sábado, 12 de novembro de 2011

VEJA x GLOBO

Como tem queda de ministro nesse governo. Fico pensando porque uma revista, num país de maioria analfabeta, tem poderes para derrubar ministros, denunciar governo, bagunçar partidos e políticos, enquanto que a Rede Globo, tida como poderosa não faz isso?

A TV Globo já foi chamada de “o ópio do povo” justamente por dar ao povo o que ele quer ou inebriá-lo com sua dócil e fácil programação. O jornalismo da TV Globo, com o perdão de Armando Nogueira, que ajudou a criar o Jornal Nacional, é um jornalismo curto, aquele que mostra a informação e não entra em detalhes, e nem cobra depois.

Você pode reparar, amigo leitor, que nada é imputado a Rede Globo, mas sim a Veja ou então a Folha de SP e até mesmo ao Estadão. Acredito que Roberto Marinho queria essa vitalidade no O Globo, o veiculo de sua paixão, entre todos da família Marinho. Mas o máximo que o Globo fez ate hoje foi ser apenas um bom jornal.

Sinceramente não sei como a Veja consegue essas denúncias, o que tem por trás disso, mas o fato é que ela bagunça os governos e o que me intriga que é uma “leitura” e não uma “visão”.

Todos os ministros que caíram no governo Dilma, acho que todos, pelo menos quatro deles, foi através de denúncia da revista da editora Abril. Oquinta está na boca. Pelo ate hora que enviei essa cronica.

Interessante que essa editora já fez de tudo para ter uma estação comercial de televisão e não conseguiu. Deve ter jogado toda sua força na revista, isto é, “então vai ter que ser a revista mais temerosa e importante do Brasil”. E é!

A coragem da Veja, em detrimento ao jornalismo da Globo, é a sua coragem, sua ousadia. Tudo isso com enorme resultado. Parece que o nome Civita lembra alguma coisa de máfia, mas acho que não tem nada a ver.

MENSAGEM
O lado bom de se viver numa cidade pequena é que quando eu não sei o que estou fazendo, alguém sabe. Anônimo
SITES PROBLEMA


Na ultima greve dos Correios, muitas contas ficaram para trás, apesar de todas as pessoas serem aconselhadas a tirar uma segunda via e efetuar pagamento em lotérica, por exemplo.


Só que para entrar em sites, como da GVT e SKY, a cliente não consegue fácil. Esses sites perguntam e exigem muitas coisas de quem quer acessar. Segurança demais e o cliente fica com dificuldades de “QUERER PAGAR” Depois eles, cara de pau, impõe multas de atraso.


O site da SKY, por exemplo. Pede, o Código do Cliente, o CPF ou o numero do cartão de acesso, quando, na realidade, numa emergência o CPF bastasse. Mas não. Tenta e não se consegue entrar, uma dificuldade enorme. E o chato, é que num caso desses, fica toda hora aparecendo aviso na tela da TV, pedindo para fazer isso e aquilo e nada funciona.


Já a GVT enviou aviso e Código de Barras para efetuar pagamento de conta pelo “torpedo” do celular. Acho que isso foi brincadeira, principalmente depois que os jornais alertaram que havia e-mails falsos da GVT nesta época, pedindo para efetuar pagamento por código de barras.


Acho esses sites ou atendimento por telefone, uma falta de respeito ao cidadão. O site que dificulta ao extremo o acesso do cliente e o telefone de atendimento que fica toda vida para que o cliente seja atendido, e ainda por cima repetindo coisas, como se o cliente fosse um imbecil. O da Net é assim.


Mas façam uma pesquisa e vejam os campeões de reclamações da população brasileira nos procons da vida.


MENSAGEM FINAL
Somente uma mente fraca procura por respostas definitivas. Agnes Thornton


RUI E ELYAN (PARTE DOIS)


Em Cachoeiro deixamos amigos. Quero dizer, deixei porque saí e eles ficaram. Entre eles, Rui Guedes Barbosa, um dos responsáveis pelo pouco que aprendí em radio, principalmente o gosto de pela musica e o outro, Elyan Peçanha, com quem eu gostava de conversar, já que sou um pouco arredio a conversa.
Recentemente, Rui Guedes, aposentado, começou a escrever no jornal eletronico local (acho que podemos dizer assim) sobre cada um dos personagens de sua época. Elyna Peçanha foi o primeiro. Eu quis colocar aqui, talvez para matar saudades, talvez para homenagear. Vamos ver o que Rui escreveu sobre Pipico:


Como exemplo do seu extraordinário talento, vale relatar um fato marcante. Quando foi convidado por Osvaldo Amorim a colaborar com a revista semanal Bolas e Brotos, Elyan resolveu fazer algo inédito: produzir uma edição sobre o baile de gala do Caçadores Carnavalescos Clube simultâneamente à sua realização! Isto foi feito da seguinte maneira, numa época em que os jornais eram compostos à mão pelos tipógrafos e as fotos com clichês de metal:
a) Elyan selecionou, antecipadamente os clichês com as fotos de bailes dos anos anteriores, com personagens que, certamente, estariam presentes naquele ano, devidamente enfatiotados com seus trajes a roigor, (Dr. Elviro de Freitas, Dr. Wilson Rezende, Dr. Deusdedit Baptista, Dr. Mauro Costa e Dr. Carlinhos Sardenberg, entre outros notórios pés-de-valsa), cada um com sua respectiva esposa.
b) Preparou, então, a notas da coluna social daquela edição especial, deixando-as em ponto de impressão.
c) As demais páginas do jornal foram impressas antecipadamente, deixando por último apenas a capa e a coluna social.
d) Deixando o gráfico Daladier de plantão no jornal, Elyan compareceu ao Caçadores, anotando as pessoas presentes e anunciando, ao mesmo tempo, que a edição especial do Bolas e Brotos iria circular ali mesmo, antes do fim do baile.
e) Dito e feito. Elyan volta rapidamente à redação, (que ficava no sub-solo do Itabira Hotel), elimina os clichês dos ausentes, acrescenta novos clichês e legendas, imprime e, pouco tempo depois, regressa ao clube, distribuindo, triunfalmente, a histórica edição, recém-impressa e ainda cheirando a tinta!
Capítulo 5 – Os parceiros - As parcerias, artísticas ou profissionais, mantidas por Elyan Perçanha ao longo da vida, são dignas de registro. Iremos lembrar algumas, dada a sua importância. A primeira foi com seu pai, Guilherme Azevedo, de quem herdou o faro e o talento para o fotojornalismo. A segunda engloba os radialistas José Roberto Mignone e Cliveraldo Miranda, formando um o primeiro trio de discjokeys do rádio capixaba, comandando, nas tardes de sábado, o programa “Rota 66”, na velha ZYL-9 – Rádio Cachoeiro, no início da década de 60. Outra parceria marcante foi com o locutor José Carlos Dourado, para o qual produziu o quadro “Quem sabe, sabe. Quem não sabe, bate palmas”, no “Dourado Show”, apresentado inicialmente nas tardes de sábado no Ginásio Nelo Borelli, e, posteriormente, no cine Broadway domingo pela manhã. Mais uma parceria de destaque: formando com o jornalista Paulo Garruth uma dupla dinâmica na cobertura de fatos marcantes do sul do Estado para o jornal A Gazeta. E com o comentarista esportivo Luiz dos Santos Neves (Luiz 90), seja como colunista ou como jurado nos concursos “Garota Tribuna”, promovidos pela rádio Tribuna FM a partir de 1985. E, é claro, comigo mesmo, como empresário ou divulgador dos inúmeros grupos musicais que formei ao longo destes cinqüenta anos de convivência e de sólida amizade.


MENSAGEM FINAL
A saudade é um pouco dessa incerteza da separação. José Américo de Almeida


RUI E ELYAN  (PARTE UM)


ANTES, UMA NOTA. Dado a extensão da cronica, ela ficará duas postagens aqui, nesta segunda e na quinta.

Em Cachoeiro deixamos amigos. Quero dizer, deixei porque saí e eles ficaram. Entre eles, Rui Guedes Barbosa, um dos responsáveis pelo pouco que aprendí em radio, principalmente o gosto de pela musica e o outro, Elyan Peçanha, com quem eu gostava de conversar, já que sou um pouco arredio a conversa.


Recentemente, Rui Guedes, aposentado, começou a escrever no jornal eletronico local (acho que podemos dizer assim) sobre cada um dos personagens de sua época. Elyna Peçanha foi o primeiro. Eu quis colocar aqui, talvez para matar saudades, talvez para homenagear. Vamos ver o Rui escreveu sobre Pipico:


Capítulo 1 – Voleybol - Elyan Peçanha mede 1,65 m de altura. A rede usada nos jogos de voleybol fica a 2 metros do chão. Em decorrência de sua estatura, nosso herói era sempre escalado para jogar na única posição disponível: ser o levantador, jogador cuja função é preparar as jogadas para que os atacantes possam “cortar”, ou seja, dar um violento tapa na bola, arremessando-a na quadra adversária. Elyan, desta maneira, viu-se guindado ao olimpo dos “baixinhos” famosos do voleybol, igualando-se a outros grandes jogadores locais (Zé Guilherme Lima e Marcos Jacob) e nacionais (Bernardinho, William e Zé Roberto Guimarães).

Capítulo 2 – A música - Nosso herói, antes de se tornar aclamado atleta, revelou-se um talentoso músico, razão pela qual seus pais o matricularam no Conservatório de Música de Cachoeiro, onde um certo Roberto Carlos Braga estudava piano. Ali, sob os cuidados das renomadas professoras Dina e Elaine Manhães, iniciou seus estudos de acordeon. Tal foi seu grau de apeoveitamento que, pouco tempo depois, se tornou uma das atrações do Programa Infantil, apresentado por César Misse na Rádio Cachoeiro. O jovem Elyan era anunciado como um autêntico fenômeno: “o único acordeonista do Brasil que consegue se esconder atrás do instrumento”...Fazia, como era de se esperar, um tremendo sucesso.

Capítulo 3 – Empresário musical - O amor de Elyan pela arte o levou, anos depois, a empresariar dois grupos musicais: o lendário Conjunto 007 nos anos 60 e, ainda, na década seguinte, do Gruyo Realce, da cantora Elizabeth Martins. 

Quando era funcionário do extinto Banerj, Elyan foi transferido para Vitória, onde tornou-se atleta do Clube Náutico Brasil, ficando amigo do filho do presidente do clube, professor Arabelo do Rosário, e por seu intermédio, conseguiu a contratação do Conjunto 007 para uma apresentação durante um baile, que seria animado pelo mais famoso grupo capixaba da época, o conjunto do pianista Hélio Mendes e do guitarrista Maurício de Oliveira. O 007, que introduziu o “yê, yê, yê” nos bailes do Espírito Santo, fez o maior sucesso e, ali, pelas mãos de Elyan, abriu as portas dos clubes da capital para a música da jovem guarda, sendo contratado inúmeras vezes nos anos seguintes.

O Grupo Realce, liderado pela cantora Elizabeth Martins, foi formado nas rodas de samba promovidas pelo Bloco Carnavalesco Mocidade Capricho, no “boulevard” do Aquidaban, onde pontificavam os irmãos Estelemar, Gonzaga, Edmar, Wanda, Rosa e Margareth Martins; Verinha Lourenço; os ritmistas Cafú, Fernando “Pé de Porco”, Cuíca e Joãozinho da Cuíca. A eles agregou-se o contrabaixista Ruy Guedes; o baterista Dico ; o violonista Zé Orlando e os cantores Justino e Juarez. Elyan os apresentou ao empresário Jorge Bichara, proprietário do Refúgio, casa noturna localizada entre Barra e Vila de Itapemirim, onde atuaram durante dois anos seguidos com grande sucesso.

Capítulo 4 – O jornalismo - Elyan Peçanha de Azevedo (seu nome completo) talvez tenha herdado de seu pai, o lendário fotógrafo Guilherme Azevedo, o faro jornalístico. Vivendo em um ambiente que estimulava os jovens a explorar ao máximo suas capacidades, pois lhes propiciava atuar em vários veículos de comunicação simultaneamente, nosso herói participou de momentos marcantes de nossa imprensa escrita, falada e televisada. Seja no Departamento de Esportes da Rádio Cachoeiro, ou nos jornais Correio do Sul e Arauto; na revista semanal Bolas e Brotos, ou na sucursal de A Gazeta, a parfticipação de Elyan tornou-se um marco no seu desenvolvimento pessoal e profissional, o que o levou a publicar (initerruptamente e até hoje) sua coluna diária (atualmente no jornal E. S. de Fato) e no site Atenas Notícias, na internet, amealhando leitores em todo o mundo!

PS – Segue na proxima postagem





MENSAGEM FINAL

Amigo, para mim, é diferente. Não é um ajuste de um dar serviço ao outro, e receber, e saírem por esse mundo, barganhando ajudas, ainda que seja para fazer injustiça aos demais. João Guimarães Rosa
O VELHO LOCUTOR

Há muito aconteceu um fato que mexeu com os Estados Unidos e veio do radio. O ator Orson Wells usou uma radio e narrou, como fosse verdade, a invasão da terra por discos-voadores.

É apenas para citar a importância do radio, mas não de quem faz. Quem faz radio é apenas uma voz, uma pessoa que ninguém vê que ninguém convive de imagem.

Hoje quando você ouve e sabe de uma grande radialista, amanha ele já não é mais ninguém, os ouvintes esquecem rápido. Temos a prova de Haroldo de Andrade, ex Radio Globo, Helio Ribeiro, ex Bandeirantes, e Jairo Maia aqui no Estado. Não que não faz falta, mas desaparecem rapidamente.

O Helio Ribeiro, aliás, tinha um fã clube, que montou um espaço físico em São Paulo, com suas memórias, gravações e escritos. Mas só La ele é lembrado. Aqui Jairo Maia ainda pensa em voltar ao microfone, mas faltam-lhe emissoras, já que ele não teve a sua. Teve sim, nos anos 70 a Radio Capixaba. Mas caso não volte, o que lembrar do Jairo Maia. Suas eletrolas. Poucos sabem disso hoje.

Infelizmente o veiculo parece ter mais peso do quem trabalha nele, mas muitas vezes o veículo é o que é pelas pessoas ou pessoa que estão emprestando seu nome e seu talento a ele, veículo. Este foi o caso de Jairo Maia. O veiculo que ele estava sobrevive, mas já não é o mesmo de antes. Assim outros por aí afora.

Justamente por isso apareceu a Internet e dela que tiro proveito. Lá coloco todas as gravações, programas, versões, clipes sobre radio, crônicas, porque sei que estarão bem arquivados e aos olhos do mundo para quem quiser ver, ou até mesmo fazendo uma pesquisa encontrar.

A Internet também veio para facilitar o radio e os que fazem rádio.


MENSAGEM FINAL
O amor não enxerga com os olhos, mas com a mente; por esta razão o Cupido é desenhado cego. William Shakespeare

NÃO FAZ FALTA

Todo é uma questão de costume e o contrário disso, tudo é uma questão de disciplina. Resolvi ficar uma semana sem ver o horário das 08.30 ate 103.30 na Tv, Jornal Nacional e a novela, que conforme a peça, eu vejo. Acostumei com o horário, vício, e não com o conteúdo.

No primeiro dia não senti falta, foi como se não houvesse energia. No dia seguinte vi que não perdi nada, pois trabalho com informação todos os dias bem cedo, fazendo o Jornal da Rede, 30 minutos de notícias para 23 emissoras no Estado.

No segundo dia, vi que não sentia falta mesmo. Procurei canais alternativos nesse horário e ate me deparei com Kaká jogando pelo Real e fazendo gols, coisa que não via desde ultima Copa. Vi também a tal Fazenda na Record e curti com a cara daquele pessoal de lá.

Mas fiz essa coisa diferente com ajuda do FaceBook e dos sites que tenho de atualizar, os de nomes POSTJRM, com crônicas daqui e o CARAMENTE, com o que posto no Face. É que quando nada tem de bom nos canais pagos, corro e sento no computador já com uma idéia na cabeça.
Passou uma semana de 6 dias nesse tom.. E isso veio comprovar que a Globo não é mais o “ópio do povo” já que deixou de viciar. Sobre o Jornal Nacional, é fácil ficar sem ele. Dá para pescar alguma coisa em outros noticiários ao logo dos canais. E sobre a novela, qualquer um pode ficar ate um mês sem ver, pois quando voltar, já pegará o fio da meada, pois toda novela é igual, tipo, que já viu uma, viu todas.

Há uns dez anos atrás, os americanos já chegavam em casa ligando a televisão. Hoje ligam o computador. Nos também já estamos fazendo o mesmo. Sinal dos tempos.


MENSAGEM FINAL
O mal não existe na natureza material por si mesmo, mas o mal existe para todos aqueles que compreendem o bem, e que têm a liberdade de escolher entre o bem e o mal. Marcus Aurelius