quinta-feira, 29 de junho de 2017


SEM PRECEDENTES 

 

O caso da possível interferência de hackers russos nas eleições americanas abriu um precedente altamente perigoso. Relembrem que, após esse episódio, apareceram outros de igual teor, isto é, ataques a governos. No primeiro caso, a Rússia se eximiu dos ataques.

 

Embora ainda não tenha sido nada comprovado, o fato é que esse tipo de ação coloca em risco vários setores vitais de qualquer país, como o de comunicações, por exemplo, como já vimos os estragos do wikileaks. Existem outros, mas vamos nos ater ao das comunicações.

 

Toda emissora de Rádio e televisão é uma concessão governamental. Por esse motivo, aqui no Brasil, esses veículos são considerados de segurança nacional. O motivo disso seria de, por exemplo, as emissoras serem tomadas por antagonistas a regimes vigentes e conclamar o povo à revolução. É que elas não estão totalmente seguras na era digital. Todas as emissoras funcionam à base de dados de internet. Sistemas fáceis a intercepções de hackers. Não teria antivírus ou outra proteção para impedir.

 

Se eles interferiram em uma eleição de um país como os Estados Unidos ou bisbilhotaram o governo da Alemanha, o que eles não poderiam fazer entrando em uma programação de rádio ou televisão de grande audiência popular?

 

Só para considerar, é necessário rever muitas coisas nos dias atuais: leis, conceitos, pensamentos, atitudes, estudos. Tudo pode mudar de uma hora para outra sem que percebamos. Ou melhor, já mudou. Sem exageros.

ACORDA OVELHA!

Lembro de Aloísio Ovelha quando chegou para trabalhar na Tribuna AM. Perguntei de cara: “porque Ovelha?” Ele disse que lá em Guarapari, sua terra, quando mais novo, usava uma cabeleira loira que mais parecia uma lã de ovelha. Apelidou!

 

Ovelha trabalhava em radio em Guarapari. Já tinha alguma experiência, inclusive em FM. Mas seu forte era a comunicação vibrante de uma AM.

 

Trabalhava na locução á noite com programação de musica sertaneja. Quem lidava com ele era Zé Henrique Pinto, como operador. Volta e meia Ovelha chegava tarde. Estava, segundo ele, no dentista. Chegava com a boca paralisada, mas elogiando a beleza da dentista, principalmente quando encostava nele, segundo relato. Sempre foi sacana.

 

Foi comigo para a Gazeta. Chegou uma leva pesada, Eu, Jairo Maia, Peixoto e ele. Depois conseguimos que Ze Henrique fosse também. Na Gazeta foi logo se destacando pela sua simpatia com os ouvintes e com os próprios colegas. Fazia a programação da tarde no mesmo estilo, o sertanejo.

 

Tinha uma coisa que não entendia no Ovelha. Ele ia e vinha de Guarapari todos os dias. Seu sonho, no inicio, era comprar um carro.

Lembro também de uma reportagem do jornal A gazeta no verão de Guarapari naquela época. Trazia uma foto de um rapaz de sunga curta sentando em um coco. Isso mesmo no coco. Era Ovelha. Caiu em nossa gozação.

 

O porque da gente estar falando dele. Dorme profundamente em seu estado atual. Isso me faz lembrar de uma pessoa sempre alegre, sempre brincalhona, tipo daquelas que não tem maldade. Eis Ovelha. Não podemos perder gente assim.

 

Como sou um homem crente nas minhas orações, oro para ele e digo em voz alta, ACORDA OVELHA!, para ver se escuta, saia desse coma e volta para nosso convívio. Acredito que esteja ouvindo...tomara!

 

NOTA: Quando escrevi essa crônica seu estado era o mesmo ainda

 

MENSAGEM FINAL

Amigo, para mim, é diferente. Não é um ajuste de um dar serviço ao outro, e receber, e saírem por esse mundo, barganhando ajudas, ainda que seja para fazer injustiça aos demais. João Guimarães Rosa

IMPORTANTE

A Gazeta fez uma matéria sobre o radio. Talvez para “vender” mais um dos produtos da empresa, mas no fundo foi uma matéria interessante, principalmente para quem gosta desse veiculo.

 

Nela, onde foram entrevistados alguns ouvintes, encontramos perolas interessantes. Uma disse que quando faz os afazeres domésticos aumenta o volume do radio para dar um gás no momento.

 

 A matéria quer dar importância não só ao veículo em si, mas ao aparelho, que continua ativo na maioria dos lares do país, embora o streaming seja a opção da internet.

 

O melhor da matéria foi quando uma ouvinte deu uma boa definição do radio (veículo). “ Sei que tem o spotify, mas radio (aparelho) fica mais próximo de nós”

E outra boa, “A televisão nos prende, o radio nos deixa livre. Voce pode fazer tudo ouvindo” Disse uma ouvinte. E é verdade.

 

Quando estive por seis anos nos Estados Unidos consegui fazer uma análise da audiência do americano. Ele só liga o radio no carro, assim mesmo para saber da previsão do tempo, que lá é violento.

 

Com isso, ele escuta a programação enquanto estiver ao volante. As distancias são grandes e ele pode ouvir musica, noticia e o tempo. A indústria automobilística investe no aparelho nos carros e americano não anda em carro sem radio.

 

Enfim, o radio, aparelho ou veículo ainda é o mais importante perante todos os outros que vieram depois, ate da Internet. Sem modéstia!

 

 

MENSAGEM FINAL

O homem nasce com as mãos fechadas, mas agoniza com as mãos abertas, porque, ao entrar no mundo, ele deseja agarrar tudo, mas ao deixá-lo, não leva nada consigo. Talmude (livro de doutrina e jurisprudência)