domingo, 19 de junho de 2011

CAMINHANDO E CANTANDO

Nunca ninguém foi mais incisivo na auto ajuda do que Vandré, o autor do hino da ditadura. Mas, antes, vamos falar de auto ajuda. Surgiu com força popular nos anos 70, com livros do ex-pastor americano Normam Vicent Peale, lançados aqui no Brasil. Via-se naquela época, pela primeira vez, referencia ao ‘poder do pensamento positivo’.

Os outros autores de livros de auto-ajuda, que efetivamente nunca ajudaram ninguém, baseavam no “positivo”, para que alguém pudesse dar certo, pudesse melhorar de algum mal, ou mesmo dar um salto financeiro na sua vida. Teve uma ocasião de grandes sucessos como best-sellers.

Antes um pouco, nos auge dos anos 60, um compositor brasileiro, querendo se firmar como tal, se inscreveu nos festivais de musica da época e cantou a canção ‘Para dizer que não falei de flores’ uma musica-protesto, comum naquela época, aqui e nos Estados Unidos, lá, com as folks songs, tendo á frente Joan Baez e Bob Dylan.

Geraldo Vandré se tornou ícone na musica, assim que Guevara se tornara na política. Os estudantes cantaram com ele sua canção no festival, assustando os militares, que teimavam em conduzir os destinos do Brasil, usando a força bruta e o comando covarde.

E tem um trecho desta canção, conhecido de todos os brasileiros, que é um síntese de toda auto ajuda já feita, escrita, lida e pregada, que diz;. “vem, vamos embora, que esperar não é saber. quem sabe faz a hora não espera acontecer...”

Esta frase é hoje o espírito de positividade encontrada em qualquer ser humano. Ela sintetiza a coragem, a força de vontade, a luta, a garra e o tempo. O que é o pensamento positivo tão propalado pelos mentores da auto-ajuda do que partir para a luta com força e coragem, acreditando que vencerá? Nada o impedirá neste mundo.

Só tem um dado interessante nisto tudo. Seu autor, Geraldo Vandré, bom compositor, por sinal, fez esta mensagem para o povo brasileiro e não pensando em si próprio, Pois se ele tivesse aplicado nele mesmo, talvez encontrasse melhor sorte que o chato ostracismo em que caiu. Ele não usou a própria criação.

MENSAGEM FINAL
Todo político em busca da reeleição é um animal perigoso. “Veja - Retrospectiva 1997”. Julio María Sanguinetti

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