DIRETO DA REDAÇÃO
Sempre foi assim. Quando dá para fazer um jornalismo fora do país, a informação fica uma espécie de delação. Parece que o jornalista fica mais indignado com seu país de origem e passa a informar o que nunca poderia fazer se escrevesse e trabalhasse aqui dentro. Inclusive, sabe das coisas primeiro que os próprios brasileiros ou de informação que não circula por aqui.
O jornal eletrónico – o futuro nos aporta aí – Direto da Redação, feito sob a liderança do ex-casal 20 da televisão brasileira, Leila Cordeiro e Eliakim Araújo mostra tal coisa claramente todas as semanas no site www.diretodaredacao.com Vejamos por exemplo a edição de quinta, 30, em alguns de seus redatores:
O ex-repórter esportivo da “Folha”, Mário Andrada e Silva, hoje na Reuters faz uma mistura de futebol e política, dando entender que nossos políticos são verdadeiros craques na arte de se corromperem. Nossos craques do futebol, quando querem, brilham na Europa, como fez a Seleção. Nossos políticos, quando querem, brilham nas CPI’s vergonhosas para depois caírem no ostracismo, mas com bolso cheio.
Nesta edição o próprio Eliakim escreve sobre a persistente vontade de boa parte da população brasileira ainda querer tentar a vida nos Estados Unidos e lá serem tratados, contados e julgados como Hispânicos. Quer dizer, acusa duas vertentes: A da situação brasileira que não melhora por causa dos governantes e a dos americanos que continuam a destratar os sul-americanos, na sua grande maioria brasileiros.
A palavra do executivo multinacional. É o caso de Marcello Prado que escreve sobre o provável impeachment de Lula, ou que tem tudo para isso. Cita o intragável jornalista Larry Rohter, aquele do NY Times, que disse Lula ser bebum. Escreve claramente que Zé Dirceu é o culpado direto disso tudo juntamente com algumas estrelas do PT, como o Zé Genoíno. Tem até doações das FARCS ao PT. O sr Marcelo encerra seu texto citando Maquiavel. Coisa de empresário.
O escritor, culto por sinal, Luiz Peazê tem também sua coluna no Direto da Redação, Nesta ela fala também da confusão imposta no Brasil por Robertão, acusando o Zé Dirceu. Aproveita e analisa as palavras do interiorano Dirceu – pelo menos no sotaque – que ainda tem nas entranhas o gosto pelas guerrilhas, a admiração por Cuba e o vocabulário de militante.
Ah, tem o Cláudio Lessa. Este é muito bom de se ler. Faz um parâmetro entre o futebol e a política, talvez pela coincidência da Copa das Confederações e o escândalo correndo solto. Neste dia escreve sobre a tecnologia de ponta e do pessoal não estar nem aí para ela. No jogo Brasil e Japão a tecnologia acusou a vitória dos japoneses. Mas ninguém fez nada. E na política, assegura ele, os políticos parecem lerdos de ainda não darem conta que a tecnologia permite tudo contra eles, estando em qualquer lugar para denuncia-los e ele tomam jeito. A imagem do ano será aquele repasse de três mil reais.
MENSAGEM FINAL
O valor da vida não se mede pelo peso das quinquilharias acumuladas. Isaac Newton

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