ANTES, UMA NOTA. Dado a extensão da cronica, ela ficará duas postagens aqui, nesta segunda e na quinta.
Em Cachoeiro deixamos amigos. Quero dizer, deixei porque saí e eles ficaram. Entre eles, Rui Guedes Barbosa, um dos responsáveis pelo pouco que aprendí em radio, principalmente o gosto de pela musica e o outro, Elyan Peçanha, com quem eu gostava de conversar, já que sou um pouco arredio a conversa.
Recentemente, Rui Guedes, aposentado, começou a escrever no jornal eletronico local (acho que podemos dizer assim) sobre cada um dos personagens de sua época. Elyna Peçanha foi o primeiro. Eu quis colocar aqui, talvez para matar saudades, talvez para homenagear. Vamos ver o Rui escreveu sobre Pipico:
Capítulo 1 – Voleybol - Elyan Peçanha mede 1,65 m de altura. A rede usada nos jogos de voleybol fica a 2 metros do chão. Em decorrência de sua estatura, nosso herói era sempre escalado para jogar na única posição disponível: ser o levantador, jogador cuja função é preparar as jogadas para que os atacantes possam “cortar”, ou seja, dar um violento tapa na bola, arremessando-a na quadra adversária. Elyan, desta maneira, viu-se guindado ao olimpo dos “baixinhos” famosos do voleybol, igualando-se a outros grandes jogadores locais (Zé Guilherme Lima e Marcos Jacob) e nacionais (Bernardinho, William e Zé Roberto Guimarães).
Capítulo 2 – A música - Nosso herói, antes de se tornar aclamado atleta, revelou-se um talentoso músico, razão pela qual seus pais o matricularam no Conservatório de Música de Cachoeiro, onde um certo Roberto Carlos Braga estudava piano. Ali, sob os cuidados das renomadas professoras Dina e Elaine Manhães, iniciou seus estudos de acordeon. Tal foi seu grau de apeoveitamento que, pouco tempo depois, se tornou uma das atrações do Programa Infantil, apresentado por César Misse na Rádio Cachoeiro. O jovem Elyan era anunciado como um autêntico fenômeno: “o único acordeonista do Brasil que consegue se esconder atrás do instrumento”...Fazia, como era de se esperar, um tremendo sucesso.
Capítulo 3 – Empresário musical - O amor de Elyan pela arte o levou, anos depois, a empresariar dois grupos musicais: o lendário Conjunto 007 nos anos 60 e, ainda, na década seguinte, do Gruyo Realce, da cantora Elizabeth Martins.
Quando era funcionário do extinto Banerj, Elyan foi transferido para Vitória, onde tornou-se atleta do Clube Náutico Brasil, ficando amigo do filho do presidente do clube, professor Arabelo do Rosário, e por seu intermédio, conseguiu a contratação do Conjunto 007 para uma apresentação durante um baile, que seria animado pelo mais famoso grupo capixaba da época, o conjunto do pianista Hélio Mendes e do guitarrista Maurício de Oliveira. O 007, que introduziu o “yê, yê, yê” nos bailes do Espírito Santo, fez o maior sucesso e, ali, pelas mãos de Elyan, abriu as portas dos clubes da capital para a música da jovem guarda, sendo contratado inúmeras vezes nos anos seguintes.
O Grupo Realce, liderado pela cantora Elizabeth Martins, foi formado nas rodas de samba promovidas pelo Bloco Carnavalesco Mocidade Capricho, no “boulevard” do Aquidaban, onde pontificavam os irmãos Estelemar, Gonzaga, Edmar, Wanda, Rosa e Margareth Martins; Verinha Lourenço; os ritmistas Cafú, Fernando “Pé de Porco”, Cuíca e Joãozinho da Cuíca. A eles agregou-se o contrabaixista Ruy Guedes; o baterista Dico ; o violonista Zé Orlando e os cantores Justino e Juarez. Elyan os apresentou ao empresário Jorge Bichara, proprietário do Refúgio, casa noturna localizada entre Barra e Vila de Itapemirim, onde atuaram durante dois anos seguidos com grande sucesso.
Capítulo 4 – O jornalismo - Elyan Peçanha de Azevedo (seu nome completo) talvez tenha herdado de seu pai, o lendário fotógrafo Guilherme Azevedo, o faro jornalístico. Vivendo em um ambiente que estimulava os jovens a explorar ao máximo suas capacidades, pois lhes propiciava atuar em vários veículos de comunicação simultaneamente, nosso herói participou de momentos marcantes de nossa imprensa escrita, falada e televisada. Seja no Departamento de Esportes da Rádio Cachoeiro, ou nos jornais Correio do Sul e Arauto; na revista semanal Bolas e Brotos, ou na sucursal de A Gazeta, a parfticipação de Elyan tornou-se um marco no seu desenvolvimento pessoal e profissional, o que o levou a publicar (initerruptamente e até hoje) sua coluna diária (atualmente no jornal E. S. de Fato) e no site Atenas Notícias, na internet, amealhando leitores em todo o mundo!
PS – Segue na proxima postagem
Amigo, para mim, é diferente. Não é um ajuste de um dar serviço ao outro, e receber, e saírem por esse mundo, barganhando ajudas, ainda que seja para fazer injustiça aos demais. João Guimarães Rosa

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