OS OUTROS RADIALISTAS
Algum tempo atrás, nós ainda lembrávamos da data. Dia do Radialista, que na realidade se baseou no dia do radio. Há controvérsia sobre a data certa. Este Dia do Radialista vem também ao lado de comemorações importantes, como por exemplo, o Dia da Arvore, Dia do Fazendeiro – que não combina com árvore – Dia da Agricultura, que por si só, é o mais importante de todos comemorados.
Mas vamos falar dos radialistas. Poderíamos ter escrito esta crônica e tê-la publicada na segunda passada. Mas preferimos que saísse aqui no SeculoDiario um dia após a data do radialista, para ficar longe do afã das comemorações. Na realidade assim o fizemos porque achamos que todo radialista é um cara sem definição personalística de trabalho. Quer dizer. Ninguém é um radialista nato. Ele sempre foi alguma coisa antes, quer ser durante e vai querer ser depois. E ninguém do rádio pode vir contestar a gente aqui, pois desde que começamos a respirar, fomos trabalhar no radio, mas querendo sempre ser outra coisa, como diplomata, por exemplo.
Mas homenagearam ontem todos os radialistas. Todos? Não, não todos. Homenagearam o radialista que fala, que opera, que reporta e até que assina a carteira. Mas esqueceram de uns radialistas, que consideramos serem os imprescindíveis: os técnicos. Aqueles que vivem na solidão dos morros, das antenas afastadas da cidade, das torres sitiadas no campo. Que passam dias e dias longe da família e dos próprios amigos da radio. Que passam horas a fio olhando para interior de um transmissor teimoso. Que esquentam a cabeça e não tem com quem falar.
Fazem isso tudo para que a radio transmita. Se a radio transmite mal, não vale nada o trabalho dos demais. Eles, técnicos, sempre são bem humorados, talvez pela solidão por que passam. São tranqüilos, porque consertam as coisas, às vezes do nada, sem terem nenhuma condição. Muitas vezes sem o conhecimento do próprio chefe.
E para esses radialistas que dedicamos nossa homenagem, porque conhecemos seu trabalho. Já sentimos muito problemas ao lado deles, e nunca fugiram do “pau” . O ouvinte que ama sua radio e seu radialista falante nunca imagina o que representa esse “outro” radialista, nem o anunciante que coloca sua propaganda lá, tampouco alguns “colegas” de rádio, e achamos que nunca os viram direito.
A vocês, amigos técnicos, nossos respeitos e nossa profunda admiração neste dia do radialista que passou. A abraço à Sardinha...Gambi... Roni... MarcosSom... João Tribuna... Aloísio Vantil...
João do Norte...Verdiano...Cicinho....
MENSAGEM FINAL
Puxar o arco, mas não soltar a flecha. Provérbio Chinês

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