Esse negócio de “tungar” o veto dos royalties, de “blindar”
a quadrilha do escritório da presidência de São Paulo, de Ministro vir dizer
que seu partido é que começou a moralizar tudo, de prefeitos eleitos caírem nas
mesmas armadilhas, tudo isso está na medida da saturação e quase virando coisas
banais. O que é pior!
Estupros entre crianças da família, assaltos com morte
estúpida. Isso que aparece noticiado nos jornais e na TV é apavorante. A guerra
de mísseis no oriente médio parece ser normal. As mortes em série na noite de
São Paulo e nada de solução. Tudo vulgar!
Outro dia um senhor ao meu lado falava do carnaval e do
natal. Achando tudo sem emoção. Dizia que natal lembram e fazem de tudo e cada
vez mais esquecem o aniversariante do dia, o significado de seu nascimento. .
Ele tem razão.
Isso aqui não é uma crônica de fim de Ana, não nenhuma
retrospectiva. É uma crônica banalizada também. O meu receio é de sempre tocar
nesses assuntos e isso vira uma banalização entre os leitores.
Uma vez vi um experiente homem de radio ensinando a um
repórter de externa a ser sucinta. A falar sem escrever texto. Ele dizia: Fala
o que você vê, vai narrando tudo ao seu redor.
É assim que eu faço. Escrevo o que vejo e o que sinto, como
nessa crônica. Só que o tema é bastante ridículo num final de ano. Mas não dá
para fazer um escrito de acordo com o espírito da época, pois esse espírito já
não é o mesmo. Sinto isso!
MENSAGEM FINAL
Não há noite
tão longa que não encontre o dia. Cardeal de Retz

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