sábado, 3 de setembro de 2011

FUNEBRE – PARTE1

Helio Ribeiro, quando fazia seu programa de radio em São Paulo, fazia homenagens, de improviso, a pessoas que eram famosas no meio quando essas partiam. O que está escrito aqui embaixo, ele fez quando Manoel de Nóbrega morreu. Eu achei tão perfeito, tão bonito, que reverti suas palavras para ele mesmo, pois também já se foi e não teve ninguém para falar coisas tão bonitas para ele. Então só troquei o nome de Nóbrega pelo dele.

“Neste momento, momento qualquer da vida, onde o tempo mostra seu constante avanço para um futuro, muitos amigos de corpo presente, quase todos os pensamentos voltados num só. Caminharam física e espiritualmente, caminharam ao lado de um homem, que é a historia do radio desse país. Partiu agora para sua última morada...”física”

O homem que fez do seu trabalho a sua grande arma... do seu próprio trabalho e do trabalho de outros e também daqueles que não conseguiram trabalhar com ele, mas admiraram, aprenderam com ele. O homem que teve, como todos os homens os seus altos e baixos, nos sonhos, nos projetos a que se dedicou....mas que nunca perdeu a ternura, a ternura que era verdadeira, a ternura que vinha da alma uma ternura que...comunicava e que se transformava e que se multiplicava em tantas outras ternuras, como a paixão..o amor a todos
...talvez, a vida de muitas pessoas, tenha sido transformada, e isso é o que mais importa. Num momento determinado, através de suas palavras no radio, nas suas versões, que ele introduziu no radio, palavras que transferia o sentimento que sentia, através da arte difícil de comunicar pelo radio, esse poderoso veiculo de comunicação

Se pudesse agora, através de uma grandiosa pesquisa, ouvir depoimentos daqueles, que se ligaram nele talvez fossemos ouvir depoimentos inacreditáveis, como por exemplo:”...um homem, em casa, brigando com sua mulher e de repente se ouve, no radio, uma passagem, uma mensagem,e param para refletir e com isso, modificam o modo de se comportarem” era ele falando, no tempo que aqui não existia radio em rede, digital, num programa de musica e palavras onde ele simplesmente, retratava, pintava com tintas de verdade, beleza e candura os seres humanos que surgiam de suas musicas e versões...que tinham o coração cheios de amor e se faziam pessoas amantes e amadas.

Ele extraia isso das musicas e transferia, pelo radio, para todas as pessoas. Então ele se fez parte integrante de tantas e tantas pessoas, ele passou a ser um amigo de muita gente do outro lado do radio, parte de casos reais ou de apenas sonhos descritos pela sua boca e quando aquela pessoa de trinta e poucos anos o ouvia e ele, de quarenta e poucos anos, a descrever coisas bonitas no microfone, sentia-se também um pouco daquela historia, sentia que era humano, que podia amar ou dar amor..
SEQUÊNCIA NA PROXIMA ATUALIZAÇÃO


MENSAGEM FINAL
“Um homem só pode dar a mão ao seu irmão, se estiver com os pés bem plantados na terra" Helio Ribeiro

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