sexta-feira, 4 de outubro de 2013


SEMPRE O RÁDIO

A data do radio passou, celebrado no dia 25 de setembro e não fiz nenhuma homenagem. Devo estar cansado do radio, o radio que não cria mais nada. Mas vou fazer duas coisas, tentando recuperar a data e me redimir com os colegas. Primeiro, vou mostrar uma crônica, feita por Renato Rogensk, da SulRadio e vou pedir ao nosso editor chefe aqui do seculoDiario, que coloque um link, onde homenageio Helio Ribeiro, o mago do radio, professor que me inspirou e ensinou:

26 de setembro de 2013
Ontem (26), foi comemorado o Dia do Rádio no Brasil. A importante data marca o nascimento de Roquete Pinto, considerado o Pai do Rádio Brasileiro, que em 1923 fundou a primeira emissora do país, a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro. Desde então muitas ondas já rolaram, desde a longínqua discussão do fim do rádio com a criação da televisão, até a mais recente convergência com as novas mídias. O Adnews ouviu alguns profissionais, que diretamente ou indiretamente acompanham e trabalham com o meio todos os dias. Confira:
O fim não está próximo
Uma das questões mais inquietantemente discutidas sobre o rádio é justamente a sua longevidade. Muitos apostaram alto que o veículo morreria com a popularização da televisão, o que não esteve nem próximo de acontecer. Logo depois veio a internet, o suposto novo vilão que poria fim a velha mídia de radiodifusão. “Embora as previsões datassem a morte do rádio, ele é o único meio de massa capaz de penetrar em todas as camadas de forma instantânea. A capilaridade, a penetração e cobertura do rádio fazem deste, ainda, o meio mais abrangente nos dias de hoje”, justifica Márcio Canzian, Chief Media Officer da Dim&Canzian.
Toninho Rosa, presidente da Dainet, conselheiro editorial do Adnews e sócio da produtora Infiniti fala sobre alguns desafios no caminho de uma sobrevivência saudável para a “velha mídia”. “Poucas pessoas acompanham a evolução do meio. Mesmo os empresários e executivos do rádio nem sabem que hoje ele é o meio mais consumido pela população. Mais até do que a TV. Realmente parece impossível. Esse é o problema do Rádio. A falta da união das empresas fragiliza um processo de marketing e comunicação”, opina.
As principais mudanças nos últimos anos
O rádio tem muitas décadas de estrada, mas algumas das mudanças mais significativas de sua história aconteceram nos últimos anos, sobretudo com a sua entrada em novos dispositivos tecnológicos e a convergência com as novas mídias.  
“Diria que a principal mudança foi a integração com os demais meios, como por exemplo, a internet, que não só fizeram do rádio um multiplicador de conceitos como ampliaram sua característica e diferencial de chegar a muitos lugares com uma atualização quase real time de dados e notícias”, defende Respostas Kito Siqueira, presidente Aprosom. Já Silvio Soledade, também lembra que muitos programas de rádio se pautam pelas discussões que seus ouvintes travam nas redes sociais.
O que significa a chegada das webrádios?
Nos últimos anos a qualidade da internet evoluiu e o mercado viu crescer uma série de webrádios, que inclusive, já conquistaram o seu espaço não apenas com volume de audiência, mas até mesmo ocupando posição em premiações de mídia e jornalismo.  “A internet facilitou a propagação do rádio e fez com que sua voz fosse levada ao mundo. Eu, por exemplo, a cada semana, faço um comentário de rádio que é levado em média para 300 rádios brasileiras através da Radioweb, uma agência de notícias que distribui matérias para pequenas rádios de todo o país”, comenta José Maurício. Para Márcio Canzian, já é possível acessar na web um conteúdo bem alinhado com o discurso do rádio, mas ainda assim há espaço para tornar ambas as plataformas mais interativas.
Perspectivas para o futuro
O assunto rádio percorre um longo caminho, mas sempre dá vazão a mesma pergunta. Qual será o seu futuro? Silvio Soledade acredita que coisas boas virão pela frente. “As rádiowebs já são uma realidade. Em breve teremos as rádios digitais com maior interatividade. E as rádios de periferia, que antes eram comunitárias, atualmente são oficiais e chegam onde outros veículos não conseguem chegar em termos de proximidade com o ouvinte e com a comunidade. Com o advento da internet, os rádios se modernizaram em termos de geração de conteúdo, mas continuarão desfrutando da credibilidade que sempre tiveram”.
Por Renato Rogenski

O link da homenagem ao Helio Ribeiro:


MENSAGEM FINAL

Eu nunca morreria pelas minhas crenças, porque eu poderia estar errado


Bertrand Russell

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