VENDENDO RADIO
O único ponto crítico de qualquer emissora de rádio hoje é o Depto Comercial. A medida que as programações vão se esmerando em tecnologia, mais difícil fica para o comercial vender já que a criatividade vai ficando mecânica, fria.
E quem disser que é o Depto Técnico, errou, já que ele, como os demais, dependem do comercial. Alías, é uma roda viva. O comercial depende de uma boa programação, esta de apoio técnico sempre imediato, e dela, o comercial faz boa venda.
Ainda existem as chamadas TABELAS nas rádios. Mas é só para cálculo de “tempo-radio” pois não servem mais para fazer boa venda. Hoje, no radio, se vende o esquema, o projeto, a criatividade e não mais aqueles 30 Segundos ou 15 que sempre nortearam essas tabelas de preços.
Vejam bem. Breve, estarão suprimido os intervalos comerciais de 20 e 40 (clock utilizado em FM’S) e trocados por, vamos chamar de “ocupação inteligente”, ou seja, só abre espaço se tiver algum comercial ou chamada ou esquema do chamado projetinho. Uma promoção ou competição, etc.
Daqui uns tempos – e não muito distantes – vocês irão comprovar que o que escrevemos aqui não foi nenhum “achismo” e tampouco adivinhação. Quem conhece, deve achar a mesma coisa.
ENTREVISTA SAZONAL
Vamos conversar rapidamente com o jornalista MARCELO ROSSONI, editor do Jornal Empresários sobre este seu discutido jornal.
1) COMO ESTE JORNAL, SEGMENTADO, CONSEGUIU TRANSPOR TODOS ESSES ANOS?
Primeiro foi necessário vencer um grande obstáculo: a desconfiança. Isso é justificável porque o mercado está inundado de veículos considerados “chapas bancas”. São jornais e revistas que sobrevivem dos anúncios do Governo do Estado, prefeituras e câmaras municipais.
Para você ter idéia de como isso funciona, vai uma explicação muito simples: em seis anos de existência o Jornal Empresário faturou apenas R$ 26.000,00 (vinte e seis mil reais) (da Assembléia Legislativa). Para alguns veículos (jornais e revistas) esse valor era pago por edição...
Mas quando o mercado percebeu que o nosso perfil era outro, centrado na iniciativa privada, as coisas começaram a melhorar.
2) COMO VC É VISTO PELOS SEUS PARES DA IMPRENSA?
Acho que deixei de ser jornalista quando virei dono de jornal. Mas os jornalistas têm várias opiniões a meu respeito.Graças a Deus. Uns são gratos pela experiência que passei para eles; outros me consideram arrogante; outros me odeiam. O problema é que eu tenho um grande defeito: não sei disfarçar meus sentimentos e às vezes sou excessivamente franco.
Mas também tenho uma grande qualidade. No meu coração não tem espaço para o ódio.
3) É DIFICIL MEXER COM EMPRESARIOS? É PELO LADO DA VAIDADE?
Depende do empresário. Há aquele que vê o meu jornal, o Jornal Empresários, como um veiculo de esmerada qualidade gráfica e editorial, mas há aquele que quer trocar anúncio por notícia e aí entra aquele meu lado defeituoso.
Quanto tocar na vaidade, isso é real. Mas depende da abordagem que você dá ao fato.
O mercado está repleto de jornal e revista que despeja enxurrada de elogios a políticos e empresários. “Fulano é o melhor empresário ou político do Espírito Santo” e mais coisas do gênero.
Isso é muito perigoso porque de uma hora para outra tudo muda. Veja só o caso do ex-governador José Ignácio Ferreira. A administração dele mais de 70% de aprovação e de um dia para outro tudo mudou Ninguém sabe quem está sendo investigado, gravado com ou sem autorização legal...
Mas esse comportamento decorre da falta de experiência de quem dirige o veículo de comunicação. Você pode mostrar a qualidade de uma pessoa, com inteligência e sutileza. Isso varia de acordo com o grau de educação, cultura e inteligência de quem dirige o veículo de comunicação.
4) VOCE CONSIDERA O JORNAL "EMPRESARIOS" COM PESO POLÍTICO?
Acredito que a força do jornal é composta de uma série de fatores. Quem faz o jornal, a abordagem que o veículo dá às reportagens, a regularidade na periodicidade, circulação e a qualidade dos anunciantes.
5) EXPERIENCIA PÕE BANCA?
E como. O seu passado e relacionamentos pesam muito
MENSAGEM FINAL
Épreciso que saiba que quando uma mensagem que transmite a outra pessoa não estiver sendo compreendida por ela, pelo menos uma das seguintes coisas será verdade: ou o que você disse não é verdade, ou então não o transmitiu com bondade. Conde Leon Nikolaievitch Tolstoi

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