sábado, 12 de novembro de 2011

O VELHO LOCUTOR

Há muito aconteceu um fato que mexeu com os Estados Unidos e veio do radio. O ator Orson Wells usou uma radio e narrou, como fosse verdade, a invasão da terra por discos-voadores.

É apenas para citar a importância do radio, mas não de quem faz. Quem faz radio é apenas uma voz, uma pessoa que ninguém vê que ninguém convive de imagem.

Hoje quando você ouve e sabe de uma grande radialista, amanha ele já não é mais ninguém, os ouvintes esquecem rápido. Temos a prova de Haroldo de Andrade, ex Radio Globo, Helio Ribeiro, ex Bandeirantes, e Jairo Maia aqui no Estado. Não que não faz falta, mas desaparecem rapidamente.

O Helio Ribeiro, aliás, tinha um fã clube, que montou um espaço físico em São Paulo, com suas memórias, gravações e escritos. Mas só La ele é lembrado. Aqui Jairo Maia ainda pensa em voltar ao microfone, mas faltam-lhe emissoras, já que ele não teve a sua. Teve sim, nos anos 70 a Radio Capixaba. Mas caso não volte, o que lembrar do Jairo Maia. Suas eletrolas. Poucos sabem disso hoje.

Infelizmente o veiculo parece ter mais peso do quem trabalha nele, mas muitas vezes o veículo é o que é pelas pessoas ou pessoa que estão emprestando seu nome e seu talento a ele, veículo. Este foi o caso de Jairo Maia. O veiculo que ele estava sobrevive, mas já não é o mesmo de antes. Assim outros por aí afora.

Justamente por isso apareceu a Internet e dela que tiro proveito. Lá coloco todas as gravações, programas, versões, clipes sobre radio, crônicas, porque sei que estarão bem arquivados e aos olhos do mundo para quem quiser ver, ou até mesmo fazendo uma pesquisa encontrar.

A Internet também veio para facilitar o radio e os que fazem rádio.


MENSAGEM FINAL
O amor não enxerga com os olhos, mas com a mente; por esta razão o Cupido é desenhado cego. William Shakespeare

Nenhum comentário:

Postar um comentário