A DIFERENÇA
Muita coisa mudou no sentimento de quem faz radio com o aparecimento da
informatização das programações. Muitas emissoras usam o computador trabalhando
sozinho em parte da programação, geralmente á noite. Tem outras emissoras que
usam durante todo tempo.
Economicamente a programa informatizada rende economia
financeira, de desgaste, de tráfico de empregados, etc. Por outro lado, perde
na emoção, no ela de se fazer radio em equipe. E isso se passa ao ouvinte
A frieza das rádios hoje é o reflexo na falta de sentimento
na maioria dos ouvintes, aliado ao despreparado musical, como a onda descabida
de musicas como o funk e outras bobagens musicais, que não levam a nada.
Em equipe, muitas coisas acontecem, de bom e de mau numa
estação de radio. Pelo lado mau, a competitividade, as rusgas, as fofocas, e a
maldade. Por outro lado, a força, o convívio salutar, a garra de fazer o melhor
em equipe, o calor do trabalho. Uma coisa pode prevalecer mais que a outra,
depende do local de trabalho e quem dirige, coordena.
Hoje, o ouvinte não poderá sentir um dia amanhecer se no seu
radio não tiver a voz ao vivo do apresentador. Também não poderá adormecer com
uma voz amiga falando coisas do momento. A vida não é a mesma nesse aspecto.
No sistema gravado é tudo frio, bruto, mecânico. Mas se isso
é tendência poderá voltar a ser ao vivo. Pois tudo que vem, volta. Mas, na
verdade, o radio que se ouve hoje já não é o mesmo, muito menos quem o faz a
partir de agora. Seria um radialista?
ENSAGEM
FINAL
A ilusão é o primeiro de todos os
prazeres. Oscar Wilde

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