quinta-feira, 12 de dezembro de 2013



CONTRAPONTO

Incomoda a quem se preocupa. Passa batido para quem apenas olha. Os jornais de Vitória publicaram dias destes na primeira pagina dois destaques opostos. Os dois bastante chamativos. Um fazia alusão ao assassinato de um policial covardemente em Vila Velha. Tinha foto, tinha manchete em faixa escura e chamava a atenção para a covardia e barbárie.

A outra, mais embaixo da primeira página, exaltava a vitória do time do Flamengo na disputa pelo título da Copa do Brasil com manchete, tipo, Gostinho da Vitoria. A foto de uma quanto da outra eram de duas pessoas de cor, tanto o sargento assassinato, como o jogador herói do Flamengo. Sem querer lembrar, mas aquele dia se comemorava o Dia da Consciência negra. Uma coincidência.

O que me preocupa na pagina e o que o jornal não tem culpa, é que o leitor não teria tempo de fazer uma reflexão maior sobre o perigo da violência que assolou qualquer sociedade, principalmente a daqui. Ele (leitor) logo desvia seu olhar para uma suposta alegria, o empate com saber de vitoria do time mais popular do país.

Acho que não outra maneira de se publicar os dois principais fatos do dia anterior, mas tudo passa batido, como se essa vida fosse uma misto de indignação e alegria, as duas dependentes uma da outra e não são. Que tal se nesse dia mostrasse a mesma manchete do assassinato, mas que o resultado do jogo viesse num destaque menor?

Tive isso como tema do artigo de hoje, já que quando vi o jornal, eu que sou flamenguista, torci muito durante jogo, não fiquei feliz com aquela manchete e aquela foto sobre essa violência misturada com a do jogo. Deveria ser apenas ela e pronto. Seria mais reflexiva.


Nenhum comentário:

Postar um comentário