domingo, 19 de junho de 2011

SAUDADES E AFINS

Depois de alguns anos voltamos a Cachoeiro para se despedir do tio Jose Américo. Foi lá que vimos pessoas que não víamos há uns 10, 20 anos. Foi lá que revivemos o período da Radio Cachoeiro, quando realmente aprendemos a fazer rádio. Pessoas que sentem um abraço fraterno, pessoas que sentem saudade, pessoas que emocionam e se deixam ficar.

Os filhos de ‘seu’ Nelson do lavador de carros da rua 7de setembro, onde ficava a rádio e onde morávamos, na esquina da Capitão Deslandes, até então a principal rua da cidade. E veio á memória o Renato Rems, Turoca, Moacyr Romanelli e outros, todos daquela oficina imensa, vizinha á radio.

Da velha guarda esportiva da ZYL-9, o Solimar Gagnin, Sabrinha Abdala, Luis Carlos Santana e demais amigos do Zé Américo, como Carlinhos Ambos, Raphael Santana, Zé França, Donaldson Garshagen e Zé Tasso. E vimos também Mercedão, Feijão e Sabadini, esses ex-craques do Estrela. E veio saudades da esquina do Capitão Deslandes quando encontramos Gersinho Moura, de tantos papos e vesperais. Quase não reconhecemos o Danilo Machado

Da era da Rádio Cachoeiro de nossa época, sentimos falta de Ruy Guedes Barbosa e Elyan Pipico Peçanha. Mas conversamos com Nelson Pereira, vindo à lembrança nossos programas e de nosso pioneirismo no rádio, tudo com aval do Zé Américo. O Danilo Neves, o Aluisio Vantil, Idalecinho e Ricardo Carone, todos, ali, no mesmo sentimento de saudade e despedida. Idelmacir Cesário, o Xerife, tinha estado mais cedo.

Recebemos um exemplar do livro No Fim da Manhã, 100 crônicas de Florisbelo Neves. Lembramos que operamos muito a mesa de som da rádio na hora desta crônica, lidas por Jose Américo e na sua ausência, por Sergio Sampaio ou Ruy Guedes. Para nós, no rádio, ali era o começo de tudo. E lembramos também que o professor Florisbelo escrevia suas crônicas sem sair de casa. Não, não existia internet ainda. Eram levadas diariamente por sua esposa Joana Dárc.

Vale resumir a notícia do falecimento de Jose Américo nas palavras de dois expoentes da comunicação do Estado. Rogério Medeiros, que pouco depois que soube, ainda no dia, se expressou assim: - O Nenê (apelido de juventude) se foi, não é? E no dia seguinte, Jairo Maia liga e diz: - Acordei e tomei um susto...gostava muito do Zé Américo!. Pois bem, eu muito mais. Ele me ensinou uma profissão que ainda tento levar com toda honra.

Um abraço fraterno nos primos Mauricio, Alexandre e Robertinho. Um beijo no Tio Dio.


MENSAGEM FINAL
Se sentares no caminho, senta-te de frente, embora tenhas que ficar de costas para o que já percorreste. Provérbio Chinês

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