quinta-feira, 12 de dezembro de 2013



ESPECTRO

O radio do Brasil deu um avanço tecnológico, sendo que foi apenas um salto. Com a migração do AM para o FM, oficializada, muitas emissoras que operam em Amplitude Modulada poderão passar a transmitir em Frequência Modulada. O Governo deu 1 ano para as interessadas solicitarem mudança. Nem todas conseguirão e o destino será o fechamento.

Na divisão do bolo de rádios brasileiras, que tem um total de 9.200, perto de 2.000 operam em AM. Para se ter uma ideia, num espaço de dez anos, o FM passou de 1.322 para perto de 3.000 em 2012.  Em cinco anos, apenas 80 emissoras AM foram inauguradas. Ainda deste bolo, as emissoras comunitárias montam um total de 4.193 rádios, fruto da política de outorga do governo petista.

Depois da digitalização do radio, que ainda será decido, as emissoras irão ter teoricamente duas divisões: As FM’s (incluindo a migração de quem conseguiu) e as comunitárias. Não insere as Educativas, que são poucas, perto de 500. Outro dado importante que não foi discutido ainda, as potências das FM’s. Elas perdem nesse quesito para as AM’s.

Muitas coisas ainda serão ditas, discutidas, revistas. A assinatura foi apenas o inicio de varias etapas. O governo indeciso na escolha do SISTEMA para implantação do digital nas rádios achou uma solução paliativa, a da migração, onde as AM’s que forem convertidas atuarão na faixa, que eles chamam de “FM estendido” que fica entre os canais 76 a 88 MHZ de frequência modulada. Cabem muitas emissoras, mas mesmo assim o governo toma suas precauções, confiando alto custo para migrar que cada emissora terá.

Para essa frequência de FM tem aparelhos receptores á venda, mas é preciso fabricar maciçamente. Isso era uma preocupação técnica no processo. Agora, as emissoras do AM que forem migrar, terão que mudar algumas coisas primordiais, como transmissores, capeamento, estilo de programação, alguns funcionários e uma política comercial agressiva.


Parece pouco, mas não é. O radio brasileiro sofrerá uma pequena metamorfose nos próximas cinco anos. Esperamos que mude para melhor, para que o setor saia do ostracismo que se encontra. Torcemos e vamos acompanhar.

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