domingo, 26 de junho de 2011

CAPTAR AUDIÊNCIA

Quem ouve radio atualmente, não escuta e nem ouve, apenas sabe que tem um aparelho ligado por ali e fica aquele barulho característico, isto é, alguém falando, uma musica tocando, geralmente que você não quer ouvir. Tem exceções como estar parado em algum estacionamento esperando algo e o radio estar ligado, ou o ouvinte caça-prêmio que quer saber se seu nome foi o premiado do dia, ou mesmo quando tem um fato importante acontecendo e alguma emissora narrando. Fora isso...

Receptores ligados em lugares coletivos, ali ninguém esta ouvindo nada. Por isso que consultórios médicos trocaram o som do radio para um monitor de televisão. Som de rádio em Shopping Center já era, foi também trocado pela musica funcional, interrompido por alguma locução de aviso. Os supermercados estão preferindo o silencio, reparem já alguns. Isto não é uma campanha contra o rádio, mas pode ser um alerta para mudar o que está ai.

Breve teremos um programação de radio de interesse comercial e de alguma audiência. O radio que fideliza a sua audiência em função dos seus anunciantes. Ao contrário de hoje que tem a radio de maior audiência e de pouca influencia sobre os ouvintes. Isto fará certamente mudar o estilo de fazer radio.

Uma radio que toca musica sem obedecer o relógio – sistema que norteia o espaço para a musica, locução, vinhetas e comerciais – e que muda de acordo com a conveniência do esquema comercial e da audiência, nessa ordem. Talvez faça uma externa estritamente comercial e para isso ficou tocando musica por mais de meia hora sem locução, sem vinhetas, comerciais, etc, etc.

Lembre-se que não se discute aqui estilo de programação, mas tática e estratégia de manter audiência e aumentar o faturamento da rádio. Uma emissora, que se precisar, não fale por mais de vinte minutos, ou o faça por mais de quinze, fale sem parar algo que se terá a certeza que atingira alguém certeiramente, no objetivo traçado.
Está será a rádio por objetivo, com parâmetros e metas a tingir diariamente, mesmo que seja alegre, jovem ou moderna, Am ou Fm, popular ou clássica, não importa, o que importa é a maneira de fazer rádio, que já passou da hora de mudar, esse negocio de tocar musica e falar, dizer hora e tocar vinheta, ler noticia e ficar por isso mesmo, de entrevistar com perguntas tolas e respostas que evaporam no ar, de executar uma externa e ninguém entender o que está ouvindo.

Já é sabido que toda mudança gera receios, medos e incompreensão. Mas no fundo todos sabem que um dia será preciso mudar. Assim é no radio. Principalmente o feito por aqueles que caíram de pára-quedas no meio.


MENSAGEM FINAL
Esta manhã eu tirei uma vírgula e esta tarde e a coloquei de volta. Oscar Wilde

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