SEMPRE O RÁDIO
A data do
radio passou, celebrado no dia 25 de setembro e não fiz nenhuma homenagem. Devo
estar cansado do radio, o radio que não cria mais nada. Mas vou fazer duas
coisas, tentando recuperar a data e me redimir com os colegas. Primeiro, vou
mostrar uma crônica, feita por Renato Rogensk, da SulRadio e vou pedir ao nosso
editor chefe aqui do seculoDiario, que coloque um link, onde homenageio Helio
Ribeiro, o mago do radio, professor que me inspirou e ensinou:
26 de setembro de 2013
Ontem (26), foi comemorado o
Dia do Rádio no Brasil. A importante data marca o nascimento de Roquete Pinto,
considerado o Pai do Rádio Brasileiro, que em 1923 fundou a primeira emissora
do país, a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro. Desde então muitas ondas já
rolaram, desde a longínqua discussão do fim do rádio com a criação da
televisão, até a mais recente convergência com as novas mídias. O Adnews ouviu
alguns profissionais, que diretamente ou indiretamente acompanham e trabalham
com o meio todos os dias. Confira:
O fim não está próximo
Uma das questões mais
inquietantemente discutidas sobre o rádio é justamente a sua longevidade.
Muitos apostaram alto que o veículo morreria com a popularização da televisão,
o que não esteve nem próximo de acontecer. Logo depois veio a internet, o
suposto novo vilão que poria fim a velha mídia de radiodifusão. “Embora as
previsões datassem a morte do rádio, ele é o único meio de massa capaz de
penetrar em todas as camadas de forma instantânea. A capilaridade, a penetração
e cobertura do rádio fazem deste, ainda, o meio mais abrangente nos dias de
hoje”, justifica Márcio Canzian, Chief Media Officer da Dim&Canzian.
Toninho Rosa, presidente da
Dainet, conselheiro editorial do Adnews e sócio da produtora Infiniti fala
sobre alguns desafios no caminho de uma sobrevivência saudável para a “velha
mídia”. “Poucas pessoas acompanham a evolução do meio. Mesmo os empresários e
executivos do rádio nem sabem que hoje ele é o meio mais consumido pela
população. Mais até do que a TV. Realmente parece impossível. Esse é o problema
do Rádio. A falta da união das empresas fragiliza um processo de marketing e
comunicação”, opina.
As principais mudanças nos
últimos anos
O rádio tem muitas décadas de
estrada, mas algumas das mudanças mais significativas de sua história aconteceram
nos últimos anos, sobretudo com a sua entrada em novos dispositivos
tecnológicos e a convergência com as novas mídias.
“Diria que a principal mudança
foi a integração com os demais meios, como por exemplo, a internet, que não só
fizeram do rádio um multiplicador de conceitos como ampliaram sua
característica e diferencial de chegar a muitos lugares com uma atualização
quase real time de dados e notícias”, defende Respostas Kito Siqueira,
presidente Aprosom. Já Silvio Soledade, também lembra que muitos programas de
rádio se pautam pelas discussões que seus ouvintes travam nas redes sociais.
O que significa a chegada das
webrádios?
Nos últimos anos a qualidade da
internet evoluiu e o mercado viu crescer uma série de webrádios, que inclusive,
já conquistaram o seu espaço não apenas com volume de audiência, mas até mesmo
ocupando posição em premiações de mídia e jornalismo. “A internet
facilitou a propagação do rádio e fez com que sua voz fosse levada ao mundo.
Eu, por exemplo, a cada semana, faço um comentário de rádio que é levado em
média para 300 rádios brasileiras através da Radioweb, uma agência de notícias
que distribui matérias para pequenas rádios de todo o país”, comenta José
Maurício. Para Márcio Canzian, já é possível acessar na web um conteúdo bem
alinhado com o discurso do rádio, mas ainda assim há espaço para tornar ambas
as plataformas mais interativas.
Perspectivas para o futuro
O assunto rádio percorre um
longo caminho, mas sempre dá vazão a mesma pergunta. Qual será o seu futuro? Silvio
Soledade acredita que coisas boas virão pela frente. “As rádiowebs já são uma
realidade. Em breve teremos as rádios digitais com maior interatividade. E as
rádios de periferia, que antes eram comunitárias, atualmente são oficiais e
chegam onde outros veículos não conseguem chegar em termos de proximidade com o
ouvinte e com a comunidade. Com o advento da internet, os rádios se
modernizaram em termos de geração de conteúdo, mas continuarão desfrutando da
credibilidade que sempre tiveram”.
Por
Renato Rogenski
O link
da homenagem ao Helio Ribeiro:
MENSAGEM
FINAL
Eu nunca morreria pelas
minhas crenças, porque eu poderia estar errado
Bertrand Russell

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