A JORNALISTA
Falar em jornalista, três mulheres capixabas me vem á cabeça: Carmélia, Maria Nilce e Maura Fraga. Exerciam a profissão quando eu começava. Fazia radio e estudava na UFES. Cada uma com um estilo diferente, uma personalidade marcante. A impetuosa jornalista Maria Nilce foi covardemente assassinada.
Carmélia tinha um estilo largadão na aparência, mas muito justo na profissão. Maria Nilce era polemica, não tinha medo de nada, dizia ser descendente dos índios de Fundão. E Maura, uma profissional carismática, sisuda e altamente injustiçada no fim da carreira
Elas eram boas demais para poderem criar caso por onde trabalharam. Exerciam a função com alma e não com ganância, como fazem agora. Trabalhavam desprovidas de medos de serem ultrapassadas. Enfim, não davam chance a ninguém de subtraí-las profissionalmente. Eram de igual para igual.
Não me lembro de ter visto a figura de uma delas, ou seja, de elas serem lembradas em qualquer repórter ou jornalista nos dias atuais. Será que os tempos são outros? Mudou alguma coisa? Algumas até escondem suas fraquezas profissionais nos apelos sem procedência, sem nexo.
Talvez, para amenizar essas safras atuais, que as faculdades despejam no nosso desgastado mercado pouco inspirador, tenhamos ainda em plena atividade uma Rita Bridi, uma Celeste Franceschi, uma Sandressa Carvalho, e ate mesmo uma Fernanda Queirós no microfone. Essas me fizeram admirá-las, pois até então trabalhei com todas e aprendi muito...Respeitei muito. Tem algumas, que passam ao largo. São pessoas sem noção da profissão e de péssimo caráter. Já era de se esperar.
MENSAGEM FINAL
Se você não tiver nenhuma caridade no seu coração, você tem o pior tipo de problema cardíaco. Bob Hope

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