sábado, 3 de setembro de 2011

FUNEBRE – PARTE2

Seqüência da crônica em homenagem a Hélio Ribeiro, cujo motivo está no cabeça rio da primeira parte, na postagem anterior, aqui no século.
Todas as palavras seriam inúteis e vãs, porque não há ninguém no mundo com capacidade suficiente para num momento de um passamento do ser humano desta para outra, retratar aquilo que ele foi, porque nós não enxergamos a verdade plena, cada um de nós enxerga uma pequena parcela da verdade. Escrevendo aqui, com muito respeito e humildade, que quando morre um homem como Helio Ribeiro, o motivo, antes de ser triste, é de respeito, porque ele não passou, como temia o poeta, em brancas nuvens.

Ele provocou uma tempestade, uma tempestade de idéias, boas idéias no radio brasileiro, uma tempestade que provocou uma chuva tão forte, que regou a terra de criatividade desse ramo, que fez a semente germinar e faz com que hoje o radio do Brasil seja um dos mais importantes do mundo. Então ele não passou em brancas nuvens, ele se fez tempestade, tempestade boa.

Hoje muita gente colhe os frutos, este que escreve agora, todos esses que falam versões, caretas ou não nos rádios do país, pois ele fez de sua função, do seu trabalho um apostolado, ele chegou a ganhar tanto e a perder tudo, porque nada material não tinha pra ele assim tanto valor. E num marchar cadenciado de poucos amigos, que ladearam seu caixão, levando um pouco da historia do radio, fica uma lembrança boa do homem que deu de si quase tudo que tinha para fazer o seu país pensar melhor, uma espécie de Orson Wells caboclo, do sul desta América, um locutor sagaz, um profissional escorreito, serio, um homem culto, um chefe de família cercado de amor,

Paramos aqui, já que temos certeza que todas as palavras são inúteis para aqueles que se sentiram amados e amantes desse homem do radio moderno. Queremos apenas e tão somente traduzir, agora e aqui, o respeito em todos os profissionais que militam há muito ou pouco tempo no radio do Brasil. Hélio Ribeiro é um capitulo á parte, é historia dos meios de comunicação do Brasil.

Se tivermos, daqui pra frente, 10 homens com seu talento, sua sensibilidade, nos poderemos contribuir para a melhora de pensamento deste país, Em lembrança dele, em memória dele, em respeito a tempestade que ele foi, regando o solo fértil da criatividade desse país, fazendo germinar sementes de um radio melhor, de um meio de comunicação mais sadio, mais puro e mais construtivo.

Os poucos amigos caminharam com ele ate a sua ultima morada...fisica. Os espíritos o seguirão ate num lugar que está reservado no infinito, a continuar descansar em paz no seu corpo físico.
Seja feliz onde você estiver espírito! Hélio Ribeiro, nós respeitamos, admiramos e amamos você.


MENSAGEM FINAL
“Aos oito anos, todos nós somos guerreiros; aos quinze, todos nós somos poetas. Daí para diante nem sempre somos alguma coisa". Helio Ribeiro

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