segunda-feira, 31 de dezembro de 2012




SOCIEDADE

Antigamente os jornais tinham um espaço dedicado a sociedade. O que era isso? Poucas pessoas, geralmente abastadas, que faziam e aconteciam, sem pre em pequenos grupos e em cidades mais desenvolvidas. O interior não tinha sociedade como a cidade grande.

Na minha terra tinha colunista social, assim chamado. Aqui em Vitória tinha uns três, sendo a escandalosa Maria Nilce um deles. No Brasil, o lendário Ibrahim Sued, de origem libanesa e analfabeto, até que chegou um cara chamado Zózimo Barroso do Amaral e deu uma “mudada” no estilo de fazer coluna social e passou a dar “informação”

O colunista social sempre foi um cara bem informado, pois freqüentava a boa roda, a alta roda, onde se falava de tudo e de todos. Muita gente dava o que tinha e o que não tinha para ter seu nome numa coluna social, imagina uma foto! E aparecer ali dava status.

Mas o tempo é cruel, o progresso (ou regressão) humana é terrível. As colunas sociais mudaram mais uma vez e ficaram mais amenas e com informações “fáceis”. Isso ocorreu porque muitos dos que freqüentavam a chamada sociedade passaram a freqüentar também as paginas policiais. A sociedade deu uma falida nesse aspecto.

Hoje, os jornais e revistas continuam com suas paginas “sociais”, mas o enfoque é outro como as pessoas também são outras. Sumiu o rico, o novo rico e aqueles que queriam aparecer nessas colunas de todo jeito. Aparecem muitas mulheres bonitas e altos funcionários de empresas importantes.



MENSAGEM FINAL

Quando o machado entrou na floresta, as árvores disseram: - O cabo é dos nossos! Provérbio Turco

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