segunda-feira, 20 de junho de 2011

COBERTURA DE GUERRA

O que leva um repórter ou um cinegrafista a cobrar um conflito? A escala ou a emoção? Tem de ter muito amor á profissão. Não acredito que nos dias de hoje, existem os repórteres que ainda cobrem uma guerra por puro diletantismo.

E depois a cobertura de guerra se tornou um negócio enfadonho, chato. As mesmas cenas – bombas. Movimento de tanques, soldados caminhando, população sofrendo –
onde o repórter e o cinegrafista só correm perigo. Os telespectadores já não valorizam o trabalho tanto assim.

Achava, como na maioria das coberturas, que se devia informar o começo, meio e fim, e não o desenrolar detalhado, o dia a dia. Ficam os jornais falando a mesma coisa, com as mesmas imagens e isso aborrece. Façam uma pesquisa para comprovar.

No relatório da ONG Repórteres Sem Fronteiras, foi constatado o aumento de mortes do pessoal que cobre os conflitos por esse mundo afora. Não há necessidade mais de heroísmo, mostrar a cena de batalhas in loco.

A guerra de hoje, em qualquer lugar, é uma guerra só de um exército. Hoje dia, a luta se dá contra o terrorismo e esse nunca aparece para lutar, só vem na surdina, na calada da noite. E quando estoura guerra, continua fantasma pelos campos de batalha, se refugiando entre os civis.

Não vale á pena cobrir guerras, revoluções. Apenas que se dê a informação. Depois no que deu ou no que pode dar, mas com nitidez. Chega de passar guerras nos noticiários. A vida já uma para qualquer pessoa. Então pra que mostrar com tamanha insistência? Falta de matéria, de idéia?

MENSAGEM FINAL
Não são as más ervas que sufocam o grão, mas a negligência do cultivador. Confúcio

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