quinta-feira, 23 de junho de 2011

PAPEL DA COBERTURA

Estivemos analisando e admirando a mobilização da imprensa em recente agitado período internacional do Brasil. Naquela ocasião, na mesma semana, dois presidentes visitaram nossas grandes cidades, bagunçando com o ritmo de vida da população. Enquanto isso, os preparativos para vinda do Papa, fato que não é comum. A imprensa em polvorosa. E você, cidadão?

O cidadão comum fica indignado porque a imprensa o faz assim, alardeando as coisas. Se a imprensa não insistir tanto com os mesmos fatos, a vida no país nessa fase, prossegue normalmente. Alguém já levantou a hipótese que a grande imprensa precisa aumentar os detalhes de pequenos acontecimentos e fatos mirabolantes para se manter? Assim ela procede. E gente aqui vai caindo nessa.

Outro dia comentávamos numa roda de amigos. Toda vez que ligamos o Jornal Nacional, e de quando em vez o fazemos atrasados, está uma noticia de bala perdida. Se não fosse um jornal eletrônico, diríamos ser uma gravação. Para que noticiar isso todo dia, se todo dia as autoridades e políticos não fazem nada, nada? Vidas se foram. Na ocasião uma cobertura ridícula da presença de um chefe de estado insano aqui.

E na semana em questão, o time de maça havia sido campeão de um torneio. Talvez a única coisa merecida de exaltação informativa. Pelo menos para mais de 40 milhões de pessoas, que sofrem diariamente com outras coisas nefastas. Essas citadas acima, por exemplo.


MENSAGEM FINAL

As pessoas não param de confundir com notícias o que lêem nos jornais. A. J. Liebling

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