domingo, 5 de junho de 2011

DR. SERGIO BERMUDES

Uma vez enviamos, despretenciosamente, três perguntas ao Dr. Sergio Bermudes, um dos mais renomados advogados do Brasil. Eis as respostas:


COMO O SENHOR VÊ O MOMENTO DO JUDICIARIO NACIONAL?
Existe, sem dúvida, uma crise no Judiciário, que vai da falta de juízes (o Brasil tem menos de 1/3 dos de que necessita), da infra-estrutura adequada, até à postulação e prestação precárias; da incompreensão da fenomenologia jurídica, até a existência da corrupção com suas repercussões negativas no juízo da opinião pública, que passa a ver, no Judiciário, conivência com malfeitores, quando ele se limita à aplicação da lei.
Na crise dos mísseis soviéticos em Cuba, o presidente Kennedy lembrou que a sabedoria chinesa grafa a palavra crise com dois sinais, um significando perigo, o outro, oportunidade. A crise atual, se suscita ou mostra perigos, abre também a oportunidade a que o Judiciário expunja os quistos que o comprometem, especialmente os juízes corruptos, pequeníssima minoria. Costumo dizer que, se a Justiça em geral fosse corrupta, em vez de milhentos livros, nós, os advogados, teríamos um só: o de cheques.

COMO É SER UM CACHOEIRENSE DE RESPEITO NO CENARIO NACIONAL?
Afrânio Peixoto escreveu que "bairrismo é patriotismo". A minha fidelidade à terra natal é expressão de amor não só dela, como do Espírito Santo e do Brasil. Alegra-me imaginar que o "respeito no cenário nacional", aludido na sua pergunta, se é que existe, só contribui para elevar Cachoeiro, presente sempre nos meus escritos, na minha fala, nas minhas reminiscências. O meu coração não saiu de Cachoeiro. É dela que fala, repetidamente, a minha voz, confirmando a verdade do Evangelho de São Mateus: "da abundância do coração fala a boca".

COMO FOI ESCREVER NUM SITE COMO O NO MINIMO, EM MEIO A TANTOS ESCRITORES DE RENOME?
NO MÍNIMO acabou pela falta de patrocinadores. Em anexo, a minha última coluna. Honrou-me estar na companhia de gente tão ilustre, especialmente tão idealista. Foram 145 crônicas através das quais me abri com não sei quantas pessoas. A resposta aos meus escritos foi largamente positiva, como demonstram as manifestações recebidas por e-mail, por carta, por outras formas de comunicação. É claro que fui criticado, às vezes merecidamente. Noutras ocasiões, um ou outro artigo meu recebeu vaias. Diante delas, lembrava-me da frase de Bernard Shaw de que ninguém pode vaiar e bocejar ao mesmo tempo. Ganhei eu com vaias ― poucas aliás ― em vez de bocejos desdenhosos.

MENSAGEM FINAL
Trate as pessoas da forma como elas devem ser, e você as ajudará a se tornarem aquilo que elas são capazes de ser. Goethe

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