DR. JOÃO SANTOS
Era assim que a gente o chamava. Velho, baixinho, mas com fibra. Lembro de uma promessa que fiz a ele quando um dia entrava na Tribuna Fm. Lá não era como hoje fisicamente. Estava ainda doído pela perca do filho que levava seu nome. Fiz uma promessa a ele que ainda não cumpri.
Este homem passou um centenário de vida, vendo seu império subir e descer, com oscilações do tamanho do Brasil, já que suas fábricas de cimento foram as maiores do Brasil.Teve uma época que ele perdeu, quase na mesma época, seu filho João Santos, seu neto, e uma irmã. Mas continuou firme. Era um exemplo.
Lembro que quando João Santos Filho faleceu, fretaram um avião para levar seus amigos e funcionários da Tribuna ao enterro em Recife. Só havia o jornal e a fm. Tudo no comando do Cel Telesca, de boa memória. Eu não estava naquele vôo, procurando entender porque. Ou sabia porque sim, fraquezas humanas opostas. Mas são coisas do passado.
Um dia resolveram me chamar á Recife para me dispensar. Cheguei, um de seus filhos quis me passar um sermão. Mas não era a pessoa certa a fazer isso e muito menos em nome de quem ficou no comando de A Tribuna. Gente desqualificada, tanto que deu no que deu. Teve de vir pessoal de lá para gerir aqui. Até hoje.
Mas foi um gesto dele, do velho João Santos que me marcou. Vendo-me lá em Recife perguntou se eu não queria ir ao túmulo do filho, já que não tinha me visto no enterro. Aceitei, me levaram, e estive em frente ao túmulo do filho, que foi meu amigo, e do neto, ao lado.
São coisas que marcam para sempre e que a gente sente quando pessoas assim partem para sempre. Vai com Deus , porque entre outros que o esperam, estão seu filho e seu neto. Os demais daquela época somente partiram....
MENSAGEM FINAL
A bondade de uma pomba não é virtude. A pomba não é mais virtuosa do que a águia. A virtude só começa a aparecer onde há esforço. Tolstoi

Nenhum comentário:
Postar um comentário