rondando minha cabeça.

É o pensamento de um local nas montanhas, bem lá alto ou mesmo situado á beira mar. Como sou capixaba, penso nestes dois extremos naturais. Um casebre cercado de bambus, com uma pequena área para plantar, de um lado verduras do outro, plantas.

Sem querer assustar, na entrada teria que passar pelo fila alemão, correndo solto pelo arame especial que desliza de um lado ao outro. Sua casinha de cachorro fica lá mesmo. É o guardião.

Nos fundos, um alpendre simples Com fogão á lenha, só para dar aquele cheiro de fumaça de roça na casa. Sem TV, sem fone, sem PC, nada. Sala simples, uma varanda pequena, com cadeira balanço. De vez em quando sair mato á dentro procurando paca, tatu, cotia não!

Vez por mês se é na montanha, desce para comprar o necessário. Dentre isso, pilhas, livros, velas e fumo de rolo, aguardente da boa, além do que comer. Muito pouco.  Não tem estrada e sim caminho para chegar.

Se é a beira mar, a caminhada diária na areia, pés na água e a ajudinha na puxada da rede com os maratimbas. Nada de luz elétrica e muito menos água quente para tomar banho. Embora o fogão de lenha fique sempre aceso, nem se for com brasas. Sério!

Só uma coisa moderna deveria ter num lugar como no outro. Um rádio á pilha. Não era para ouvir noticia não. E sim escutar esses locutores que gostam de uma prosa e uma musica sertaneja, tanto no final do dia, como no inicio dele.

Pronto! Perfeito. Vida vivida. Amizades que foram trabalhos realizados, família constituída, dever cumprido, consciência tranquila. A companhia e a proteção de um cachorro, de um radinho a pilha...e talvez dela. Não sei se toparia.

Lá fora, um pequeno altar que é para agradecer a Deus pelos presentes dados e que a gente reconhece. Dos dois lugares se veria o sol de pondo diariamente, para lembrar que o dia sempre vai embora, que o tempo passa e que a vida é pra ser bem vivida....e nada mais.



INQUIETO FERREIRA

Ferreira Neto é um desportista nato, ou um radialista, ou um homem de televisão ou um ex político. Não, Ferreira Neto é um inquieto na sua personalidade, talvez por isso que desempenha suas múltiplas funções na imprensa de maneira lógica e eficiente.

Ele diz que nasceu na eras certa do radio, quando o radio tinha excelentes profissionais, principalmente na parte esportiva. Cresceu ouvindo esses profissionais ate que um dia conseguiu chegar ao nível desses e ser um deles.

Ferreira nasceu em Santo Antonio, bucólico e tradicional e cresceu moleque em Caratoíra, um misto de boemia, tradição e perigo. Tem um irmão ligado ao esporte, só que é mais calmo, mais centro, o Índio. Os dois tinham que ter o esporte nas veias, pois são filhos de Zé da Bola, famoso jogador capixaba que jogou na Seleção Brasileira.

Ferreira é daqueles, que mesmo não convivendo diretamente com seus pares, liga, conversa, enaltece, como quisesse  que todos no radio tivessem sua eloquência. Lembra do passado, lembra dos bons profissionais, lembra da humildade de ter aprendido com eles.

Ferreira não leva desaforo pra casa, fala na cara. Certa ocasião encontrei-me com ele num evento. Sabedor que não gosto do atual futebol capixaba, me disse que eu não deveria ser assim, que tinha, ao contrario, falar bem do futebol daqui e mais que era conhecido e sabido um antagonista do nosso combalido futebol.

Mas ferreira Neto tem uma coisa que me faz admira-lo. Além de lembrar e valorizar os bons profissionais, sendo um deles, ele me faz lembrar uma grande paixão de solteiro e que morava vizinha a ele em Santo Antônio. Ferreira, muito jovem, admirava também a Delminha.


MENSAGEM FINAL

É muito melhor acreditar que tudo o que Deus fez por nós é bom, do que acreditar em todos os prazeres do paraíso. Tolstoi