quarta-feira, 31 de agosto de 2011

O DOCE VENENO

Experimentei dia desses, o próprio veneno. Isto é, fiquei meio triste com o pessoal de Cachoeiro. Muitos agora lendo, estão pensando: Não é possível! Um cachoeirense falar de sua própria cidade?...Mas falo e não é bem da cidade, mas de gente dela

Temos de reconhecer que em todo lugar existem pessoas que pensam diferente, que são iguais as outras, tem mágoas, ressentimentos, inveja, soberba. Isso é do ser humano. No Cachoeirense, por causa do bairrismo, a falha ou a falta do cidadão, aumenta mais seja ele ausente ou não..

Cachoeiro e seus filhos, sempre foram motivo de orgulho para a terra, mas no passado, agora não mais, ou melhor, um pouco menos agora. Não se tem mais nenhum Rubem Braga, Roberto Carlos e muitíssimos outros. Agora somos mais normais.

Mas a sensibilidade (aquele papo da antena do Newton Braga) flui na cabeça de alguns, que usam a Internet para expor suas idéias cachoeiranas (como fala Gilson Leão), criarem seus grupos e ficar mostrando o passado ou dizer o que fazem atualmente.
Não sei se é porque não vou mais a Cachoeiro, mas o fato que isso me deixa um pouco triste e mais afastado da minha cidade, essa cidade que posso chamar de minha, pois nasci no âmago dela, Rua Sete de Setembro, esquina com Capitão Deslandes.

Mas em homenagem a esses chatos cachoeirenses, vou parafrasear o poema “Fraterno” do Newton, que acho lindíssimo, mas que atualmente não tem nada mais de fraterno: “Esta sensibilidade, que é uma antena delicadíssima, captando pedaços de dores do mundo, e que me fará morrer de dores que não são minhas” Isto é, afinal não tenho que morrer de dores por eles.


MENSAGEM FINAL
Se sentares no caminho, senta-te de frente, embora tenhas que ficar de costas para o que já percorreste. Provérbio Chinês

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