A PERCEPÇÃO
Radio assim como TV e agora Internet são mecanismos que
exigem criatividade constante. Quem mexe com esses veículos devem estar sempre
criando, pois a percepção do ouvinte ou telespectador esta muito aguçada a cada
dia que passa.
É dito e repetido que nada se cria e tudo se copia, mas hoje
nem copiar bem o pessoal esta conseguindo, quanto mais criar. Eu aprendi muita
coisa, que não sabia, com o mestre Helio Ribeiro, o saudoso Helio Ribeiro o
poder da mensagem.
Ele lançou a reportagem aérea em helicópteros. Orientava o
já caótico transito de São Paulo. Ele criou as versões. Traduzia lindas musicas
do inglês para o português em tempo real.
Aqui, sem muito pensar, resolvemos investir em novidades,
até então não mostradas no radio. Eram coisas ínfimas mas que chamava a atenção
do ouvinte. Era pego de surpresa com algumas dessa idéias.
Alguém já tinha ouvido uma chamada de programa (radio)
começar com o locutor falando o numero da mesma, tipo, “chamada número 65” e em
seguida começar a chamada?
Ou aprovariam um ator, com dicção de primeira gravar a “plástica”
da emissora? Fizemos isso na Gazeta AM com Alvarito Mendes. Depois vimos Miguel
Fallabela fazer o mesmo numa FM do Rio. Afinal, o ator “interpreta” o texto
melhor que nós, locutores, eu acho.
Quem já ouviu transmissão esportiva com fundo musical, com
direito a musica suspense a todo ataque dos dois times? Pois testamos uma vez,
mas a incompreensão dos saudosistas do arcaico prevaleceu. O futebol fica
diferente, mais emocionante. Aliás, já tem algo parecido no basquete americano.
A primeira dupla a fazer um horário no radio foi em 1972 na
Radio Capixaba, um casal, com larga experiência no radio. Ficou num estilo
conversado, diferente. Hoje poucas emissoras usam do esquema. Fica diferente e
bonito.
Essas foram testadas, usadas corajosamente. Hoje têm outras
para serem criadas, mas o ostracismo reinante no setor domina. Por isso que se
diz, que se acha que o radio parou no tempo. E é verdade.
MENSAGEM FINAL
Jamais deixe que as dúvidas paralisem suas ações. Tome sempre todas as
decisões que precisar tomar, mesmo sem ter a segurança de estar decidindo
corretamente. Paulo Coelho

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