segunda-feira, 31 de dezembro de 2012




 MENOS UM POUCO

Esse negócio de “tungar” o veto dos royalties, de “blindar” a quadrilha do escritório da presidência de São Paulo, de Ministro vir dizer que seu partido é que começou a moralizar tudo, de prefeitos eleitos caírem nas mesmas armadilhas, tudo isso está na medida da saturação e quase virando coisas banais. O que é pior!

Estupros entre crianças da família, assaltos com morte estúpida. Isso que aparece noticiado nos jornais e na TV é apavorante. A guerra de mísseis no oriente médio parece ser normal. As mortes em série na noite de São Paulo e nada de solução. Tudo vulgar!

Outro dia um senhor ao meu lado falava do carnaval e do natal. Achando tudo sem emoção. Dizia que natal lembram e fazem de tudo e cada vez mais esquecem o aniversariante do dia, o significado de seu nascimento. . Ele tem razão.

Isso aqui não é uma crônica de fim de Ana, não nenhuma retrospectiva. É uma crônica banalizada também. O meu receio é de sempre tocar nesses assuntos e isso vira uma banalização entre os leitores.

Uma vez vi um experiente homem de radio ensinando a um repórter de externa a ser sucinta. A falar sem escrever texto. Ele dizia: Fala o que você vê, vai narrando tudo ao seu redor.

É assim que eu faço. Escrevo o que vejo e o que sinto, como nessa crônica. Só que o tema é bastante ridículo num final de ano. Mas não dá para fazer um escrito de acordo com o espírito da época, pois esse espírito já não é o mesmo. Sinto isso!



MENSAGEM FINAL

Não há noite tão longa que não encontre o dia. Cardeal de Retz

Nenhum comentário:

Postar um comentário