ESPECTRO
O radio do
Brasil deu um avanço tecnológico, sendo que foi apenas um salto. Com a migração
do AM para o FM, oficializada, muitas emissoras que operam em Amplitude
Modulada poderão passar a transmitir em Frequência Modulada. O Governo deu 1
ano para as interessadas solicitarem mudança. Nem todas conseguirão e o destino
será o fechamento.
Na divisão
do bolo de rádios brasileiras, que tem um total de 9.200, perto de 2.000 operam
em AM. Para se ter uma ideia, num espaço de dez anos, o FM passou de 1.322 para
perto de 3.000 em 2012. Em cinco anos,
apenas 80 emissoras AM foram inauguradas. Ainda deste bolo, as emissoras
comunitárias montam um total de 4.193 rádios, fruto da política de outorga do
governo petista.
Depois da
digitalização do radio, que ainda será decido, as emissoras irão ter
teoricamente duas divisões: As FM’s (incluindo a migração de quem conseguiu) e as
comunitárias. Não insere as Educativas, que são poucas, perto de 500. Outro
dado importante que não foi discutido ainda, as potências das FM’s. Elas perdem
nesse quesito para as AM’s.
Muitas
coisas ainda serão ditas, discutidas, revistas. A assinatura foi apenas o inicio
de varias etapas. O governo indeciso na escolha do SISTEMA para implantação do
digital nas rádios achou uma solução paliativa, a da migração, onde as AM’s que
forem convertidas atuarão na faixa, que eles chamam de “FM estendido” que fica
entre os canais 76 a 88 MHZ de frequência modulada. Cabem muitas emissoras, mas
mesmo assim o governo toma suas precauções, confiando alto custo para migrar
que cada emissora terá.
Para essa frequência
de FM tem aparelhos receptores á venda, mas é preciso fabricar maciçamente.
Isso era uma preocupação técnica no processo. Agora, as emissoras do AM que
forem migrar, terão que mudar algumas coisas primordiais, como transmissores,
capeamento, estilo de programação, alguns funcionários e uma política comercial
agressiva.
Parece
pouco, mas não é. O radio brasileiro sofrerá uma pequena metamorfose nos
próximas cinco anos. Esperamos que mude para melhor, para que o setor saia do ostracismo
que se encontra. Torcemos e vamos acompanhar.

Nenhum comentário:
Postar um comentário