
A COBERTURA
Imagine você um profissional de televisão, fazendo parte de
uma equipe selecionada, fazendo a cobertura de um evento mundial, sabendo que a
metade do mundo irá de olho e ouvindo (o coração) no seu trabalho
É assim que deve se sentir os profissionais (cameraman,
diretores de TV, narradores, pontas, cablemen, técnicos em satélite) que, por
exemplo, fizeram a final do Mundial de Clubes no domingo 16
Isso sem falar na emoção de saber que algo do seu país está
em disputa. Quer dizer, emoção em dobro. Ele está lá, trabalhando, pensando na
família, nos amigos, nos companheiros de trabalho que ficaram, mas que estão
trabalhando no Brasil ao mesmo tempo.
O tempo dedicado é “full time”, sem noite e sem dia, ás
vezes sem comida. Não porque faltam, mas pelo esmero, pela obtenção da
qualidade, pela sensação constante de que nada poderá falhar, então a adrenalina
elimina todas as manias.
E mais um detalhe, o evento ocorre num domingo, dia que
todos estão em casa e que a atenção dos telespectadores é redobrada. Mas também
a sensação de trabalhar num domingo é especial, eleva sua auto estima, seu
espírito. Afinal você está trabalhando, fazendo algo importante
Sempre é bom analisarmos esse tipo de coisa quando vemos um
evento televisivo de abrangências intercontinentais na sua cobertura. O
espírito de trabalho é outro e quem ganha com isso somos nós, os telespectadores.
MENSAGEM FINAL
A palavra
fere, dói. Dita no calor de mágoas ou ira penetra como flecha envenenada. A
palavra salva. Uma expressão de alegria, acolhimento ou amor é como a brisa que
ativa nossas melhores energias. Frei Betto
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